quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Publicação destaca a cultura de Abaetetuba

Nesta quinta, 09, os moradores dos municípios de Abaetetuba e Barcarena terão oportunidade de conhecer e guardar importantes informações sobre seu passado, história, cultura e costumes. Eles receberão os exemplares do livro, caderno de colorir e DVD interativo “Patrimônio do nosso meio”, resultado do projeto de Arqueologia Preventiva da Companhia de Alumina do Pará, realizado em parceria com a FIDESA junto às comunidades locais.

O Programa de Arqueologia Preventiva Patrimônio do Nosso Meio, divulga os resultados de pesquisas arqueológicas e ações de Educação Patrimonial para os municípios de Abaetetuba e Barcarena, demonstrando aspectos do trabalho de campo arqueológico e de áreas de conhecimento como a História, a Antropologia, a Geografia, o Turismo e a Pedagogia.

O Programa visou sensibilizar e valorizar o Patrimônio Arqueológico Nacional na área de influência direta da Companhia de Alumina do Pará, onde foram identificados sítios arqueológicos. A Educação Patrimonial, vinculada
à Educação Ambiental, possibilitou o envolvimento das comunidades São Sebastião, Santa Rosa, Pramajó (Trevo do Peteca), Japiim/ Vai Quem Quer, estendendo-se para as Vilas do Conde, de São Francisco, de Itupanema, dos
Cabanos e de Beja.

O evento será nesta quinta, 09, às 18h, no Cabana Clube em Barcarena, e contará com a presença de pessoas das comunidades próximas à CAP, representantes da prefeitura da Barcarena e Abaetetuba, e instituições locais. (Ascom CAP).

http://www.diarioonline.com.br/noticia-187010-publicacao-destaca-a-cultura-de-abaetetuba.html

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Círio 2011

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Colaboração do Blog do Prof. Ademir Rocha, de Abaetetuba/Pa
Um dos melhores Blogs sobre Abaetetuba: Confira neste LINK


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A artesã Nina Abreu, de Abaetetuba, participa do documentário Miriti-Miri, de Andrei Miralha

Como parte da programação de cinema dedicada ao público infantil no período do Círio de Nazaré, acontecerá na quarta-feira (12), quando se comemora o Dia da Criança, a Mostra Cineminha no Círio, a partir das 15h, no OI Cine Estação, com entrada franca. A mostra será aberta pelo longa metragem “O Achado de Plácido”, de Alexandre Silva, ficção que faz referência a Plácido José de Souza, o caboclo que achou a imagem da Virgem de Nazaré à margem do igarapé Murutucu, com vários elementos do imaginário local.

Em seguida será exibida a animação "O Rapto do Peixe Boi", de Cássio Tavernard e Rodrigo Aben-Athar, no qual o caranguejo, o camarão e candirus (peixe da Amazônia) partem em uma aventura para resgatar um amigo, o peixe-boi, responsável por transportar o "Pipipipiramutaba", uma grande aparelhagem de som.

O documentário Miriti-Miri, de Andrei Miralha, aborda as questões: De onde vêm os brinquedos de miriti? Quem faz? Como surgiram? Em imagens documentais, o filme focaliza este importante ícone da cultura paraense.

Ainda de Andrei Miralha serão exibidas as animações "Nossa Senhora dos Miritis" e "Admirimiriti". O primeiro se passa às vésperas do Círio de Nazaré, quando uma artesã de brinquedos de miriti tenta pagar a promessa de fazer sozinha uma procissão inteira em miriti. Mas, cansada, ela acaba dormindo e um milagre acontece. O segundo, mais conhecido pelo público, tem como cenário a Feira do Miriti, onde os brinquedos ganham vida e um boneco dançarino de brega perde a cabeça e a parceira. Sozinho, tenta brincar com outros brinquedos, mas um ato de coragem pode salvar seu dia.

Serviço: Cineminha no Círio. Dia 12 de outubro, a partir das 15h, no OI Cine Estação. Entrada franca.

Augusto Pacheco - Secult - http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=85470

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mostra de artes visuais e artesanato exalta brinquedos de miriti


O universo da produção de brinquedos de miriti do município de Abaetetuba é o tema principal da exposição 'Girândolas de miritis', que será aberta nesta terça-feira (27), no Espaço Cultural Banco da Amazônia, em Belém. A curadoria da exposição está sob a responsabilidade do artista visual Emanuel Franco e contará com participação de oito artesãos locais, que produziram os brinquedos com exclusividade para a composição das instalações visuais que serão montadas nos painéis expositivos do Espaço Cultural.

Os brinquedos foram confeccionados pelos artesãos Amadeu Sarges, Célio Ferreira, Manoel Benedito Sozinho, Manoel Vilhena, Manoel Pantoja, Manoel de Jesus Sozinho, Manoel Miranda e Nina Abreu. As instalações foram desenhadas com variadas distribuições dos brinquedos nos espaços, mostrando a diversidade de formas, dimensões e cores apresentadas, com destaque às identidades estéticas de produção de cada artesão participante.

Além dos brinquedos no seu formato conclusivo, a exposição levará ao conhecimento do público visitante os processos de criação dos mesmos, desde os cortes nos braços da folha do miriti até as técnicas de modelagem e pintura. A curadoria da mostra selecionou os tipos mais comuns de brinquedos, os quais vêm se destacando como ícones de todo um conjunto que, a cada ano, associa-se aos festejos do Círio de Nazaré compondo a visualidade popular nesse período religioso.


Imagens típicas como a cobra, o tatu, as pombinhas, o casal de dançarinos, a roda gigante, as embarcações regionais, fazem parte dessas instalações. Durante o período da exposição será projetado o vídeo de animação 'Miritis', de Andrei Miralha, que faz alusão, também, a esse universo de produção artesanal.


A mostra foi incluída na programação do Banco da Amazônia relativa às festividades do Círio de Nazaré. O hall será decorado obedecendo a mesma temática da exposição e terá uma instalação com anjinhos de miriti, confeccionados pelos mesmos artesãos que participam da mostra e ilustrados por fragmentos do romance 'Girandôlas', de Daniel da Rocha Leite e fotografias de Alexandre Lima e Emanuel Franco. O design gráfico é do arquiteto Vitor Blanco.


Serviço: Abertura da exposição 'Girândolas de Miritis', nesta terça-feira (27), às 18h30, no Espaço Cultural do Banco da Amazônia - Avenida Presidente Vargas, 800 (esquina com Travessa Carlos Gomes). A entrada é franca.


Redação Portal ORM

http://www.orm.com.br/2009/noticias/default.asp?id_modulo=24&id_noticia=555254

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A lenda da Ilha da Pacoca



José Cardoso, navegador como todos nós que o barro de Abaetetuba procriou, amigo dileto do Orkut, arremessou um indignada e justa reclamação contra os gerentes de ontem e de agora de nosso arraial. É que nunca tinha lido em qualquer lugar a "Lenda da Ilha da Pacoca" nosso maior patrimônio fabulesco. Essa história permanece viva pela transmissão oral de nosso povo. Só por isso. Faltava zelo aos governantes para mandar imprimir um texto com esse patrimônio cultural abaetetubense.

