sábado, 11 de fevereiro de 2012

Polícia prende quadrilha que roubava lojas

A Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (09) os resultados de uma operação policial de combate ao crime no município de Abaetetuba, nordeste do Estado. Policiais civis e militares cumpriram sete mandados de prisão preventiva, expedidos pelo juiz da 3ª Vara Penal da Comarca de Abaetetuba, Deomar Pinho Barroso. Denominada “Operação Abaetetuba em Paz”, a ação policial levou à prisão de sete acusados de integrar uma quadrilha especializada em crimes de roubos a lojas, farmácias, residências particulares e fazendas no município.

De acordo com o delegado Délcio Santos, titular da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, os mandados expedidos se referem ao roubo à farmácia “Farnobre” e à residência de um empresário. Os presos são Márcio Leli Rodrigues da Silva, Fábio Moraes Sacramento, Paulino de Sousa Costa, Luiz Carlos Barbosa Tavares, de apelido “Carlinho”, Dinarti Antônio Carvalho e Nandrio do Socorro de Carvalho. Dois dos seis presos - Márcio e Fábio - foram identificados como os executores dos roubos. Já os demais participavam do apoio às ações criminosas.

(Diário do Pará)

http://www.diarioonline.com.br/noticia-187278-policia-prende-quadrilha-que-roubava-lojas.html

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Policiais Militares apreendem motocicletas roubadas no Marajó

Na última segunda-feira, 19, os Policiais Militares do 8º Batalhão de Polícia Militar; 2º Sargento PM Rosiane, Cabos PM Alcântara e J. Silva e o Soldado PM Marcos Luiz, receberam denúncias de populares por meio do telefone 190. Segundo a informação, uma embarcação sem identificação estava transportando motocicletas roubadas para a localidade.

Os policiais foram até o “Bairro Novo”, no município de Soure e com apoio dos investigadores Luiz, Walder e Mauro, localizaram a embarcação e questionaram o proprietário da mesma sobre a propriedade e origem dos veículos. O homem alegou que adquiriu as motocicletas de terceiros em Abaetetuba; no entanto, os policiais, procedendo a investigação no Departamento Estadual de Trânsito verificaram que, das três motocicletas encontradas, duas estavam com registro de roubo.

Os acusados e os veículos apreendidos foram conduzidos para a Delegacia de Soure, onde foi detectado que um dos acusados encontra-se com alvará de soltura por prática de latrocínio no município de Manaus, Estado do Amazonas.

Major PM Leno Carmo - Ascom PMPA

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Presos bandidos que realizavam sequestros

A cidade de Abaetetuba, no Baixo Tocantins, entrou para o triste rol das cidades que sofrem com os casos de sequestro com reféns, quando o taxista José Rildo Guimarães Dias apanhou um casal na entrada do bairro de São Sebastião.

O que era pra ser apenas mais uma corrida, pra garantir o sustento da família, acabou se tornando um pesadelo para o profissional do volante. Logo ao entrar no táxi, o casal anunciou o assalto e mandou José Rildo seguir mais à frente, onde mais uma dupla de assaltantes o aguardava.

O taxista foi então vendado e colocado no banco de trás do veículo, tendo um dos ladrões assumido o volante, seguindo então até o bairro da Angélica, onde entraram em uma casa, fazendo ainda mais duas crianças, de 12 e 16 anos, reféns.

Um mototaxista que passava na ocasião estranhou a movimentação e decidiu passar as informações para os policiais da cidade. O tenente Samaronny, oficial interativo da área, se deslocou até o local, organizando o cerco policial e deu início às negociações. O oficial acionou uma guarnição do Grupamento Tático Operacional do CPR-IX e mais a guarnição da 27ª Zona de Policiamento, sob o comando do sargento Lobo, e ainda uma guarnição do Corpo de Bombeiros para dar suporte à operação.

Os assaltantes de dentro da residência começaram a fazer as exigências de praxe: pediram coletes à prova de balas, a presença da imprensa e de um advogado, para resguardar a integridade física dos mesmos, sendo atendidos aos poucos.


NEGOCIAÇÃO

A negociação se deu tranquilamente, apesar do nervosismo dos acusados, que ameaçavam os reféns a todo instante, mas graças ao bom senso e discernimento do tenente Samaronny, tudo correu bem até a rendição dos acusados e entrega das armas.

Os acusados libertaram primeiramente as crianças, e finalmente o taxista, sendo levados à delegacia para os procedimentos de praxe. Na delegacia, os acusados foram identificados como: Adriano Correa Bergue, Antonio Castilho dos Santos, Cristiely Ferreira de Sousa e Rafael Correa da Costa, que a princípio se identificou como Wellington de Souza Martins, para encobrir sua verdadeira identidade.

Após uma breve busca no sistema da Polícia Civil se descobriu que Rafael era foragido do Presídio Estadual Metropolitano I, em Marituba, onde respondia por homicídio e tentativa de homicídio, além de ostentar nas costas, uma grande tatuagem de um palhaço com uma arma de fogo, o que na gíria policial, indica que o acusado seja assassino de policiais, fato que ainda está sendo levantado junto aos órgãos de Segurança Pública.

Os acusados foram indiciados por roubo qualificado, extorsão mediante sequestro, cárcere privado, porte ilegal de arma de fogo e ainda formação de quadrilha ou bando, pelo delegado Delcio, da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, e ficaram à disposição da Justiça, aguardando transferência para uma das unidades da Susipe no Estado.

Participaram da Operação o tenente Samaronny, sargentos Sarges, Lobo, cabos Mauro, Tamilton, Lameira e soldado Alexandre e mais três policiais do GTO de Abaetetuba: cabos Idel e D. Silva e soldado Barreto.

“Na verdade, essa modalidade criminosa vem se expandindo para o interior do Estado, devido à eficácia dos órgãos policiais da capital. Mas aqui em Abaetetuba, nossa tropa está bem preparada para dar combate a esses delinquentes que tentam tirar o sossego e aterrorizam a população de bem em nosso município. Foi muito louvável a atuação de cada um dos policiais nesta ação de hoje”, finalizou o major Silva Junior.


(Diário do Pará)

http://www.diarioonline.com.br/noticia-167010-presos-bandidos-que-realizavam-sequestros.html

Pará integra rota internacional de contrando, diz PF


Mercadorias contrabandeadas da Ásia entram no Brasil pelos rios do Norte do país, segundo as investigações da Polícia Federal. Adolescentes e pescadores do Pará trabalham para criminosos.

O centro de Belém é um dos maiores pontos de venda de produtos piratas do Norte do país. É possível encontrar roupas, calçados, brinquedos, CDs e DVDs falsificados.

De acordo com a polícia, a rota usada pelos contrabandistas começa na Ásia, onde as mercadorias são embarcadas em navios para o Suriname. De lá, os produtos são colocados em barcos menores e levados para o Pará. A geografia na Região Amazônica favorece a ação das quadrilhas.

"A maior dificuldade é a extensa área a ser fiscalizada. Há um grande número de rios e canais e as embarcações que saem do Suriname têm facilidade para se esconder", disse o superintendente adjunto da Receita Federal, Ocenir Sanches.

Segundo a Receita Federal, Abaetetuba é um dos municípios que servem como porta de entrada de drogas, armas e produtos contrabandeados. Do Pará, parte das mercadorias é transportada em carretas para o Sul e Sudeste do país. O restante é vendido no mercado paraense.

