domingo, 27 de novembro de 2011

Pesquisa Datafolha antecipa derrota dos separatistas

Ronaldo Brasiliense

A diferenca superior a 30 pontos percentuais a favor do Não na campanha para dividir o estado do Pará foi uma ducha de água fria nos ânimos dos separatistas.

As derrotas dos estados de Carajás e Tapajóss no plebiscito do dia 11 de dezembro mostram que o marqueteiro baiano Duda exagerou na dose em seus ataques à auto-estima de todos os paraenses, de todas as regiões.

A pesquisa Datafolha sobre o plebiscito do Pará foi exibida a 15 dias da votação e deixa pouca margem de manobra para uma reviravolta até 11 de dezembro.

Os mais de 30 por cento contra a divisão do Pará representam mais de um milhão de votos, diferenca dificil de ser tirada em 15 dias.

A propaganda do Sim em favor da criação de Carajás e Tapajós teria que conquistar quase 100 mil votos por dia para tentar virar o jogo o que a essa altura do campeonato, convenhamos, é tarefa hercúlea.

Para se ter idéia do montante de votos quie representam 30% do eleitorado, a diferença a favor de um Pará sem divisão representa mais que todo o eleitorado do hipotético estado de Carajás.

A propaganda agressiva imposta por Duda Mendonça no horário de propaganda eleitoral não surtiu efeito nos 1,5 milhão de eleitores de Belém e região metropolitana.

A pergunta que não quer calar que nunca foi respondida por Duda Mendonça e sua equipe de marqueteiros importados sempre foi: o que ganham os 980 mil eleitores de Belém com a divisão do Pará?

E o que ganham os eleitores de Ananindeua, Marituba, Santa Izabel, Santa Barbara, Benevides e Castanhal com a divisão do Pará?

E o que ganham os habitantes de Capanema, Bragança, Vigia, Colares, Maracanã, Marapanim, Marudá, São João de Pirabas, Nova Timboteia e Salinópolis com o separatismo?

E o que ganham os eleitores de Peixe-Boi, Ourém, Paragominas, Dom Eliseu e Rondon do Pará com a divisão do estado?

E o que ganham com a criação de Carajás e Tapajóss os habitantes de Barcarena, Abaetetuba, Igarapé Mirim e Moju?

Duda Mendonça pode ser bom de marketing, mas deve ser ruim de conta: comprimir 4,8 milhôes de almas paraenses em 18 por cento do território não dá para engolir!

Agora, meus amigos de Carajás e Tapajóss, Inêss é morta! Tarde demais, até a próxima!

Boa viagem de volta à Bahia de Dorival Caymmi, Duda Mendonça!

Fonte: http://www.oparaense.com.br/

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Moju e a dependência de Abaetetuba

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Ainda me lembro da época de criança (e olha que já faz bastante tempo!), meu pai costumava ir às compras para o município de Abaetetuba. E isso continua se repetindo até os dias atuais, com diversas viagens que são feitas diariamente. Moju parece mais um bairro de Abaetetuba. Aqui as pessoas vêm para trabalhar, estudar, porém, na hora das compras, quem ganha é o comércio de lá. Este fato também acontece com os mojuenses, que se deslocam para aquele município, por ser de costume, até para fazer compras básicas.O comércio abaetetubense está chegando com força em Moju, veja as diversas lojas que aqui se instalaram, postos de gasolina, supermercados...O que será que falta ao comércio de Moju? Será simplesmente mania dos mojuenses? Ou falta de apoio aos comerciantes locais?Alguém comentou comigo que mesmo as empresas de ônibus são de Abaetetuba.Hoje eu fui até aquele município. E toda vez que preciso ir até lá (uma ou duas vezes no ano), percebo que as coisas não evoluem para nós. Antigamente a gente viajava mal acomodados nos bancos de madeira dos paus-de-arara; hoje nos ônibus velhos, de bancos duros ou com estofamento sujo e poeirento. Engraçado, mas ninguém reclama de nada.Falei para a pessoa que fica responsável no guichê de venda de passagens do problema da sujeira, ao que ela fez um ar de pela primeira vez ouvia uma reclamação e me garantiu que irá levá-la aos responsáveis.Vou esperar. Tomara que dê resultado. Só espero que outros também tomem iniciativa e comecem a exigir seus reais direitos, pois as viagens pela Jarumã ou Arapari nos apresentam os piores ônibus dessas empresas.Boa Tarde!


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Do Folha de Abaetetuba: O que dizer? ....Obrigado! Continuem vindo comprar aqui!






terça-feira, 12 de abril de 2011

INTERESSE PÚBLICO? DE QUEM E POR QUÊ?




REVOGACAO DE LICITACAO

NUMERO DE PUBLICACAO: 220845


O secretario de estado de obras publicas, no uso de suas atribuicoes legais, e nos termos do art. 49 da lei federal nº. 8.666/93, torna publico a revogacao do procedimento licitatorio na modalidade Concorrencia Publica nº. 01/2010, cujo objeto e a construcao de Hospital de Pronto Socorro do Trevo de Igarape Mirin, no municipio de Abaetetuba, neste Estado, por razoes de interesse publico.


Belem, 11 de abril de 2011. Joaquim Passarinho Pinto de Souza Porto. Secretario de Estado de Obras Publicas.


DO FOLHA DE ABAETETUBA:


Para o Estado (que é impessoal) decidir a construção do hospital foram feitas audiências públicas nos municípios interessados que priorizaram a implantação do mesmo (interesse público). Ficou uma dúvida agora: Se será feito novo processo licitatório ou se a construção do hospital está cancelada? Alguém sabe?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

JÁ ERA HORA!