Retruquei essa afirmação de José Cardoso dizendo que na Escola "Álvaro Guião" em São Carlos, São Paulo, onde concluí o 2º Grau, possui uma biblioteca muito boa, onde existia um exemplar da obra "Lendas Amazônicas" onde estava narrada a Lenda da Pacoca, embora ignorando nosso município. Foi, entretanto a única ocasião que li tal lenda. Aliás, só vil esse livro uma vez. Voltei a procurá-lo e não mais encontrei.

José Cardoso, Oficial da Marinha Mercante como dois irmãos meus e vários outros amigos, disse que não tinha conhecimento que algum filho da terra tivesse a hombridade de passar para o texto aquela história.

Ficamos por aí.

Passados alguns dias, dei-me conta que ele tinha razão e que tinha lançado aquele desafio para mim. Mandei uma mensagem aceitando o desafio mas propondo que ele ajudasse a completar a história, pois eu tinha lembrança do essencial, mas não tinha certeza quanto ao todo. Infelizmente não obtive resposta.

Tentei quietar, mas não consegui. O desafio merecia ser respondido à altura. Inclusive pela preservação do patrimônio de nosso povo.

Assim, escrevi a lenda.

A LENDA DA ILHA DA PACOCA

Demóstenes, no auge de sua juventude, sentiu ardor no peito. Não, não era doença braba, mas um não-sei-o-quê, um não-tem-lugar, uma apertação no corpo, uma friagem quente que nem ele, com seu sentir, podia explicar o que era. Tinha aparecido no arraial de N. Sra. da Conceição quando viu aquela mocinha, tão bonita como as girandas de brinquedos. Era a Sebastiana, filha mais nova do Velho Bruno, tecedor de matapi lá do Furo-Grande.

O doente de não-sabe-o-quê, filho único de navegadores dos rios e do mar, estava só no mundo desde a adolescência, quando o pai não respeitou a tradição de presentear os negrinhos-da-pororoca com a destilada cana de Abaeté, perecendo entre ondas e remansos do encontro de águas doces e salgadas.

Homem de habilidades, Demóstenes dominava a ciência de se conduzir pelas águas, salgadas ou doces, calmas ou revoltas, no claro ou no escuro, de qualquer forma. Se tivesse apenas uma enxó construía qualquer embarcação, dependendo da madeira e do tempo. A matemática dos mastros e dos cascos lhe pertencia. A mecânica dos astros, o cheiro e a direção dos ventos, e as marés, era tudo o que precisava para navegar em qualquer água. Cortava o pano com o cálculo da experiência , encerava-o com resina de plantas ou de peixes, organizando qualquer velame.

Não tinha paragem. Hoje aqui, amanhã outro porto.

Mas jurou ficar ponte pelo amor da linda Sebastiana.

Tanto cantou, tanto cercou, tanto falou e ouviu, que Sebastiana também sentiu ardor no peito , o não-sei-o-quê , a apertação, o não-tem-lugar, as friagens, ou seja, apaixonou-se pelo navegador Demóstenes.

Pediu a moça em casamento e levou, não só a benção de seus pais, mas uma terra para se quietar: um lindo paraíso de várzeas, igapós e terra-firme, chamada de Ilha da Pacoca porque lá moravam muitas pacas.

Demóstenes e Sebastiana fixaram residência e domicilio e se amavam mais e mais conforme o passar do tempo. Até que uma noite a esposa cai doente: febre, tremedeira, diarréia, vômitos e desmaios. Era necessário buscar auxílio na vila imediatamente. Mas a noite era de temporal e de águas agitadas.

O mestre navegante observou o tempo e viu que era praticamente impossível vencer as ondas, correntezas e remansos, com apenas uma montaria que possuíam na Ilha, pois, desde que casou, não mais possuía outra embarcação para não ser tentado a voltar a navegar como antes.

Mas era o tempo ou a morte de seu amor. Resolveu enfrentar a natureza. Mas quando buscou sua montaria, percebeu que o temporal foi mais esperto e levou a embarcação em suas brabezas.

O desespero tomou conta do corpo e da alma daquele caboclo. Não tendo alternativas, pegou sua amada mulher nos braços e jogou-se no rio para levá-la a nado até onde pudessem salvá-la. Entretanto, o rio o devolvia para a margem com fúria e força. Após várias tentativas, e vendo seu amor suspirando de morte, Demóstenes começou a gritar clamando pelos encantados da floresta e dos rios. Pedia clemência pela vida de sua paixão. Não obtendo resposta, correu para casa e pegou todos os panos que lá tinham e os estendeu sobre as árvores, amarrando-os pelas bordas e pontas, formando um velame. Agarrou o remo que sobrou da sua montaria e, na beira do rio, mergulhava-o na água com o movimento de quem rema.

Tentava, com o velame de seus panos e com as remadas de seus braços, transformar a Ilha da Pacoca em embarcação, navegando na noite de temporal para salvar sue esposa. Demóstenes gritava por todos e por tudo e, de repente, sentiu que a ilha se mexia e navegava. Alegre, foi abraçar sua esposa desfalecida quando teve o assombro de não mais sentir sua respiração e seu calor: Sebastiana não suportou e faleceu.



Num impulso indescritível, Demóstenes levantou o corpo de Sebastiana aos céus gritando com a voz de cem trovões quando aconteceu um encantamento: a Ilha da Pacoca se iluminou toda, com as luzes de centenas de faróis e luas; os panos feitos velas se inflaram, e a Ilha da Pacoca começou a navegar velozmente sobre as furiosas águas do temporal.

Assim, até hoje, quando se tem um temporal feio na região do Rio Maratauíra, nas proximidades de Abaetetuba, uma grande embarcação, toda iluminada, com velas e velas, surge singrando as águas do rio e lá se vê, em sua proa, um homem com uma mão no cordame e, em outro braço, um corpo de mulher. É a Ilha da Pacoca, encantada, com Demóstenes levando Sebastiana para tentar salvá-la.


Clóvis Figueiredo Cardoso

domingo, 29 de maio de 2011

Mais de 35 mil prestigiam Festival de Miriti em Abaetetuba

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Animais, flores, brinquedos, móveis, objetos decorativos, bolsas e roupas. Um mundo colorido todo feito a partir da palmeira do mirirti. É o que se vê na Feira do Miritifest, festival que acontece no município de Abaetetuba, localizado a 60 quilômetros de Belém, no nordeste do Pará. No espaço, é possível encontrar também um vasto e delicioso cardápio com bolo, pudim, pratos, mingau e biscoitos, entre outros, com direito também a opções de bebidas como suco, licor e vinho.

O festival também é cultura. Poemas, músicas e danças são produzidos a partir do miriti. O festival reúne e apresenta mais de 40 mil opções de produtos confeccionados a partir da árvore que é símbolo do município e patrimônio cultural do Pará. O 8o Miritifest começou na última sexta-feira (6) e prossegue até domingo (8), na praça Francisco Azevedo Monteiro (praça da Bandeia). O evento é promovido pela Associação dos Artesãos de Brinquedos de Miriti de Abaetetuba (Asamab) e tem o apoio do governo do Estado.

Abertura - Uma solenidade na noite de sexta-feira, (6), com palavra dos dirigentes do festival, show da banda Muiraquitãs e apresentação de dança do grupo Tabuá, oficializou a abertura do evento. Muita gente compareceu à praça da Bandeira para prestigiar a programação. Na ocasião, a prefeita de Abaetetuba, Francineti Maria Rodrigues, agradeceu pela participação de todos e falou da importância do evento para o município.