Uma das quadrilhas presas neste ano era formada por 15 pessoas. Catorze eram de Abaetetuba, onde os contrabandistas usam até adolescentes para vender mercadorias em praça pública.

E, para dificultar ainda mais a fiscalização, as quadrilhas acabam recrutando pescadores para transportar os produtos. Um deles foi preso pela PF. Ele levava mercadorias no barco dele até um local indicado pelos criminosos.

Só no ano passado, a polícia e a Receita Federal apreenderam R$ 11 milhões em contrabando no Pará. Neste ano, já foram mais de R$ 12 milhões.

Cinco presos por roubo e estupro de vulnerável na cidade de Abaetetuba

Cinco prisões em flagrante foram realizadas em Abaetetuba, nordeste do Estado, nas últimas 48 horas. Quatro dos presos foram flagrados após fazer refém um motorista de táxi no bairro da Angélica, periferia da cidade. Em outro caso, o acusado foi preso por crime de estupro de vulnerável. Todos os presos permanecem recolhidos à disposição da Justiça. De acordo com o delegado Délcio Santos, superintendente regional do Baixo-Tocantins, região onde está situado o município, no primeiro caso, quatro pessoas – três homens e uma mulher – mantiveram um motorista de táxi refém na noite de quinta-feira. Por volta de 20h30, dois dos assaltantes – Alexandre Luís Corrêa Berg, conhecido por “Xandinho”, e Cristiely Ferreira de Souza – apanham o táxi em um ponto de taxistas em frente a um banco no centro da cidade.

Passando-se por um casal em que a mulher simulava estar chorando, a dupla pediu ao motorista para fazer uma corrida até a estrada conhecida por Ramal do Laranjal, periferia da cidade. Ao chegar a esse local, Alexandre sacou uma arma e anunciou o assalto. Depois, mando o motorista dar mancha a ré por cerca de dez metros até chegar ao local onde estavam os outros dois comparsas – Antônio Castilho dos Santos e Rafael Corrêa da Costa. Após os dois entrarem no carro, os bandidos roubaram o dinheiro da renda do táxi, cerca de 70 reais, vendaram os olhos da vítima, amarraram as mãos do motorista e passaram a trafegar no carro em direção ao bairro da Angélica. O bando seguiu no veículo até uma casa nesse bairro onde um dos bandidos – Antônio Castilho – conhecia a proprietária, porém a dona da casa não sabia do envolvimento dele no assalto. Conforme apurou o delegado, em depoimento, a dona da casa disse que conhecida há anos Antônio, no entanto, ele não aparecia no município há seis meses.

Na quinta-feira pela manhã, ele foi até a casa, dizendo que ia passar uns dias no local. Já no horário do almoço, ele deu uma saída da residência em rumo ignorado. Já à noite, por volta de 21h, Antônio regressou à casa já em companhia dos comparsas e do taxista. Ao vê-lo entrar em casa, a proprietária do imóvel, que estava na cozinha, passou a discutir com Antônio para tentar impedi-lo de entrar na casa, mas não conseguiu. Nesse intervalo, a Polícia Militar foi acionada sobre o assalto ao taxista e passou a seguir o veículo até encontrá-lo em frente à residência. Em poucos minutos, o local foi cercado, no entanto, os bandidos pegaram a vítima e a dona da casa como reféns. Durante as conversas entre policiais e criminosos, o bando solicitou coletes à prova de balas, a presença de um advogado e da imprensa no local para que se entregasse. Alexandre manteve a vítima sob a mira de arma de fogo, um revólver calibre 38. Após cerca de uma hora, os bandidos se renderam.

Alexandre e Rafael tentaram enganar o delegado Délcio Santos durante o depoimento, informando nomes falsos. O primeiro usou o nome de Adriano Corrêa Berg, irmão falecido do acusado, enquanto Rafael se identificou como Wellington Martins. A Polícia Civil apurou que Rafael da Costa é presidiário atualmente em liberdade provisória. Ele esteve preso no Complexo Penitenciário de Americano, em Santa Izabel do Pará, de onde saiu há poucos dias. Ele responde processo por envolvimento na morte de um policial militar, em Abaetetuba, há alguns anos, e também por roubos e tentativa de homicídio. Já Alexandre é foragido de Justiça do município de Cametá. Os presos foram autuados pelos crimes de roubo, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo. Para Alexandre e Rafael pesou ainda a autuação por falsidade ideológica, pelo fato de os dois terem mentido seus nomes.

ESTUPRO No outro caso, o acusado é José da Vera Cruz Silva, 47 anos, de apelido “Mateus”, preso por estupro de vulnerável. O flagrante se registrou no bairro Algodoal, em Abaetetuba. Segundo apurou o delegado Délcio Santos, ele reside nos altos de um ponto comercial de sua propriedade onde vende bombons. Ainda, conforme as apurações, ele usava os doces para atrair crianças para o local e abusava das vítimas no quatro do imóvel. Uma delas foi uma menina de 12 anos com quem teria mantido relações sexuais com a vítima. A criança foi enviada para exames periciais enquanto o acusado foi levado à Superintendência da Polícia Civil. O acusado nega os crimes. A denúncia foi feita pelos pais da garota.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

COISA TRISTE II - DEU EM "O LIBERAL" (11-09-2011)

Foto: Arquivo do Blog (Reportagem do SBT - Pa sobre Abaetetuba)


Tráfico e prostituição dominam Abaeté

“O LIBERAL” Edição de 11/09/2011 - JUVENTUDE

Conselheiros tutelares atendem até 100 denúncias a cada mês

EVANDRO FLEXA JR. (Da Redação)

Sete a cada dez adolescentes estão envolvidos com tráfico de drogas e prostituição na zona periférica de Abaetetuba - município paraense localizado na região do Baixo Tocantins, a 90 quilômetros da capital. De acordo com levantamentos do Conselho Tutelar local, são feitos, em média, 100 atendimentos mensais, envolvendo crianças e adolescentes vítimas de entorpecentes e prostituição infantil. Após as 18 horas, é possível constatar, em vários pontos da cidade, a série de mazelas que inviabilizam o futuro de milhares de jovens. Sucateada, e sem qualquer infraestrutura, a rede social que deveria cuidar dos direitos destes adolescentes sucumbiu à falta de condições de trabalho, mas, ainda assim, os conselheiros tutelares agem no fio da navalha de uma política pública falida e na mira dos traficantes, ameaçados e sem nenhuma segurança.

No último mês de julho, mais de 20 casos de abuso sexual contra menores foram protocolados no Conselho Tutelar de Abaetetuba. Este aumento, segundo explica a conselheira tutelar Tatiana Rodrigues, se deu por causa do avanço do tráfico de drogas na região, que desencadeia uma série de outros problemas para as famílias abaetetubenses. "As próprias comunidades, que vêem estes meninos crescerem, denunciam. Em algumas situações, os familiares também entram em contato conosco, por não agüentarem mais os atos violentos", relata, ao lembrar que os adolescentes envolvidos com as drogas são frutos de famílias desestruturadas, nem sempre de baixa condição financeira.

A conselheira tutelar diz que as drogas amarram as jovens à prostituição. "Na maioria dos casos em que as meninas se prostituem, os ganhos servem para alimentar o vício. Temos ocorrências de garotas que só se prostituem para financiar as drogas", diz ela. Como as adolescentes se tornam viciadas, passam a fazer parte de uma rede que envolve agenciadores, aliciadores e traficantes. "Os resultados são catastróficos, pois a todo instante os usuários estão assaltando pessoas e lojas para garantir o vício. Eles nunca estão sós. Há sempre alguém mais experiente por trás", diz.