“Parabéns aos homens e mulheres de Abaetetuba que, com a força de sua arte, constroem um dos ícones do Estado do Pará. Em qualquer outro lugar do mundo não se faz arte como a nossa. Tenho orgulho de ver os abaetetubenses superando os obstáculos através de sua força e arte”, disse. A prefeita também evidenciou o papel do governo do Estado para a realização do festival. “Obrigada ao governo do Estado, que está apoiando a realização desse evento de tanto significado para nós de Abaetetuba”, ressaltou.

Considerada a capital mundial do brinquedo de miriti, Abaetetuba deve receber cerca de 35 mil pessoas, durante os dias de festival, estima o presidente da Asamab, Dezidério dos Santos. Segundo ele, o miriti é responsável por uma parte considerável da economia do município. Apenas na Asamab, são 140 associados que têm sua renda familiar tirada da venda de produtos de mitiri. Há ainda outras associações.

“Além de ser um gerador de renda, o miriti é também um fomentador de cultura, pois é símbolo inspirador para composição de músicas, danças e poemas”, opina Dezidério. A música tema do Miritifest 2011 que está divulgando o evento chama-se "Esperança Dourada", de autoria de Ronaldo Barbosa e música de Adenaldo Cardoso.

Arte - Mais de 200 artesãos estão expondo seus trabalhos, durante os três dias de festival. Um deles é Vitorino Rodrigues, 60 anos, que há 40 trabalha e tira seu sustento da arte de transformar a "bucha" (parte da folha) da árvore do miriti em belos pássaros da Amazônia. “Sei fazer qualquer coisa com o miriti, mas como tenho paixão pelos pássaros acabei me especializando em confeccioná-los”, diz ele, que confeccionou 300 pássaros para expor no festival.

A arte de transformar o miriti em belas peças não é um privilégio dos mais velhos. Nildo do Socorro Farias, 27 anos, apaixonado por personagens de desenhos, produz os personagens a partir do miriti. “Adoro os personagens infantis e por isso eu os tenho como fonte de inspiração para o meu trabalho como artesão. Fico muito feliz com a produção e as crianças aprovam”, diz, satisfeito, Nildo, que produziu 600 peças e, otimista, garante que venderá todos antes do encerramento do Miritifest 2011.

O 8º Miritifest tem uma vasta programação, composta de shows de artistas locais, apresentações de grupos folclóricos, eleição da Garota Miritifest, eleição e premiação dos artesãos do ano, concurso de música e exposição de artesanatos. A programação acontece pela manhã, tarde e noite, até domingo (8), e é aberta ao público.

Manuela Viana - Secom

terça-feira, 12 de abril de 2011

Estudante Abaetetubense participará da maior feira de ciências do mundo

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No próximo mês de maio, o paraense Rafael Carmo da Costa, aluno da Escola Estadual Professora Benvinda de Araújo Pontes, localizada no município de Abaetetuba, nordeste do Pará, vai mudar sua rotina graças ao interesse pela pesquisa científica. Ele seguirá para Los Angeles, na Califórnia (EUA), onde participará da maior feira de ciências do planeta, a Intel Isef (International Science and Engineering Fair), que chega a sua 62ª edição.

A participação de Rafael Carmo da Costa no evento internacional foi garantida com a apresentação do trabalho "Pesquisando a Ação Larvicida do Melão de São Caetano", que conquistou o primeiro lugar na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), na categoria de Ciências da Saúde.De 8 a 13 de maio, ele integrará a delegação da Febrace, que será formada por 15 estudantes e nove professores igualmente premiados, representando os Estados do Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.


Apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Pará (Fapespa), por meio do Programa de Iniciação Científica Pibic Jr., o projeto "Pesquisando a Ação Larvicida do Melão de São Caetano" ficou ainda em segundo lugar, na categoria Inovação.


O projeto tem orientação da professora Maria Gorete da Paz, do Clube de Ciências de Abaetetuba, um dos municípios polos do Pibic Jr. no Pará, onde atualmente há 150 bolsistas do projeto, todos alunos de escolas públicas, desenvolvendo trabalhos de iniciação científica sob orientação dos professores vinculados ao Clube de Ciências de Abaetetuba.


Rafael é membro do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica e do Clube de Ciências de Abaetetuba, instituições que também respondem pelo projeto.Combate à dengue - O melão de São Caetano prolifera com rapidez em ruas e quintais de Abaetetuba, como erva daninha. Antes da pesquisa de Rafael, só era utilizado na produção de chás. O pesquisador observou que a planta poderia ser um larvicida contra o mosquito transmissor da dengue, já que é eficaz contra piolhos.


Ele resolveu testar nas larvas do em. A pesquisa confirmou as diversas propriedades terapêuticas atribuídas à planta. Rafael iniciou a avaliação também das sementes e usou o extrato líquido e seco da folha fresca, o pó da folha desidratada, a semente e o bagaço resultante da extração do sumo da casca e das flores."Confirmamos a ação larvicida da planta, além de sua eficiência quando utilizada na forma de pastilhas, produzidas a partir das folhas frescas, em aparelhos elétricos. No entanto, a continuação da pesquisa é necessária para que se possa isolar e identificar as substâncias bioativas", explicou Rafael.


Febrace A 9ª Febrace aconteceu de 22 a 24 de março, e recebeu mais de 300 projetos finalistas de todo o Brasil, selecionados entre os 1.480 inscritos. Os finalistas, entre os quais seis paraenses, foram contemplados após avaliação de profissionais de mercado e pesquisadores mestres e doutores da Universidade de São Paulo (USP) e universidades parceiras, totalizando 280 avaliadores voluntários.Os seis projetos de Abaetetuba, os únicos representantes do Pará no evento, foram inscritos pelos professores Gilberto Luís Sousa da Silva, Maria Gorete Paz, Clelivaldo Santos da Silva, Benedita Antonia, Rodrigues Vieira e Fátima Vasconcelos.


Além do projeto de Rafael Costa, se destacou na Febrace o projeto "Matapi Ecológico - Uma Solução para a Captura e Comercialização do Camarão no rio Tauerá de Beja, no Município de Abaetetuba-PA", da aluna Regiane Araújo da Silva, com orientação do professor Gilberto Luís.Mostra - O projeto ganhou o primeiro lugar na categoria de Ciências Agrárias e participará da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que acontecerá em outubro, no Rio Grande do Sul, e o segundo lugar em Relevância Social.


"Tivemos apoio de alguns empresários, das Secretarias de Educação Municipal de Abaetetuba e Igarapé- Miri, Seduc (Secretaria de Estado de Educação) e Fapespa, a qual faz um trabalho fundamental na vida de alunos e professores, pois com o programa Pibic-Jr muitos contemplados têm suas vidas mudadas, de uma forma positiva", afirmou o professor Gilberto Luís.


Segundo ele, a iniciação científica é uma das ferramentas mais importantes para o aumento da qualidade de vida e o desenvolvimento social do país. "Quem ganha também com isso é a família, que se orgulha de ver o filho progredindo. Oportunidades como essas têm que ser dadas a mais jovem e professores. Com isso podemos mudar o rumo da sociedade, buscando o engajamento de jovens nos estudos e na pesquisa", concluiu.Também foram premiados na Febrace os projetos "Forno Solar: uma proposta para desinfecção de águas ribeirinhas" e "Abaetetuba, a outrora Terra da Cachaça".

A participação de Rafael Carmo da Costa no evento internacional foi garantida com a apresentação do trabalho "Pesquisando a Ação Larvicida do Melão de São Caetano", que conquistou o primeiro lugar na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), na categoria de Ciências da Saúde.


Na foto, estudantes paraenses que participaram da 9a edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace).



segunda-feira, 21 de março de 2011

Pesquisa aponta artesanato ainda fora da escola


Uma pesquisa, intitulada “Corporealidade e Corporegionalidade: do processo criativo à expressão do lúdico regional”, coordenada pela professora Elizabeth Pessôa Gomes da Silva, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação e Desenvolvimento, da Universidade da Amazônia (Unama), mostra a relação dos artesãos paraenses com a sustentabilidade e o desejo que esses artistas têm de ver sua arte sendo trabalhada dentro das escolas.

O estudo, que também contou com a participação da professora Ana Claudia Vallinoto e das bolsistas Taiana de Miranda, Nayara de Souza, Jennyfer Barbosa e Lucicleide Ribeiro, mapeou artistas de Belém, Mosqueiro, Icoaraci, Baixo-Acará e Abaetetuba, cada um com sua especificidade.

Em Mosqueiro, foi observada a produção da varinha bordada que, segundo a coordenadora do projeto, veio se manifestar nos anos 40 e 50 e, com uma nova possibilidade, vem mantendo seus traços culturais, porém com uma contextualização histórica. Em Icoaraci, a pesquisa focou os artesãos da cerâmica. Segundo a pesquisadora, os artistas também trabalham com outras linguagens artísticas, como madeira e cabaças. “Eles têm outras propostas, independente da cultura indígena. Eles trabalham outros tipos de adequações, modificando, inclusive, a proposta inicial que é a própria cerâmica”, explica Elizabeth.

CIPÓS

No Acará, o foco foi acentuado nos artesanatos de cipós, com várias modalidades e tipos, bem como nas fibras vegetais. Já em Abaetetuba, as pesquisadoras encontraram o trabalho com miriti e uma associação 100% organizada, com novas propostas de manifestação de artesanato, melhoradas, inclusive nas suas especificidades mais tradicionais. A pesquisadora acredita que isso está ligado ao fato de essa cultura já ter destaque no Estado.
A ideia de realizar a pesquisa surgiu de uma inquietação relacionada à valorização da nossa cultura. “Queria verificar como ela se encontra, se é valorizada e como é tratada nos meios de educação formal. Nos estudos, percebemos que elas não constam de um conteúdo curricular programático dentro das instituições educacionais. Verificamos que há projetos pontuais, mas não, de certo modo, contextualizados e que mostrem ou acenem para o fato de que tratamos, sim, da nossa arte, da nossa cultura nas escolas”.

EDUCAÇÃO

Dentro das análises dos dados pesquisados, observou-se a sensibilidade para uma cultura ímpar, além do fato de todos eles, dependendo do seu nível educacional, assinalarem para a importância e a tentativa de trabalhar, dentro de um programa organizado, a cultura e a arte deles nos espaços educacionais.

“Eles têm uma entrega absoluta, uma criatividade invejável, pois todos trabalham com vários tipos de materiais e criam todos os dias coisas novas. Eles lamentam haver tão pouco investimento dos poderes públicos instituídos, não somente para se destacarem dentro do cenário local, mas também para levarem a sua arte como programa curricular dentro das escolas”.

As pesquisadoras encontraram projetos isolados, que, mesmo tendo a intenção de contextualizar os traços da nossa cultura, não os colocam em uma programação instituída dentro de unidades educacionais, à exceção de Liceu Raimundo Cardoso e de um projeto com cipó que existe numa unidade pedagógica, também da prefeitura, nas ilhas, o P. Santo Antonio.

MEIO AMBIENTE

No estudo, foi observada uma preocupação dos artesãos com a sustentabilidade ambiental. “Foi surpreendente porque essa variável não constava na nossa coleta de dados, mas que todos nos acenaram, como, por exemplo, a preocupação com as jazidas de barro, que vêm, há algum tempo, causando preocupação pela retirada irregular. O miriti, que já existe, praticamente, só na costa do arquipélago de Abaetetuba, e não mais no município. O mesmo acontece com a varinha bordada e os cipós do Baixo-Acará, que são nativos e, por conta do desmatamento, estão desaparecendo. Na pesquisa, nós propomos que haja uma continuidade, uma proposição de políticas públicas que possam alardear a situação que se encontra essa arte. Pois, sumindo a matéria-prima, nossa cultura desaparece”.

(Diário do Pará)

quarta-feira, 9 de março de 2011

AÇAÍ SOLITÁRIO

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Que o açaí-açu é diferente do açaí tradicional Jussara (Euterpe oleracera), pesquisadores sabem. Ele é originário da Amazônia peruana. No entanto, pouco conhecido é o açaí do Amazonas, ou açaí solitário (Euterpe precatória), plantado na região do Baixo Tocantins, que proporciona a conhecida "produção de inverno", ou seja, a entressafra. É o que lembra o técnico agrícola Flávio Ikeda (Emater-PA), entusiasmado com os cachos imensos dessa variedade.

O açaí do Amazonas se distingue do seu irmão peruano por ter o tronco mais alto e mais grosso e as folhas e os cachos de frutas bem maiores, com uma quantidade maior de frutos e sementes. Pesaram 26 quilos os três cachos colhidos e levados à agroindústria Cofruta, em Abaetetuba, para o despolpamento. Esse volume corresponde a duas rasas. Daí ser chamado de Açu (grande, em linguagem indígena). Não é comum ele ter touceiras.

O empresário paraense Taizó Yamada pediu-lhe duas rasas para degustação durante a confraternização dos funcionários do grupo Yamada. E sementes para serem distribuídas como incentivo ao plantio.

A polpa desse tipo de fruto é 70% superior ao açaí comum, informou Yamada a Ikeda. “Eu me entusiasmei em trocar informações com técnicos do Acre e de Rondônia, porque uma boa avaliação indicará o plantio dessa espécie em larga escala”, afirmou Ikeda.

Um único problema: a própria degustação. Segundo o empresário, o sabor é diferente do açaí comum, embora, misturado com ele, isso passe despercebido. E se a polpa for refrigerada até o dia seguinte, o sabor melhora. Outra informação obtida por Ikeda com agricultores: quando o açaí-açu está preto e não amadurece, deve ser colhido só quando estiver “truíra” (esbranquiçado). Se for deixado amadurecer demais, o açaí comum seca e cai. Já o açaí-açu exige paciência. No quesito sabor também devem ser avaliados o ponto de colheita, beneficiamento e o armazenamento pós-beneficiamento – aprendeu Ikeda.

“Ou seja, é muita coisa para ser pesquisada, porém, interessante, e eu já estou providenciando o plantio de um pouco em casa”, acrescenta Ikeda.

http://tarauacanoticias.blogspot.com/2011/03/acai-solitario-bem-diferente.html

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Aconteceu um dia em Abaetetuba...