Os aliciadores são, normalmente, caminhoneiros, políticos e pessoas influentes da cidade. Já os agentes que prostituem as meninas, em boa parte dos casos, são familiares, como a própria mãe. "Com o consentimento materno, elas se tornam a ‘fonte de renda’ da família. Desde cedo, encontram no sexo uma forma de sustentar a casa, de dar comida aos irmãos mais novos", conta. Tatiana destaca ainda que, em outros casos, estas garotas são agenciadas por homossexuais e prostitutas veteranas. "São crianças colocadas à beira da estrada, para servir caminhoneiros. Não há uma fiscalização por parte dos órgãos competentes, para evitar que isso continue. E o Conselho, ameaçado e impotente, precisa do apoio militar para dar seguimento nesta batalha travada contra a criminalidade", ressalta.

O conselheiro tutelar Daniel Ferreira sugere, por exemplo, que a fiscalização da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) vá além da mera formalidade burocrática. "A Polícia Rodoviária (Estadual) está mais preocupada com documentação do veículo do que com a vida que pode estar escondida dentro destes caminhões. É preciso revistar tudo", adverte. De acordo com Ferreira, no quilômetro 14 da rodovia Moura Carvalho, caminhoneiros costumam estacionar os veículos à noite para que as meninas possam embarcar na boleia. "Todos os caminhões de aliciadores passam com menores pela Polícia Rodoviária (Estadual). A abordagem, quando é feita, não é completa. Parece um jogo de cumplicidade", diz ele.

PONTOS

As adolescentes aliciadas, durante o dia, são escondidas nas comunidades ao longo da PA-150, rodovia que interliga Abaetetuba ao município de Xinguara. O perímetro é chamado de Colônia Nova - um local bastante populoso, de casas simples, formado por 49 vilarejos. Para chegar às vilas é preciso percorrer ramais de piçarreira extensos, de difícil acesso, cercados por matagais. Meninas de todo o Estado, inclusive de Belém, de bairros como Bengui e Guamá, são levadas por agenciadores para as colônias, com a promessa de uma vida nova e um futuro promissor. Às margens da rodovia, ainda no quilômetro 14, há uma grande quantidade de bares, próximos entre si, prontos para receber os viajantes. Grande parte das denúncias apresentadas ao Conselho Tutelar são dirigidas contra esses bares.

Na zona urbana, os pontos de concentração de adolescentes envolvidos com prostituição e drogas são bares, postos de gasolina e, principalmente, o espaço portuário e entorno. Conforme explica o conselheiro Daniel Ferreira, a Prefeitura de Abaetetuba disponibiliza apenas uma Kombi para atender às três zonas do município: urbana, rural nas estradas e rural nas ilhas. "O Conselho Tutelar é visto pelo poder público como ônus, pois, diferente de outros órgãos da esfera municipal, não gera recursos, apenas despesas", afirma, enfatizando a importância de se ter um transporte fluvial para atender as 72 ilhas que compõem Abaetetuba. Com a dificuldade de infraestrutura, Ferreira afirma que não consegue acompanhar os casos como exige o Estatuto da Criança e do Adolescente.

CASOS

Longe da escola e viciado em drogas, o jovem A.C.G., 17 anos, preteriu a casa da família para morar nas ruas. Mãe do adolescente, a doméstica vive esse drama há dois anos - e parece que nunca vai acabar. "Eu sempre precisei trabalhar fora, já que criava um casal de filhos, sozinha. E assim, o menino utilizou a liberdade e o espaço que dei para entrar no mundo das drogas, ao invés de se dedicar aos estudos, como faz a irmã dele", lamenta ela, obrigada a sair de casa por causa dos atos violentos do filho, que mudou muito por causa do vício. "Hoje moro com a minha sobrinha, e pouco vejo meu filho. Tenho muito medo que ele seja morto, já que volta e meia tem complicações com os traficantes", conta.

Do bairro do Mutirão - um dos mais pobres de Abaetetuba - saiu A.S.G., uma jovem de 17 anos que sonhava em ser atendente. Após diversos problemas envolvendo drogas e prostituição, ela foi encaminhada, pela própria família, para a casa de uma tia, na região das ilhas, totalmente isolada do meio urbano. Com dois filhos, ela usava entorpecentes na frente dos filhos e por isso o Conselho Tutelar tentou tirar a guarda das crianças da adolescente. "Foi então que percebi que precisava mudar. Estava a ponto de perder aquilo que tenho de mais precioso, que é a companhia dos meus filhos. Eles são minha fonte de energia", diz a jovem, há quatro meses sem consumir nenhum tipo de droga, e pretende, em breve, deixar a ilha de Acarajó para arrumar um emprego. "Minha meta, agora, é trabalhar, conseguir um emprego, e comprar as coisas que meus filhos precisam. Vou começar uma vida nova, em busca de um futuro melhor", promete.

http://www.orm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=552512

'Patroa da Droga' foi presa em Abaetetuba (04/09/2011)

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Foto: Sidilene, a “Patroa”, foi autuada em flagrante por tráfico (Foto: Polícia Militar/Divulgação).

Pensando que estava impune na comercialização de entorpecente no bairro do Algodoal, em Abaetetuba, região do Baixo Tocantins, Sidilene Soares de 25 anos, conhecida como “Baratinha”, acabou presa sob acusação de tráfico de drogas.

A Polícia Militar, por meio da 3ª Companhia Independente em Abaetetuba, elaborou uma série de ações na área de sua jurisdição que, segundo o major Silva Júnior, visam inibir a comercialização e o consumo de drogas entre jovens e adolescentes.

A equipe do aspirante Ildson Carvalho com o sargento Carvalho, cabos Sousa e Reginaldo e soldado Sérgio, após levantamento do Serviço de Inteligência da Companhia, se deparou com uma mulher muito conhecida pela prática de tráfico drogas na região do Baixo Tocantins.
Identificada como Sidilene Sousa Soares, a “Baratinha”, foi realizadas abordagem e revista, sendo encontrados 24 papelotes de cocaína, um celular e R$ 46,55 que, segundo a PM, provavelmente é dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

Segundo o aspirante Ildson Carvalho, “Baratinha” é considerada braço forte do tráfico de drogas nas principais cidades do Baixo Tocantins, onde é conhecida pelos viciados como “Patroa”.
O sargento Carvalho informou que, durante a prisão, “Baratinha”, para se livrar do flagrante, tentou subornar os policiais, oferecendo vantagens pecuniárias, mas, como não conseguiu seu intento, passou a ameaçar, afirmando que iria representar contra os PMs.

Levada à Delegacia de Abaetetuba, a acusada, em depoimento, confirmou a posse do entorpecente, afirmando que vende há pelo menos cinco meses e o faz para sustentar o vício e alimentar um filho que não tem pai. “Eu já estava pensando em parar e ir para Porto Velho trabalhar”, disse “Baratinha”.

O que intrigou os PMs foi a declaração de “Baratinha” de que todo dia recebia cinco gramas de pedra de óxi, do qual fazia 23 petecas, com lucro diário em torno de R$40,00. “Na minha rua, todo mundo vivia disso. Agora eles estão trabalhando e eu assumi as bocas”, justificou Sidilene Sousa, que, após os procedimentos, foi transferida para uma Unidade do Sistema Carcerário na capital.