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Uma história interessante me faz lembrar dos tempos de criança quando a fé e o respeito pela religiosidade cristã eram observadas por crianças, ao acompanharem a crença dos pais, pelos jovens, adultos e idosos.
Gostaria de compartilhar uma história que pode ser constatada no município de Abaetetuba, no Pará, desde 1959, que até então é desconhecida dos brasileiros inclusive dos paraenses.
Naquele ano, os funcionários de uma oficina mecânica para serviços de fundição de metal, receberam a determinação, devido o número de encomendas com prazo de entrega atrasado, para trabalharem no feriado de Corpus Christi. Todos deveriam comparecer à oficina para adiantar os trabalhos. Naquele dia, uma pessoa muito cristã que passava pelo local falou aos trabalhadores: Hoje é um dia para ser respeitado, é dia do Corpo de Deus! E logo um dos homens respondeu com tom de gozação: É dia só do corpo... e a cabeça?
A resposta apareceu no dia seguinte, quando das sobras do material desperdiçado no chão se formou um objeto semelhante a um rosto humano. Para o povo que testemunhou o acontecido aquilo era uma advertência de Deus pelo desrespeito ao dia consagrado ao Corpo de Cristo. Aquele objeto ficou conhecido como a Divina Face de Cristo.
O senhor Antonio Lobato, mestre na arte de fundição, considerou o formato dessa gravura uma obra sobrenatural e a partir daquele dia passou a prestar honrosa veneração à “Face de Cristo” em sua residência. Muitos curiosos se tornaram devotos depois de ver a imagem e receber uma graça alcançada pela fé que inspirava.
Parece história de ficção, mas até os dias de hoje, sob os cuidados do filho do senhor Antonio, a imagem está disponível para quem quiser ver de perto a resposta ao desrespeito pelo sagrado, ridicularizado naquele tempo.
Eu acredito que Deus existe e que Ele pode mostrar Sua existência em diversas maneiras, assim como está escrito na Bíblia que a face de Moisés foi esculpida numa rocha, no deserto quando este duvidou da orientação de Deus para tocar na rocha uma vez com o cajado que de lá sairia água para matar a sede de seu povo.

(Mônica Ferreira, Professora de Inglês, Pedagoga, especializada em Psicologia Jurídica e Políticas Públicas, e Colunista JI)

sábado, 27 de novembro de 2010

Abaetetuba louva Nossa Senhora da Conceição

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Começa hoje a festividade de Nossa Senhora da Conceição, em Abaetetuba. A programação conta com a Romaria Ciclística, saindo às 17 horas da praça Cristo Redentor, e o tradicional "Auto da Padroeira", às 19 horas, realizado também na praça. Amanhã, acontece o Círio Fluvial, saindo às 7h30 da comunidade Nossa Senhora de Nazaré, localizada nas proximidades do rio Costa Maratuíra. Em seguida, acontece a Moto Romaria, saindo por volta das 10 horas, da Praça da Bandeira. À noite, os fiéis participam da Trasladação, saindo às 19 horas, da igreja de Nossa Senhora da Conceição. No domingo, o Círio da cidade deve reunir cerca de 40 mil pessoas nas ruas do município. A festa encerra no dia 8 de dezembro, com a missa solene e a procissão da padroeira.

Em sua sexta edição, a Romaria Ciclística de Abaetetuba deve reunir hoje cerca de duas mil pessoas. O evento inicia às 17 horas, saindo da Praça do Cristo Redentor, seguindo pela rodovia Doutor João Miranda e termina na Praça Nossa Senhora da Conceição. Com dois quilômetros de percurso, a procissão é voltada para os jovens, que enfeitam suas bicicletas de branco pedindo por paz.

Amanhã é a vez dos amantes do rio mostrarem sua devoção a Nossa Senhora da Conceição. O Círio Fluvial sai às 7h30 da comunidade Nossa Senhora de Nazaré, localizada à beira do rio Costa Maratuíra e segue até o porto da cidade. Logo após a chegada da santa começa a Moto Romaria, saindo da praça da Bandeira, seguindo pela avenida Pedro Rodrigues, rua Joaquim Mendes Contente, avenida Dom Pedro II, rua Magno de Araújo, travessa José Gonçalves Chaves, rua Barão do Rio Branco terminando na igreja matriz, localizada em frente a praça da Conceição. A noite acontece a Trasladação, às 19 horas, saindo da igreja matriz, seguindo pela rua Barão do Rio Branco, avenida Pedro Rodrigues, rua Coronel Pedro Borges do Rêgo, rua Aroldo Araújo, rua João de Deus, terminando na igreja do Divino Espírito Santo, localizado no bairro da Viação.

No domingo, o Círio inicia às 10h30, saindo da rua João de Deus, seguindo pela avenida São Paulo, rua Dom Pedro I, rua Lauro Sodré, avenida Dom Pedro II, terminando na praça Nossa Senhora da conceição, onde será realizada uma missa presidida pelo bispo da diocese de Abaetetuba, dom Flávio Giovenale.

No primeiro domingo de dezembro acontece o Círio Mirim, saindo da igreja matriz, às 8 horas, com missa após a procissão. A programação da festividade de Nossa Senhora da Conceição só termina no dia 8, dedicado à padroeira da cidade, com missa solene realizada ás 10 horas na igreja matriz e procissão de encerramento ás 17 horas.

http://www.orm.com.br/projetos/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=502155

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PROGRAMAÇÃO DO CÍRIO

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"E o verbo se fez carne, e habitou entre nós"
Tema, Programação Religiosa e Cultural do Círio de Nossa Senhora da Conceição
Abaetetuba - Pa
2010
Clique na imagem e ela se ampliará, você poderá salvar e imprimir.
Vamos divulgar a cultura do nosso município.
Um grande abraço.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Do Blog do Raimundo Sodre

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Uma homenagem à Neusa Rodrigues de Abaetetuba


Sobre O Artesão e Sonhos
Quero falar das maravilhas que se encerram em O Artesão dos Sonhos, conto agraciado com a Menção Honrosa no IX Concurso de Contos da Região Norte, promovido pela UFPA. Uma tragédia ribeirinha costurada com os tenazes fios do suspense e matizada com o gracioso lirismo caboclo. Um drama centrado na (desconcertante) imagem do artesão Cazuza exposta em silencioso recorte de jornal. Quero dizer da belezura que é o texto de O Artesão... quando revela, em passagens elegantemente elaboradas, as dores causadas pela morte de Cazuza. Mas não tenho a pretensão de me esmerar em viagens explicativas para a obra, mesmo porque, por ser iluminado pelos fachos de Zé Fogueteiro, o conto explica-se por si. Convido as pessoas de bom coração, portanto, a lerem o conto. Ele faz parte da coletânea publicada pela UFPA em edição que pode ser encontrada no campus do Guamá e no Núcleo de Artes, na Praça da República. O conto expõe, sutilmente, um mosaico de emoções arquitetado no palavreado que vinga na baixa do Tocantins.A autora, Neusa Rodrigues, mira-se no espelho do dialeto abaetetubense e se arvora por um caminho que vai muito além do proselitismo da língua. Assim, nos brinda com impressões, com imagens, com dores e sabores. Neusa na literatura, é cor, é som, é luz. É quase cinema. E ali, nos dizeres dos personagens, nas onomatopéias da vida, ali, eu vi Cazuza riscar o miriti com precisão, e ali, vi o charme do dialeto afrancesado, e ali, como todo crente, eu vi a ilha da Pacoca virando um mundo encantado de luz. E ali, eu vi, na morte do artesão Cazuza, que sonhos, não se resgatam. Sonhos se conquistam, se realizam. E vi também, que o som da esperança: Fiásss...Pei! Pei! Pei! O foguetório da vida, pelo menos para nós, que escrevemos sobre ela (mesmo quando falamos sobre a morte), Fiásss...Pei! Pei! Pei! Ele, o espocar dos sonhos, encanta exatamente, por vir liberto das aspas. Em O Artesão..., Neusa faz referências a modalidades particulares de utilização da linguagem, ao acervo histórico, religioso, aos costumes de nosso povo, em medidas, de tal grau envolventes, que nos transportam para as cenas. Esta prática literária, por vezes, é rotulada de Resgate Cultural. Um tipo de classificação que, fiel às nossas travessuras lingüísticas, eu ‘disconcordo’. Porque, ora, ora, só se resgata, só se recupera, aquilo que se perdeu. E nós, não perdemos absolutamente nada. O Artesão... nos mostra isso. Não perdemos, e nem perderemos. A nós, que tratamos com os ‘causos’, com a história (não aquela desgastada, no passado, mas esta aqui, viva no presente e promissora, no futuro). A nós que utilizamos a palavra como forma de resistência e como garantia de felicidades, de amores, de prazeres, canto e música, a nós, não nos cabe resgatar. A nós, nos cabe viver, e quem sabe, sob a leveza e o colorido das peças de miriti do artesão Cazuza. É bater e ver. Quando leio (e eu leio, leio, releio...) O Artesão dos Sonhos, sinto um orgulho danado de ter sonhos com as cores e o sotaque do paraense da beira.
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Do Folha de Abaetetuba: Confesso à vocês que ainda não conheço o conto mencionado, contudo, procurarei lê-lo. Se puderem, façam o mesmo. Considero importante quando a cultura abaetetubense é valorizada, divulgada e bem representada. Além de tudo, creio que a autora seja uma das Leitoras assíduas de nosso Blog.
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Um grande abraço!

domingo, 10 de outubro de 2010

Feiras do Círio e do Miriti recebem o público até este domingo, dia 10

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A criatividade dos artesãos e o colorido do miriti, artesanato característico da época da festividade, chamam a atenção dos visitantes


A décima edição da Feira do Miriti e a décima quarta da Feira do Círio acontecem desde o ano passado na praça Waldemar Henrique


Artesãos de vários municípios paraenses participam das feiras, onde novas oportunidades de comercialização são criadas

Mais de 200 artesãos paraenses expõem seus trabalhos nas Feiras do Miriti e do Círio, abertas na noite desta quinta-feira (7) na praça Waldemar Henrique, com uma missa celebrada pelo arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira. As feiras, que seguem até o domingo (10), são uma realização do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará (Sebrae/Pa), em parceria com a Asamab (Associação dos Produtores de Brinquedos e Artesanato em Miriti de Abaetetuba) e apoio da prefeitura de Belém e do governo do Estado.

A criatividade dos artesãos e o colorido do miriti, artesanato característico da época da festividade, chamam a atenção dos visitantes, como do artista plástico paulista Nazareno Rodrigues Alves que, pela primeira vez, vai assistir ao Círio. Ele contou que, quando soube da feira, foi no primeiro dia para conhecer e adquirir as melhores peças, e ficou encantado com o que viu. "A feira é maravilhosa. Aliás, a cidade toda é maravilhosa. Muito mais que o artesanato, tem a invenção, a criatividade, da arte popular", elogiou.

Essa é a décima edição da Feira do Miriti e a décima quarta da Feira do Círio, que desde o ano passado acontecem no mesmo local, ocupando uma área de quase 1.400 m². Um dos artesãos que participam tradicionalmente do evento é Raimundo Lima, de Abaetetuba, município onde a produção do miriti movimenta a economia local e se configura como a principal fonte de renda de milhares de famílias. Ele conta que, em 2009, ganhou mais de R$ 3 mil com a venda toda a sua produção: 380 brinquedos, entre rodas gigantes e barcos em miniatura. Este ano, ele pretende superar este número com a venda de 400 peças, produzidas durante o ano inteiro.

Com mais de quatro décadas de experiência em artesanato de miriti, Lima ressalta que a emoção de participar da feira e da festa do Círio é sempre grande. "Me arrepio todo. Quando começa a tocar o hino e eu vejo a santinha passando aqui", diz ele, referindo-se à procissão que percorre os espaços da feira após a celebração eucarística, denominada Rito da Benção.

Segundo o presidente da Asamab, este ano vieram 56 expositores de Abaetetuba. No geral, eles vendem 100% do material que trazem, o que rende de R$ 4 mil a R$ 5 mil por estande. Das cerca de 40 mil peças que serão vendidas, os preços variam entre R$ 1 e R$ 3 mil - o valor de uma réplica de um barco. No local, as temáticas são diversas e representam o artesanato em miriti tradicional (peças em formato de barco e outros brinquedos), o figurativo da fauna e da flora amazônica, o decorativo/utilitário (como árvores de natal e berlindas), e o artesanato considerado como sem fronteira, representado, por exemplo, nos móbiles e nas miniaturas de eletrodomésticos.

Já nos 23 estandes da Feira do Círio são expostas peças representativas da cultura local, com o diferencial dos motivos que fazem alusão ao Círio, como santas estilizadas e fitinhas de promessa. A artesã Maria do Carmo de Oliveira, de Paragominas, mostra a diversidade de sua produção, representada em acessórios feitos com miçangas, crochê e madeira, que faz referência à região que movimenta o maior polo moveleiro do Estado. As cores e formas das bolsas artesanais, explica Valdenice Costa, técnica do Sebrae de Paragominas, têm relação com a identidade do município.

As realizações promovem o artesanato paraense, com o favorecimento dessa época em que a cidade recebe milhares de turistas. Artesãos de vários municípios paraenses participam das feiras, onde novas oportunidades de comercialização são criadas e a cultura paraense é divulgada também nos shows de artistas de Abaetetuba e de Belém, que acontecem diariamente. Mais de 70 mil pessoas devem circular nos quatro dias do evento, cujo volume de negócios ultrapassa a marca de R$ 250 mil.

Serviço - Feira do Círio e Feira do Miriti. De 7 a 10 de outubro, na praça Waldemar Henrique, localizada entre as avenidas Assis de Vasconcelos, Marechal Hermes, Presidente Vargas e rua Gaspar Viana, no Centro. Informações: (91) 3181 9137/31819000 - Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae/Pa.

Luciane Fiuza - Secom
FONTE: Portal do Governo do Estado
publicado por Luciane Fiuza às 00:11

Feiras do Círio e do Miriti estão abertas para visitação até domingo

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BELÉM - Mais de 200 artesãos paraenses expõem seu trabalho nas Feiras do Miriti e do Círio, abertas na noite desta quinta-feira (7) na praça Waldemar Henrique, com uma missa celebrada pelo arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira. As feiras, que seguem até o domingo (10), são uma realização do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará (Sebrae/Pa), em parceria com a Asamab (Associação dos Produtores de Brinquedos e Artesanato em Miriti de Abaetetuba) e apoio da prefeitura de Belém e do governo do Estado.