“Estamos atuando no combate ao tráfico de entorpecentes, proporcionando melhor qualidade de vida aos cidadãos assistidos pela 3ª Companhia”, disse o aspirante Ildson Carvalho. (Diário do Pará)


http://www.diarioonline.com.br/noticia-165085-patroa-da-droga-vai-presa-em-abaetetuba.html

terça-feira, 16 de agosto de 2011

OPERAÇÃO SENTINELA: POLÍCIA FEDERAL PRENDE MENOR COM 4 QUILOS DE COCAÍNA

Policiais Federais da Delegacia de Repressão ao Tráfico de Entorpecentes da Superintendência Regional do Estado do Amapá – DRE, efetuaram a prisão de um menor de 16 anos no porto de Santana (AP). Depois de dois meses de investigações, ocorridas durante a “Operação Sentinela”, os policiais federais descobriram que o menor havia tomado um barco em Santarém (PA) com destino a Santana (AP), transportando entorpecentes para abastecer traficantes do Amapá. Quando o barco chegou a Santana na madrugada de hoje, o menor, natural de Abaetetuba (PA), foi apreendido por Policiais Federais com cerca de 4 quilos de pasta base de cocaína. A “Sentinela” é uma operação permanente da Polícia Federal, em âmbito nacional, com o objetivo de combater o tráfico de armas e entorpecentes, nos estados brasileiros fronteiriços. Segundo investigações policiais, a droga é oriunda da Bolívia, tendo entrado pelo país pelo Mato Grosso, passado pelo Pará e chegado ao Amapá, quando foi apreendida. O entorpecente foi pesado e periciado pela Polícia Federal, tendo em seguida sido encaminhado à Delegacia do Menor de Macapá, juntamente com o adolescente apreendido para a realização dos procedimentos legais.


Polícia Militar combate o tráfico de drogas em Abaetetuba e Santa Izabel

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Uma atitude suspeita, levou a prisão a de um traficante de drogas em frente a uma escola no município de Abaetetuba, região do Baixo Tocantins.

O suspeito estava em uma motocicleta, com a placa adulterada, e portava nove petecas de cocaína e cerca de meio quilo de maconha. A ação faz parte do trabalho preventivo e repressivo contra a criminalidade, realizado pelo sistema de segurança pública em todo o Estado.

No último final de semana, em Santa Izabel do Pará, município da Região Metropolitana de Belém, homens do 12º Batalhão de Polícia Militar, sediado no local, participaram da Operação Saturação, também voltava ao combate ao tráfico de drogas.

O Comando da 17ª Zona de Policiamento reuniu as guarnições e ocupou as ruas do município, conseguindo apreender 70 papelotes de cocaína em poder de uma adolescente de 14 anos, que vivia com um traficante do bairro das Acácias, local da apreensão.

O Conselho Tutelar do município acompanhou todos os procedimentos da polícia. A operação foi planejada a partir de levantamentos feitos pela PM e de denúncias apresentadas pela população. Ao ser apreendida, a adolescente disse que seu companheiro desconhecia a existência da droga que ela conduzia, pois se tratava de material para consumo próprio e também para venda.

Segundo o Comando da PM, as ações de enfrentamento ao tráfico continuam sendo intensificadas em todo o Estado, contando com a parceria dos órgãos de segurança pública e prefeituras.


http://www.orm.com.br/2009/noticias/default.asp?id_noticia=548231&id_modulo=388



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Preso homem suspeito de vender droga em escola


Policiais militares da 3ª CIPM/Abaetetuba, na região do Baixo Tocantins, sob o comando do major Silva Júnior efetuaram a prisão de João Raimundo Cardoso Baia, conhecido como “Buda”, em frente a um colégio daquele município, com considerável quantidade de entorpecentes, prontas para a venda.

Denúncias de pais de alunos davam conta que um elemento que utilizava uma motocicleta com a placa adulterada estava sendo visto diariamente na hora da chegada e saída dos alunos na porta da Escola Bernardino Pereira na rua Magno de Araújo em Abaetetuba.

João foi pego com nove “petecas” de substância similar a cocaína, uma trouxa de maconha, um aparelho celular e a quantia de R$ 60,00. Na casa dele foram encontradas trouxas de maconha e 200 gramas de substância similar a maconha em uma caixa de papelão. Raimundo foi levado para a delegacia de Abaetetuba para responder pelo crime. (Diário do Pará)


http://www.diarioonline.com.br/noticia-161953-preso-homem-suspeito-de-vender-droga-em-escola.html

Homem mata e confessa com frieza o crime

Um crime que o assassino confessou que não se arrepende e nem conta o que o levou a matar a facadas Ivanildo Dias Maciel chocou moradores da rua Justo Chermont na orla da cidade de Abaetetuba, Região do Baixo Tocantins. O cabo Vilhena do destacamento da Polícia Militar daquele município foi deslocado para atender uma ocorrência de esfaqueamento de um homem na orla da cidade e já encontrou a vítima agonizando e em segundos faleceu quando recebia socorro do resgate do Corpo de Bombeiros.

De posse de informações o policial juntamente com sua guarnição foi avisado que o autor do crime estaria na praça da Conceição, não muito distante do local do crime. Buscas foram feitas para encontrar o criminoso. Paulo Ribeiro de Sousa Filho, um morador de rua, é o suspeito.

Segundo o policial a faca usada no crime estava suja de sangue e foi encontrada escondida em um banco da praça da Conceição. Preso e algemado o acusado foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Abaetetuba onde disse ao delegado de plantão que não se arrepende do que fez, mas não informou o motivo que o levou a matar a vítima.

Uma das testemunhas Miguel Pinto Ferreira disse que estava na praça Justo Chermont onde tem um ponto comercial quando viu chegar o assassino com a faca na mão dizendo “Não é pra ti”. Em seguida saiu em direção a loja Marisqueira quando a vítima que era conhecido por “Rambo” caminhava de cabeça baixa.

“Ele vigiava barcos aqui na orla e tinha acabado de acordar” disse a testemunha em depoimento. O assassino se aproximou e cravou a faca no pescoço de “Rambo” e fugiu em seguida. (Diário do Pará).

http://www.diarioonline.com.br/noticia-161967-homem-mata-e-confessa-com-frieza-o-crime.html

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PIRATARIA!

Pirataria nos Rios da Amazônia: a bandidagem está vencendo

O Pará ainda sofre com um mal do século XVI: a pirataria fluvial, que fez mais uma vítima fatal. Na recente ação criminosa de grupos de piratas, a jovem universitária Rafaelem Cavalcante (20) foi alvejada covardemente por um dos criminosos.

Eles são violentos, bem armados e agem em grupos. Alguns grupos chegam atirando nas embarcações, propagando o terror e medo para quem depende dos rios da região. Os piratas costumam se esconder em furos e utilizam as rabetas (canoa motorizada) para atacar as embarcações e fugir rapidamente.

Esses criminosos não atacam apenas passageiros de embarcações, atacam também ribeirinhos roubando motores e mercadorias, tudo com extrema violência. Nas ilhas de Abaetetuba por exemplo, os piratas costumam atacar na ilha do Capim e demais furos das dezenas de ilhas, já nos arredores do Marajó, os pontos de ataque são os furos da Jararaca e Ponta Negra. Próximo a capital Belém, os pontos de concentração de criminosos são as ilhas pertencentes ao município e Barcarena.