Essa é a décima edição da Feira do Miriti e a décima quarta da Feira do Círio, que desde o ano passado acontecem no mesmo local, ocupando uma área de quase 1.400 m².

Segundo o presidente da Asamab, este ano vieram 56 expositores de Abaetetuba. No geral, eles vendem 100% do material que trazem, o que rende de R$ 4 mil a R$ 5 mil por estande. Das cerca de 40 mil peças que serão vendidas, os preços variam entre R$ 1 e R$ 3 mil - o valor de uma réplica de um barco. No local, as temáticas são diversas e representam o artesanato em miriti tradicional (peças em formato de barco e outros brinquedos), o figurativo da fauna e da flora amazônica, o decorativo/utilitário (como árvores de natal e berlindas), e o artesanato considerado como sem fronteira, representado, por exemplo, nos móbiles e nas miniaturas de eletrodomésticos.

Já nos 23 estandes da Feira do Círio são expostas peças representativas da cultura local, com o diferencial dos motivos que fazem alusão ao Círio, como santas estilizadas e fitinhas de promessa. A artesã Maria do Carmo de Oliveira, de Paragominas, mostra a diversidade de sua produção, representada em acessórios feitos com peças feitas com miçangas, crochê e madeira, que faz referência à região que movimenta o maior polo moveleiro do Estado. As cores e formas das bolsas artesanais, explica Valdenice Costa, técnica do Sebrae de Paragominas, têm relação com a identidade do município.

As realizações promovem o artesanato paraense, com o favorecimento dessa época em que a cidade recebe milhares de turistas. Artesãos de vários municípios paraenses participam das feiras, onde novas oportunidades de comercialização são criadas e a cultura paraense é divulgada também nos shows de artistas de Abaetetuba e de Belém, que acontecem diariamente. Mais de 70 mil pessoas devem circular nos quatro dias do evento, cujo volume de negócios ultrapassa a marca de R$ 250 mil.

Serviço

Feira do Círio e Feira do Miriti. De 7 a 10 de outubro, na praça Waldemar Henrique, localizada entre as avenidas Assis de Vasconcelos, Marechal Hermes, Presidente Vargas e rua Gaspar Viana, no bairro do Umarizal. Informações: (91) 3181 9137 - Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae/Pa. (LA)

sábado, 9 de outubro de 2010

Feiras reunem artesanato e cultura popular

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Depois do Arrastão do Boi Pavulagem e seu Batalhão da Estrela, visitar as tradicionais Feiras do Miriti e do Círio é roteiro quase obrigatório neste sábado pré-Círio. Cerca de 200 artesãos paraenses expõem mais de 70 mil peças na Praça Waldemar Henrique.

A Feira do Miriti traz a Belém o colorido do artesanato produzido por centenas de famílias de Abaetetuba, que têm nessa palmeira, típica da região Amazônica, a sua principal fonte de renda. Na época da grande festa do Círio de Nazaré, esses brinquedos, em peças variadas, tomam as ruas da capital paraense, e tem se tornado, ao longo das edições da Feira, um dos ícones dessa festividade.

Segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Pará (Sebrae), responsável pela realização das duas feiras, a expectativa de volume de negócios ultrapassa R$ 250 mil. Neste ano, a Feira do Miriti entra em sua 10ª edição e a Feira do Círio comemora 14 anos.

BONS NEGÓCIOS

De acordo com o presidente da Associação dos Artesãos de Miriti de Abaetetuba (Asamab), Devidério Neto, é também durante a Feira do Miriti que os artesãos fecham grandes negócios que se desdobram pelos próximos meses. “Durante a Feira já conseguimos fechar negócios até com outros estados, como o Rio de Janeiro, Amazonas, São Paulo e Minas Gerais. No ano passado, fechamos um contrato para a produção de 2 mil capas para uma publicação”, afirma o artesão.

Durante a feira, os produtos mais baratos podem custar apenas um real e os mais caros podem chegar até a três mil reais.

A Feira do Círio reúne 85 artesãos vindos de vários municípios do estado, como Paragominas, São Caetano de Odivelas, Muaná, Ponta de Pedras, entre outros. Estes artistas trarão para a capital trabalhos em cerâmica, essências tradicionais paraenses, cuias, esculturas em madeira, brinquedos, calçados, bolsas, tecidos, biojoias e uma variedade imensa de produtos feitos a partir de elementos que remetem a nossa região.

SERVIÇO

As Feiras do Círio e do Miriti seguem até amanhã (10), na Praça Waldemar Henrique. Hoje (09), visitação de 9h às 22h. No domingo, de 9h às 18h.

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(Diário do Pará)

Projeto Auto da Barca Amazônica, de Abaetetuba, recebe prêmio nacional

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O Auto da Barca Amazônia – ABA ficou entre os cinco melhores projetos de educação em artes do Brasil e vai receber o XI Prêmio Arte na Escola Cidadã, do Instituto Arte na Escola.“Em virtude da premiação, vamos realizar uma edição especial do ABA, trazendo para o público, este ano, um histórico de suas três últimas edições”, avisa Jaqueline.O espetáculo sairá nesta quinta-feira, 30, às 18h, do Colégio São Francisco Xavier, em cortejo, pelas ruas de Abaetetuba. Este ano, o projeto conta com participação especial dos alunos do CRAS, do grupo folclórico da terceira idade, Ney Viola, entre outros. Não percam este espetáculo é gratuito.O espetáculo começou a ser idealizado e executado em 2007, pelos professores Jaqueline Souza, artista plástica e cênica e Paulo Anete, artista plástico e carnavalesco sairá às ruas da cidade em uma edição especial nesta quinta-feira, 30, e será todo gravado para o documentário que será exibido no dia 26 de outubro, em São Paulo, quando os Jaqueline e Paulo receberão a premiação.O ABA surgiu com objetivo de envolver os estudantes em atividades ligadas às artes do espetáculo, como teatro, dança e circo, também traz de volta os velhos costumes de contar estórias, a valorização da cultura local e dos saberes da comunidade.Destinado aos professores ou equipes de professores que desenvolveram projetos nos anos nos dois últimos anos, em escolas de ensino regular, públicas ou particulares, o prêmio é direcionado a todo o território nacional, para projetos realizados em quatro linguagens artísticas: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro.A premiação é realizada pelo Instituto Arte na Escola, pelo SESI e Fundação IOCHPE (SP) visando reconhecer e revelar projetos desenvolvidos por profissionais de ensino na área de Arte.