Por incrível que pareça, segundo alguns ribeirinhos, boa parte dos criminosos não são das ilhas, mas sim de Belém! As armas utilizadas nas ações criminosas também tem a mesma origem. Há pelo menos quatro grupos compostos por até 20 criminosos que agem em toda a região da baía do Guajará e Marajó.

A polícia do Pará (PM e Polícia Civil) está despreparada para combater esse tipo de ação, tanto que raramente prendem algum pirata e na maioria das situações os crimes ficam sem solução. É preciso criar um destacamento específico e permanente para atuar nos rios, inclusive com equipamentos de patrulhamento.

A população também deve contribuir denunciando para o 181 ou 190.

No mapa abaixo podemos observar em vermelho os locais onde os criminosos costumam atuar. Na maioria das vezes as ações são pela parte da noite ou de madrugada.

Fonte: http://troppos.org/

ALÇA VIÁRIA TAMBÉM TROUXE VIOLÊNCIA AO MUNICÍPIO!

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Carro usado em fuga é achado na Alça Viária

O carro usado para fuga pela dupla de criminosos que teria assaltado na noite da última segunda-feira (1), em Abaetetuba, a casa dos pais do vereador Arnaldo Sereni (PSL), do mesmo município, foi encontrado ontem (2) pela manhã, no Km 2 da Alça Viária. O veículo, um Tracker preto tomado das vítimas, estava abandonado no matagal do acostamento, com portas abertas e o vidro traseiro quebrado. A Polícia Civil ainda não conseguiu identificar os suspeitos.

Familiares das vítimas fizeram o reconhecimento do veículo no local. Segundo a cunhada do vereador, Sandra Helena, por volta das 22h, enquanto um dos membros da família entrava com o carro na residência, os assaltantes aproveitaram o portão aberto da garagem para invadir a casa e render a família. O pai do vereador havia saído e deixou na residência a companheira (mãe do político), o filho de 26 anos e outras duas crianças, uma de dez e outra de seis anos.

“O primeiro criminoso entrou no imóvel e rendeu o jovem que conduzia o carro. O segundo estava encapuzado e invadiu o interior da casa, amarrou os que estavam dentro do imóvel e trancou as crianças em um quarto”, contou. Após revirar os pertences dos familiares e bagunçar o imóvel, os assaltantes encontraram o cofre. “A dupla começou a ameaçá-los de morte para tentar descobrir o segredo e ter acesso à quantia guardada. Só a mãe de Arnaldo sabia o segredo do cofre, mas com a pressão psicológica dos bandidos, ela ficou muito nervosa e não conseguiu abrir”.

Cansados de pressionar pela abertura do cofre-forte, segundo Sandra, a dupla exigiu que o filho do casal colocasse o cofre-forte (com quase um metro de altura e bastante pesado) nas costas e o levasse até o veículo da família. “Ele não conseguiu carregá-lo e os bandidos derrubaram o cofre em cima de um tapete e o arrastaram até a mala do carro. No caminho, eles ainda pegaram um televisor de LCD de 50 polegadas, um notebook e celulares”, contou. (Diário do Pará)

http://www.diarioonline.com.br/noticia-160152-carro-usado-em-fuga-e-achado-na-alca-viaria.html

sábado, 25 de junho de 2011

QUAL SERIA A VERDADE?

Morte de cabo da PM deu início a uma onda de violência inédita na cidade

Seis mortes, dentre as quais a de um policial militar, e duas tentativas de homicídio ocorridas em menos de nove horas. Este é o saldo registrado pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves - Unidade Regional de Abaetetuba e pelas Polícias Civil e Militar, ao longo da tarde e noite de sexta-feira (3) e durante a madrugada de ontem (4), no município situado na região do Baixo Tocantins.

A morte do cabo da PM, Idasildo Corrêa dos Prazeres, de 40 anos, deu início a uma onda de violência inédita na cidade, segundo moradores. Os crimes, de acordo com as informações obtidas até a noite de ontem, não possuem relação entre si.

Por volta das 17 horas da sexta-feira passada, no trapiche do porto de Abaetetuba, situado na rua Beira Mar, o cabo Idasildo pretendia embarcar com destino ao município de Moju, na mesma região. Ele estava de folga, segundo informações da PM. Moradores que presenciaram o crime afirmam que o cabo carregava uma maleta de dinheiro.

Segundo a PM, Adonai Farias de Souza, conhecido como "Ado", que estava à espera de Idasildo no porto, chamou o militar pelo nome e efetuou pelo menos dois disparos à queima-roupa. Um dos tiros pegou de raspão no queixo e o segundo acertou a região do pescoço, atravessando a cabeça, segundo informações do Centro de Perícias. O militar morreu na hora.

Uma segunda pessoa não identificada, segundo os moradores da cidade, também teria sido baleada, contudo não souberam afirmar se o acusado atirou propositalmente ou se a pessoa foi vítima de bala perdida. Em relação à maleta de dinheiro, não há informações se foi roubada, qual era a quantia ou até mesmo se realmente existia.

Minutos depois, o casal Danilo Ferreira, de 53 anos, e Maria da Conceição dos Santos Corrêa, de 43 anos, foi encontrado morto dentro de casa, situada na comunidade de Jarumã, ao longo da estrada que dá acesso à Vila de Beja. De acordo com o major Silva Junior, comandante da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar (3ª CIPM), os dois seriam pais de um rapaz com várias passagens pela polícia - que os moradores afirmam se tratar de Adonai.

Horas mais tarde, por volta das 21 horas de sexta-feira em Abaetetuba, dois homens em uma motocicleta abordaram e assaltaram João Batista Ferreira dos Santos, de 50 anos, na esquina das ruas Dom Pedro I e São Paulo, no bairro de São Francisco, que foi morto a tiros pela dupla.

Já no início da madrugada, aproximadamente 1 hora de sábado, o quartel da PM do município foi acionada para averiguar outro homicídio, desta vez na entrada do bairro São Sebastião, próximo da rodovia João Miranda, portão de entrada da cidade.

Tratava-se do mototaxista Pedro Nicola Parente de Souza, de 33 anos, que, segundo informações repassadas pela família da vítima para a polícia, foi atender a um chamado por telefone. Entretanto, populares comentavam que Pedro teria sido morto por engano, pois tem o mesmo sobrenome, Nicola, usado por um conhecido criminoso da região.

Encerrando a onda de violência, a Polícia Militar informou que Denildo dos Santos Ferreira, também conhecido por "Mortadela", foi ao encalço de Jackson Palheta da Silva, de 18 anos, que estava em uma casa de shows localizada na rua Dom Pedro II, no centro de Abaetetuba. Uma troca de tiros ocorreu no final da festa, por volta das 2 horas, e Jackson tombou no local.

Também estava na casa de shows um sargento da Polícia Militar, que comemorava sua entrada para a reserva e foi reconhecido por Denildo, segundo a PM. Na ocasião, ele foi alvejado pelas costas, tendo o pulmão perfurado e fraturado uma costela. Em seguida Denildo fugiu do local, segundo informações de pessoas que presenciaram o crime. Em nota, a PM afirma que até o início da noite de ontem o sargento, que não teve o nome divulgado, foi trazido para Belém, onde está observação em um hospital particular e seu estado de saúde é considerado estável.

Polícias Civil e Militar permanecerão na cidade apurando casos

Em entrevista coletiva na tarde de ontem, em Belém, o comando das Polícias Civil e Militar se manifestou sobre os assassinatos ocorridos em Abaetetuba, nordeste do Estado. De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha, equipes das Polícias Civil e Militar permanecerão na localidade apurando as seis mortes ocorridas entre sexta e sábado.

"Ainda não podemos adiantar muita coisa, pois as informações estão sendo apuradas com calma, mas nem todas as mortes ocorridas estão relacionadas. Deslocamos reforço policial para o município, além de uma equipe da Divisão de Homicídios, que já está em Abaetetuba desde a madrugada", declarou o secretário.

Segundo informou o comandante da Polícia Militar, coronel Mário Solano, o policial cabo Idasildo Correa dos Prazeres, estava de folga quando foi assassinado. "As informações que temos é que ele estaria trabalhando como segurança em uma agência bancária, mas não podemos dar certeza, pois as informações ainda estão desencontradas. O que sabemos é que ele não estava trabalhando pela PM, pois estava de folga", disse Solano.

Com relação ao envolvimento de policiais militares na morte do casal Danilo Ferreira e Maria da Conceição dos Santos Corrêa, supostos pais de Adonai Farias de Souza, apontado como autor do crime, o comandante disse que uma equipe da Corregedoria da PM foi deslocada até Abaetetuba para investigar o caso. "Por enquanto, o que temos são apenas especulações. Não podemos afirmar se existe a participação de policiais militares no assassinato deste casal, pois tudo precisa ser apurado corretamente", completou.

Para o delegado geral Nilton Atayde, a situação ocorrida em Abaetetuba fugiu da normalidade. "A média neste município é de quatro homicídios por mês e, só em dois dias, foram contabilizados seis, por isso decidimos enviar um efetivo ao local para investigar a situação".

Velório é marcado pela tristeza de familiares e amigos de cabo

Durante o velório do policial militar Idasildo Corrêa dos Prazeres, ocorrido ontem na capela mortuária da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, no centro de Abaetetuba, familiares e amigos lamentavam a morte prematura do cabo, que contava 15 anos de serviços prestados, todos no município.

Seu pai, o vigia Idaltino Costa dos Prazeres, de 65 anos, parecia estar anestesiado e falava com tristeza sobre a morte do filho. "Eu estava trabalhando quando uma das minhas filhas ligou e disse que o Idasildo estava morto. Entrei em choque. Sai correndo da empresa e fui atrás dela, que depois me falou que o corpo dele estava no porto. Ainda não sei exatamente o que aconteceu. Disseram apenas que ele foi baleado e que também roubaram a pistola dele", explicou.

Centenas de pessoas, oriundas do município e inclusive colegas de farda da capital e outras cidades, compareceram ao velório e à cerimônia, esta com duração de uma hora, na referida igreja. Diversas viaturas de diferentes guarnições e unidades da Polícia Militar da região também estavam no local.

Durante o cortejo, familiares, principalmente a mãe do policial militar, passaram mal e precisaram ser amparados.

Dentre as autoridades militares presentes, o subcomandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos Augusto, participou da cerimônia e falou sobre Idasildo. "O cabo Prazeres esteve em Belém recentemente, onde fez um curso com a Rotam (Ronda Ostensiva Tática Metropolitana), e foi muito bem acolhido pelos colegas. Como podemos ver, a cidade inteira se sensibilizou com a sua morte e veio prestar suas últimas homenagens. Ele, que sempre viveu e atuou no município, será sempre lembrado pelos anos de serviço em prol da segurança e crescimento de Abaetetuba", pontuou. O enterro ocorreu às 17 horas, no cemitério Recanto da Paz, no bairro do Mutirão, com honras militares.

População comentava com receio sobre as seis mortes na cidade

Nas ruas de Abaetetuba, cuja população soma cerca de 140 mil habitantes, segundo dados do Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os moradores tentavam manter a rotina e comentavam com receio sobre as seis mortes ocorridas durante o final de semana. Poucas pessoas falavam abertamente sobre os casos e muitas informações se apresentavam desencontradas, como o suposto envolvimento da Polícia Militar na morte do casal Danilo Ferreira e Maria da Conceição, o que foi considerado especulação pelas autoridades policiais.

Um morador antigo do município, que preferiu não se identificar, argumentava que a violência vem crescendo paulatinamente na região, espalhando-se também para os municípios de Igarapé-Miri e Moju. "A população está preocupada. Tem muita gente comentando que esses crimes foram motivados por dívidas de drogas, mas é tudo muito estranho. Que eu me lembre nunca aconteceu algo desta natureza aqui em Abaetetuba. Já houve várias mortes em um mesmo dia, porém foram acidentes, como a queda de uma obra, não assassinatos", destacou.

Para outra moradora, que também prefere não ter a identidade revelada, um dos principais motivos foi o crescimento desordenado da cidade. "Hoje Abaetetuba é uma cidade considerada polo, pois muitas outras cidades a tem como referência na região. Entretanto, nos últimos anos surgiram mais cincos bairros e o Poder Público não tem condições de atender imediatamente. Aí aumentam os problemas, como a violência, o tráfico de drogas, entre outros", resumiu.


http://www.agencianortedenoticias.com.br/??=noticias&id=6330

BRINQUEDOS DE MIRITI

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Escrito Por Heitor e Silvia Reali

Pareciam brinquedos, viraram brinquedos

Na secular procissão do Círio de Nazaré, em Belém, artesãos transformam em arte objetos que os fiéis carregam para cumprir promessas.

Os ex-votos, braços e pernas, oferecidos em regozijo pelos milagres, vão equilibrados nas cabeças dos cumpridores de promessas. Na romaria do Círio de Nazaré, poderia parecer um balé macabro, não fosse a frota de barcos e canoas feitos de miriti, carregados pelos sobreviventes dos naufrágios. Esta é a graça mais alcançada de quem vive pra-lá-pra-cá nas temperamentais águas dos rios amazônicos.

O mar de gente forma a procissão da maior festa religiosa do Brasil, realizada desde 1793 no segundo domingo de outubro em Belém do Pará. Mais de 1 milhão de pessoas andam durante cinco horas. Milhares exibem seus milagres particulares, em bom tamanho e cores vistosas. Daí o uso da palmeira miriti, porque seu peso-pena é de grande valia nessa hora. O miritizeiro (Mauritia flexuosa), também conhecido como buriti-do-brejo, cresce nas áreas alagadiças da região.

As réplicas das embarcações, tão bem feitas e coloridas, parecem brinquedos. Para virar mesmo brinquedo foi um zás-trás. A canoinha ganhou o caboclo com seu remo marajoara, o feixe de cana e o cesto de açaí. Da bicharada da floresta saíram tucanos, araras, papagaios; e das águas, peixes e botos.

Tem também bois-bumbás, casais dançando forró, coretos e casinhas de palafita. Para ficar mais divertido, criaram movimento com ajuda de um pêndulo de argila, e assim pássaros bicam a comida e vaqueiros galopam.