“É a primeira vez, em onze edições do concurso, que o prêmio sai para um projeto de escola pública do Pará e foi justamente no interior do Estado do Pará, na cidade de Abaetetuba de onde saem as mais diversas notícias de violência, tráfico de drogas”, diz Jaqueline, reforçando a importância desta premiação.Para falar mais sobre o projeto, o Holofote Virtual entrevistou a professora Jaqueline, que nos conta abaixo mais sobre esta experiência que com toda certeza precisa ser compartilhada e também seguida como exemplo em várias outras cidades paraenses.
Leia na íntegra, clicando AQUI.
Fonte:

BRINQUEDOS DE MIRITI VIRAM ARTE NAS MÃOS DE ARTESÃOS

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Negócio - Atividade dá sustento a 29 núcleos familiares em Abaetetuba
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A produção começou há seis meses. Segundo o presidente da Associação dos Artesãos de Brinquedo e Artesanato de Miriti de Abaetetuba (Asamab), Desidério Neto, este ano, serão pelo menos 80 mil peças à venda na Feira do Miriti, parte das atrações de Belém durante o Círio de Nazaré. "É sem dúvida a nossa maior demanda. Arrisco dizer que nos preparamos o ano todo para isso", contou. Depois do Círio, só o "MiritiFest", em abril, exige tanta produção dos artesãos. Cerca de 35 mil peças são comercializadas durante o festival, que ocorre no próprio município.
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Distante 97 quilômetros da capital, a cidade que já foi conhecida como a terra da cachaça, hoje parece preferir ser chamada de "Capital Mundial do Miriti". A associação passou a reunir e organizar a produção dos artesãos que, antes, viviam dispersos; sem muito reconhecimento. Atualmente são 116 associados produzindo em núcleos familiares. "Antes produzíamos apenas para o Círio. Hoje temos trabalho o ano inteiro. Inclusive para fora do Estado", diz.
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Este ano, além da praça Waldemar Henrique, onde é montada a Feira do Miriti, os artesãos de Abaetetuba vão ocupar também um espaço na praça do Carmo, no bairro da Cidade Velha. A expectativa é que todas as 80 mil peças sejam vendidas.
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Os valores cobrados também variam bastante. Hoje, os artesãos de Abaeté produzem peças que vão de R$ 1 até R$ 3 mil, mas vai ser difícil encontrar uma delas na feira. As peças mais caras, normalmente, são feitas sob encomenda.
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http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=491821
ANNA PERES
Da redação

ARTESÃOS ESPERAM VENDER 25 MIL BRINQUEDOS NO CÍRIO

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A produção em Abaetetuba já está a todo vapor para garantir o estoque à quadra nazarena, em Belém
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Os famosos brinquedos de miriti fazem a alegria da criançada na época do Círio de Nazaré. Em Abaetetuba, o mais tradicional polo dos brinquedos, a produção está a todo vapor na sede da Associação dos Artesãos, para que mais de 25 mil peças sejam vendidas durante a Feira do Miriti, que acontece todo ano , na Praça Waldemar Henrique, em Belém. Segundo Amadeu Gonçalves, integrante da Associação os Artesãos, este ano a feira terá início no dia 6 de outubro e 56 pessoas estarão comercializando estes que já são considerados símbolos do Círio. “O nosso trabalho sai do coração, vai para a cabeça e sai pelas mãos”, conta.

Artesão há 28 anos, Amadeu afirma que todo ano são trazidas novidades para a feira. Ano passado, a sensação foi miniaturas de barcos amazônicos, navios cargueiros e lanchas motorizadas. Sobre as novidades deste ano, Amadeu mantém o suspense. Basta visitar a feira para conferir. “Não há dúvida de que os brinquedos mais procurados são os clássicos, como barcos, cobras, aviões, soca-soca, tatu e as pombinhas, que já viraram tradição no Círio”, completa. A feira acontece por uma parceria entre a Associação dos Artesãos de Abaetetuba com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A data de término da feira ainda será acertada em uma reunião ainda esta semana, conta Amadeu, que gostaria de mais dias para poder expor. “Em 2009, a exposição começou na quarta-feira antes do Círio e terminou um dia após a festa. Seria bom mais alguns dias para atender à oferta”. Amadeu, comenta que, após a feira, monta um estande na Praça Santuário, onde afirma vender muitos brinquedos, principalmente para turistas. A Associação dos Artesãos é dividida em dois grupos, um para produzir apenas na época do Círio, e outro que trabalha o ano inteiro, vendendo materiais de miriti para feiras, aniversários e decorações.
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domingo, 25 de julho de 2010

PALHA DO BURITI VIRA FONTE DE RENDA PARA EMPREENDEDOR

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Com empréstimos do Banco do Povo, empreendedor maranhense transforma a palha do buriti em bolsas, sandálias e chapéus personalizados

Patrícia Masan – Goiânia

É da exótica região dos lençóis maranhenses, entre os estados do Maranhão e o Piauí, que Antônio Carlos Neves da Silva extrai a palha de buriti, matéria-prima para fabricar bolsas, sandálias e chapéus personalizados. O nordestino, que adotou Goiânia como base para seus negócios, vislumbrou no produto natural de sua região uma oportunidade de aumentar a sua renda. "Comecei revendendo chapéus de palha de buriti. Mas, como a procura pelo produto era grande, principalmente em lojas especializadas em moda praia, pensei em desenvolver outros produtos com a palha. Resolvi, então, criar acessórios que acompanham o chapéu, como sandálias e bolsas. E deu certo", revela Antônio, que hoje tem clientes em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Seu espírito empreendedor, mesmo abalado por uma crise financeira, após fechar seu último empreendimento, fez com que ele não desistisse de seu sonho de ganhar a vida trabalhando por conta própria. "A necessidade foi a minha professora. Comecei do zero, de porta em porta, trabalhando com a minha esposa todos os dias até as dez horas da noite. Também tive a ajuda do Banco do Povo. Fui beneficiado com dois empréstimos: o primeiro de R$ 1.000,00; outro de R$ 2.000,00. Com este dinheiro pude comprar matéria-prima para concretizar meus planos", afirma o maranhense, que atualmente produz, em média, 380 bolsas, 1.000 pares de sandálias e 700 chapéus, por mês, com a ajuda de quatro empregados.
Segundo Antônio, o mais importante para o desenvolvimento de um negócio é o conhecimento. "Dentro do Brasil, eu me comparo a um bichinho que está no meio da floresta amazônica. Preciso de divulgação e informação para crescer mais. Eu aprendi, na prática, o que é ter uma visão empreendedora. Procurei ver o que estava faltando no mercado e o que poderia ser melhorado em produtos já existentes. Agora, procuro mais capacitação", observa o empreendedor, que recebeu treinamentos do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae em Goiás), dentro da parceria com o programa Banco do Povo.
Serviço: Antônio Carlos Neves da Silva: (62) 3203-3412
Banco do Povo: (62) 3201-7909
Unidade de Interiorização do Sebrae em Goiás: (62) 3250-2397
Unidade de Marketing e Comunicação
Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás): (62) 3250-2268
Do Folha de Abaetetuba: Será que o beneficiamento não poderia ser implantado aqui em Abaetetuba?
EM TEMPO: Caso você se interesse pela aquisição de palhas de buriti, informamos abaixo os contatos da associação e artesãos que trabalham com o buriti no Estado do Pará:
Associação dos Artesãos de Brinquedos e Artesanatos de Miriti de Abaetetuba (Asamab) – Presidente: Desidério dos Santos Neto (91) 9153-0062.
Iranil Sousa Santos: (91) 8228-0579 / 8228-8178-1682 / 9108-9772.
Maria do Socorro Ribeiro: (91) 82657238.
Artesão Ivan Teixeira Leal: (91) 9160- 6240 / 8123-5964.
Maria Beatriz Ribeiro de LuciaGestora do Projeto de Artesanato do Sebrae em Goiás(62) 3250-2235 – beatriz@sebaego.com.br