Árvore da vida
É do chamado "braço da folha" que os artesãos retiram o talo, descascam e deixam secar, e nasce o brinquedo. Cores vivas a partir de corantes naturais constituem uma das características dos 360 artesãos envolvidos no programa Artesanato Solidário de Abaetetuba, a 75 km de Belém. O programa promove cursos para iniciantes, novos usos para o miriti, o manejo sustentável dos miritizeiros, exposições no Brasil e no exterior. No Museu Emilio Goeldi há uma mostra permanente desse artesanato, mas a grande exposição dá-se na feira dos brinquedos de miriti que cobre todos os gramados, praças e calçadas próximas à igreja de Nossa Senhora de Nazaré, razão maior dos festejos.

Para os vendedores que não encontram mais lugar para expor seus produtos, os artesãos criaram uma girândola, espécie de cruz com dois ou três braços do mesmo material, nos quais penduram dezenas de peças. Os ambulantes, conhecidos como homens dos brinquedos, além de espalhar mais colorido pelas ruas, parecem uma alegre, ingênua e divertida árvore da vida. O girandeiro virou brinquedo e talvez a pe ça-chave para se entender a festa nazarena de Belém.

http://www.almanaquebrasil.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=8035:brinquedos-de-miriti&catid=12959:cultura&Itemid=142

FORMATURA DOS NOVOS SOLDADOS EM ABAETETUBA

Escrito por MAJ LENO CARMO
Seg, 06 de Junho de 2011 18:18

O Comando de Policiamento Regional IX, na sexta-feira (27), formou 38 novos policiais militares. A solenidade militar foi realizada em Abaetetuba e contou com a presença do Comandante Geral da PMPA – Coronel PM Mário Solano. O Curso foi realizado nas dependências do CPR IX e atendeu as diretrizes da Diretoria de Ensino da corporação. Os novos policiais militares irão atender os municípios de Abaetetuba, Igarapé-Miri, Moju, Cametá, Oeiras do Pará, Mocajuba, Baião e Limoeiro do Ajuru, reforçando a segurança pública nessas cidades.

Em seu pronunciamento, o Comandante do CPR IX - Tenente Coronel PM Dourado, foi enfático na importância do investimento do Estado em Segurança Pública, principalmente, por atender as localidades com maiores índices de criminalidade. Para o Comandante, o Estado resgata um compromisso essencial com a Segurança Pública, fazendo um verdadeiro pacto com a sociedade em prol de um Estado que ofereça melhores condições de vida aos seus cidadãos. O Comandante Geral da PMPA reforçou ainda mais o compromisso do governo estadual na área de segurança e conclamou os novos policiais militares a unir forças para o desenvolvimento do Pará.

Na cerimônia, a presença de autoridades civis e militares dos diversos municípios da circunscrição do CPR IX, tornou o evento um destaque em Abaetetuba. O desfile militar encerrou a solenidade de formatura dos novos policiais militares e a inovação se deu com um baile de formatura, reunindo cerca de 500 pessoas, entre familiares e convidados dos formandos.

http://www.pm.pa.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=312:formatura-dos-novos-soldados-em-abaetetuba&catid=1:ultimasnoticias

Abaetetuba: situação fora do controle, diz Governo

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Durante coletiva à imprensa na tarde do último sábado (4), no prédio da Delegacia Geral, o secretário de Segurança Pública Luiz Fernandes Rocha deixou clara a disposição de combater o crime em qualquer cidade do Pará. “O governo não vai permitir que se instale no Estado uma escalada de violência”. Ele estava acompanhado do delegado geral da Polícia Civil, Nilton Atayde, e do comandante da Polícia Militar, Mario Solano. Na ocasião, foi informado que foram deslocadas para Abaetetuba missões especiais das duas forças policiais, com o objetivo de garantir a segurança da população local e dar início às investigações sobre a série de crimes ocorridos desde sexta-feira (3).

“O compromisso do Estado é estar presente em todo e qualquer local que apresente uma situação de risco à população. Por isso, estamos acompanhando de perto o caso em Abaetetuba, que em menos de 24 horas fugiu da normalidade”, explicou Luiz Fernandes. “Ainda é prematuro apontarmos as causas destes crimes e até mesmo se existe uma ligação entre eles. O que podemos garantir é que o Estado não está medindo esforços para investigar as causas e, principalmente, solucionar este situação”, explicou o comandante geral da PM, Mário Solano. “O Prazeres estava de folga quando foi assassinado, trabalhando como segurança em uma agência bancária”, acrescentou.

O suspeito Denildo dos Santos Ferreira foi preso em flagrante durante a madrugada de sexta pra sábado por atirar no sargento Vilhena (ferido na região do tórax) e em Jackson Palheta da Silva (que morreu por ocasião do disparo).

De todas as mortes, as que supostamente envolvem policiais como autores dos crimes (ou seja, os assassinatos de Danilo Ferreira e sua companheira, Maria da Conceição), não foram esclarecidas. “Ainda não sabemos nada sobre esses assassinatos. Porém, qualquer hipótese precisa ser levada em consideração”, ressaltou Mário Solano.

Desde a manhã de anteontem, o município conta com reforço de homens da Polícia Civil e um batalhão da Polícia de Choque da PM. Estão no local, também acompanhando os casos, a Equipe de Homicídios da Polícia, representantes do Centro de Perícias Cientificas Renato Chaves e Corregedoria do Estado. Após a coletiva, o comandante-geral da PM, Mário Solano, e o delegado-geral da Polícia Civil, Nilton Atayde, também se deslocaram para acompanhar de perto as investigações em Abaetetuba.
PREVENÇÃO

O secretário de Segurança falou sobre as ações desenvolvidas com o objetivo de diminuir ainda mais a criminalidade no Estado e destacou os números positivos de redução da violência.

Nos primeiros quatros meses de 2011 houve uma redução de 15% da criminalidade em todo o Pará, comparado ao mesmo período do ano passado. Na Região Metropolitana de Belém, a redução dos crimes foi de 35% e em Belém o número é ainda maior, 37%.

O principal alvo das operações de repressão à violência é o tráfico de drogas. Com base em estatísticas, este é um dos principais motivos da ocorrência de crimes, principalmente o de homicídio. O Baixo Tocantins é uma das regiões que vem se destacando neste processo. Somente no mês de maio foram presos mais de 1.200 traficantes na localidade.
APREENSÃO

Há três dias, a população de Abaetetuba está apreensiva com a quantidade de mortes que vem ocorrendo no município. Já foram seis pessoas assassinadas – segundo o Centro de Perícias Científicas “Renato Chaves - e testemunhas dão conta de que mais pessoas podem ter morrido.

Entre estas estaria o gerente do banco onde o cabo da Polícia Militar Idacildo Correa Prazeres, 33 anos, trabalhava fazendo ‘bico’ de segurança, e outro seria o motorista da lancha que trouxe os dois de Muaná para Abaeté.

Segundo um rapaz que presenciou a morte do cabo Prazeres, mas preferiu não se identificar, o policial saiu da lancha acompanhando o funcionário do banco, sendo observado por Adonai Farias de Souza, o “Ado”, e seu comparsa conhecido como “Boni”, que estavam no trapiche do cais de Abaetetuba.

“O Ado ficou na beira do trapiche e o Boni estava no meio, escondido. Eles deixaram o cara do banco passar, e quando o policial veio atrás o Ado se meteu na frente dele, acertou um tiro, ele caiu e também atirou, Ado deu dois tiros nele e o cara na lancha também atirou”, contou.
EM NÚMEROS

6 Nos últimos 3 dias, pelo menos 6 pessoas foram assassinadas em Abaetetuba, de acordo com informações do Centro de Perícias Científicas "Renato Chaves".
Fonte: Diário do Pará

http://charlethipus.blogspot.com/2011/06/abaetetuba-situacao-fora-do-controle.html

PM/PA: A Polícia que Mata

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Recentemente na cidade de Abaetetuba (PA) um policial militar fora de serviço foi assassinado no cais da cidade por um suposto assaltante e em seguida uma verdadeira matança foi promovida por supostos colegas de farda do policial morto. Saldo da ação: duas pessoas inocentes mortas (mãe e padrasto do suspeito).

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Há uma “lei alternativa” na Polícia Militar do Pará que diz: “bandido que mata policial é bandido morto e quem estiver no caminho também morre” e foi o caso do duplo homicídio em Abaetetuba (PA) que entra para as estatísticas. É raro alguém que comete um atentado contra um policial sair vivo e reforça a tese de que há a polícia do bem (a que protege e dá segurança aos contribuintes que pagam seus salários) e a polícia do mal (que pode ser um forte grupo de extermínio patrocinado pelo Estado).

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A grande maioria dos policiais em atuação fazem parte do grupo do bem (há razões para acreditar que os bons são a maioria, como diz a publicidade de uma marca famosa de refrigerantes), mas o pequeno grupo que age fora da lei e que tem licença para matar são piores que o pior bandido.

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Abaixo cito um trecho de um post do blog do jornalista Emanoel Reis, onde o mesmo relembra essa página sangrenta da Polícia Militar do Pará para que todos não esqueçam e que as atrocidades do passado não se repitam hoje:

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O fim da “ROTA” paraense

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“Quando o Patrulhamento Tático Metropolitano (PATAM) foi criado pelo então governador do Pará, Jader Barbalho (PMDB), logo a imprensa identificou semelhanças metodológicas entre a famigerada Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), de São Paulo, e PATAM. O comando do 6º Batalhão de Polícia Militar elegeu como símbolo da nova corporação uma cabeça de caveira, como aquela muito usada pelos antigos piratas, a mesma utilizada pelo Esquadrão da Morte, um grupo de extermínio formado por policiais que ganhou notoriedade nos anos 1970.

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Em pouco tempo, mais precisamente entre os anos 1991 e 1992, o PATAM evidenciou seu modus operandi. Ou seja, atirava antes e perguntava depois. Bandidos foram implacavelmente perseguidos e executados nos ramais e áreas de invasão que à época circundavam a Região Metropolitana de Belém. Os policiais militares do 6º BPM abusavam da autoridade, mas, devido à alta incidência de crimes registrada na capital paraense, a sociedade condescendeu.

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Até o dia em que uma guarnição do PATAM, sob o comando do sargento PM Cruz, recebeu a denúncia de que quatro rapazes, um deles portando uma arma (um revólver calibre 38), seguiam às proximidades do conjunto Europa, bairro do Coqueiro (Belém/PA). A abordagem coordenada por Cruz aos supostos criminosos resultou em três assassinatos, de um investigador de Polícia, lotado na antiga Divisão de Ordem Política e Social (DOPS), e de dois universitários, e na tentativa de assassinato de um militar da Marinha, que sobreviveu ao massacre e identificou os criminosos.

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A chacina foi a principal chamada de jornais e telejornais nacionais e internacionais. Por conta da pressão, Jader Barbalho extinguiu o PATAM por meio de um simples decreto veiculado em página par (menos nobre) do Diário Oficial. Mas, ainda hoje há quem sinta saudades da temível PATAM, cuja existência não chegou a dois anos.”

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PS.: A impunidade é a força motriz que sustenta o permanente estado de insegurança no Estado do Pará. Poucos crimes são elucidados, a maioria tem inquéritos inconclusos e os assassinos (fardados ou não) ficam livres. Esse triste cenário sempre foi presente na vida dos paraenses, da antiga PATAM (grupo que promovia chacinas na periferia de Belém e que foi extinta, mas há quem sinta saudades…), passando pelo Massacre dos Sem-terra até o recente caso de Abaetetuba.

BARCELLOS, Caco. Rota 66 – A História da Polícia que Mata. São Paulo: Record, 2003.

http://www.dihitt.com.br/barra/pmpa-a-policia-que-mata

Dois homens são presos por comercializarem ilegalmente munição de pistola



Odinei Lobato e João de Jesus Cardoso foram presos em flagrante. Na casa de João de Jesus, foram encontrados 99 cartuchos.
Dois homens foram presos em flagrante na manhã de sexta-feira, dia 06, no centro comercial de Abaetetuba, acusados de comercializar ilegalmente munição de pistola. Odinei Conceição Silva Lobato, de 34 anos, e João de Jesus Silva Cardoso, de 28 anos, foram autuados com duas caixas de munição 9mm pelos militares do Serviço de Inteligência da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar, sob a coordenação do capitão Márcio. Durante ronda de rotina, os policiais encontraram uma munição de calibre 9mm, de uso exlusivo das forças de segurança, com Odinei, na rua principal da feira da de Abaetetuba. Questionado sobre a origem da munição, ele confessou a comercialização na feira e informou o nome e a residência da pessoa que seria responsável pela venda do material bélico. Assim, a polícia chegou à casa de João de Jesus, onde encontrou mais 99 cartuchos, distribuídos em duas caixas. A dupla foi apresentada, junto com as munições apreendidas, à Superintendência de Polícia Civil do Baixo Tocantins, onde foi autuada e presa em flagrante por porte de munições de uso restrito, ficando à disposição da Justiça. De acordo com a Polícia Militar, a única pista que se tem sobre a munição apreendida é o fato de um dos acusados, João de Jesus, possivelmente ser irmão de um monitor de tiro que pertence a uma das forças armadas. Sobre o assunto, a Polícia Civil já apura as responsabilidades a respeito da real origem dos cartuchos.





Adolescente é apreendido com arma no 'Abaeté'

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Uma história típica para um bom roteiro de ação foi contada após a apreensão de um adolescente de 16 anos que, segundo os policiais militares da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Abaetetuba, na região do Baixo Tocantins, era considerado o “terror” do bairro da Aviação.

Segundo o relato do aspirante Ildson Carvalho, a guarnição do cabo Reginaldo e soldado Uelton, realizava ronda nos corredores da cidade de Abaetetuba, quando recebeu uma denúncia da Delegacia de Polícia local dando conta que dois homens portando uma arma de fogo estavam aterrorizando os moradores do bairro da Aviação.

Com cautela, os policiais militares se dirigiram para o local indicado quando perceberam um rapaz jogando para o mato um revólver calibre 38 municiado e possivelmente utilizado na prática delituosa.

Interrogado, o adolescente informou aos policiais militares que a arma de fogo foi retirada das mãos de outro jovem que, momento antes, teria tentado matá-lo e, quando viu a guarnição, tentou se desfazer do armamento.

Levado para a Delegacia de Polícia Civil de Abaetetuba, o adolescente, assistido por sua mãe, disse que estava sentado em frente à sua residência quando chegaram dois indivíduos desconhecidos o chamando. Como ele não atendeu, um deles sacou uma arma de fogo, ocasião que o adolescente lutou com o indivíduo armado e conseguiu desarmá-lo.

A história não convenceu nem a Polícia Militar e nem a Polícia Civil, que fez os procedimentos legais para casos dessa natureza, que envolvem adolescentes. (Diário do Pará)

http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-134404-ADOLESCENTE+E+APREENDIDO+COM+ARMA++NO+ABAETE.html