SETRAN vai recuperar trechos comprometidos da Alça Viária

A Alça Viária, que liga a Região Metropolitana de Belém aos municípios do sul e sudeste do Pará passará por obras para recuperar toda a pavimentação que está deteriorada em vários trechos ao longo de 68 quilômetros de extensão.
O secretário de Estado de Transportes, Francisco Melo (Chicão), esteve em visita técnica à rodovia na semana passada e verificou os trechos que precisam de reforma imediata para manter a trafegabilidade. Ele determinou aos engenheiros da Setran que seja realizado um projeto global para recuperar a pavimentação em toda extensão da rodovia, no início na BR-316, em Marituba, até a rotatória que faz a ligação com a PA-151, no município de Barcarena.
Chicão fiscalizou também os trechos que estão sendo recuperados nos primeiros 14 quilômetros, antes de chegar à ponte sobre o rio Guamá. As obras para recuperar as áreas danificadas da Alça Rodoviária estão sendo realizadas por um consórcio formado pelas empresas Terraplena e Maia Construções.

EM ANDAMENTO

Atualmente, seis obras estão em andamento na região, entre elas a pavimentação da PA- 407 à PA-151, que liga os municípios de Igarapé-Miri e Abaetetuba ao pólo industrial de Barcarena, onde é feito o beneficiamento e exportação de caulim, alumina, alumínio e cabos para transmissão de energia elétrica, facilitando o escoamento da produção agrícola, e o avanço do turismo e indústrias instaladas na cidade.
De acordo com a Diretoria de Transportes Terrerestes da Secretaria, os serviço abrangem os seguintes trechos: PA-407 (PA-151/Vila Maiuatá), PA-406 (PA-252/Vila de Beja), PA-483 (PA-151/Rotatória da Alça Viária, no trevo do Peteca), PA-481 (PA-403/porto São Francisco), PA-252, que liga Abetetuba à colônia Velha e PA-151, que liga a sede de Barcarena até Cafezal, no mesmo município.

Fonte: Ascom – Setran

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Usina de Tucuruí: prefeitos querem compensação

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A mitigação dos problemas criados pela construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí e o cumprimento do acordo firmado com os municípios localizados à jusante do rio Tocantins pela Eletronorte, onde estão previstas ações compensatórias aos que foram prejudicados pela obra, foram dois temas recorrentes durante o Seminário Regional para o Desenvolvimento Integrado/Região do Tocantins, realizado no sábado (5), em Abaetetuba, pela Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep).
Segundo os prefeitos presentes no evento, é preciso que a Eletronorte cumpra o disposto no Plano Popular de Desenvolvimento Sustentável da Microrregião à Jusante da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (PPDJUS). “A Eletronorte precisa respeitar e cumprir os acordos firmados. Cheguei a dizer em Brasília que estamos que nem o Curupira, andando em círculos. É preciso que os projetos saiam do papel e beneficiem a população afetada pela usina”, disse o presidente do Consórcio de Desenvolvimento Socioeconômico Intermunicipal (Codesei), João Carlos Dias, prefeito de Barcarena.João Carlos aproveitou para pedir a colaboração do presidente da Famep, prefeito Helder Barbalho, e dos deputados Elcione Barbalho, Miriquinho Batista e Nilma Lima, presentes em Abaetetuba, no sentido de “fazer justiça aos municípios afetados”, garantindo que o PPDJUS seja cumprido. “Essa é hora de unir esforços e podem contar com a Famep, cuja missão é a de defender os municípios”, enfatizou Helder Barbalho.
Além das questões pendentes junto à Eletronorte, os municípios da Região do Tocantins se ressentem da falta de infraestrutura e de transportes. Eles querem o asfaltamento da BR-422 e a construção das pontes sobre os rios Igarapé-Miri e Meruú. “Precisamos disto para que tenhamos acesso mais rápido à capital e aos municípios vizinhos”, informou Norival Pimentel, prefeito de Limoeiro do Ajuru. Sobre as pontes, os prefeitos relataram que um projeto para construi-las foi elaborado ainda no primeiro governo de Simão Jatene.
Para a deputada Elcione Barbalho, que vem acompanhando os seminários da Famep desde o início, há similaridades nas reivindicações dos municípios, que merecem ser atendidas. “Essa Amazônia aqui é outro Brasil. É o Brasil que o Brasil desconhece. O Pará tem riqueza, paga impostos e merece ser respeitado”, disse a deputada.Estiveram presentes no evento de Abaetetuba os prefeitos de Abaetetuba, Francinete Carvalho; Barcarena, João Carlos Dias; Limoeiro do Ajuru, Norival Pimentel; Igarapé-Miri, Roberto Pina; Iran Lima, Moju; Baião, Nilton Farias, que foi acompanhado de seu vice, Tales Miranda; Benedito Pompeu, vice-prefeito de Cametá; os presidentes das Câmaras de Vereadores de Tomé-Açu, Cecília de Oliveira, Acará, Jorieldson Lima, Tailândia, Maria Celestina, representando os prefeitos desses municípios.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PARÁ – Famep promove encontro de prefeitos do Baixo Tocantins

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A Federeção das Associações dos Municípios do Estado do Para reúne-se com gestores das Regiões do Guamá e Tocantina em Seminário para o Desenvolvimento Integrado

Nesta sexta-feira (4), a Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep), suas Associações realizou, em Castanhal, o Seminário Regional para o Desenvolvimento Integrado/Região do Guamá, junto com consórcios de municípios. No sábado (5), o evento ocorrerá em Abaetetuba, contemplando os municípios da Região Tocantina.

Em ambos, a Famep seguirá o caminho trilhado desde o primeiro evento, promovido em 21 de janeiro para os municípios da Região Metropolitana de Belém, ou seja, fazer um levantamento das parcerias estabelecidas com os governos do Estado e Federal, e elaborar um agenda propositiva para ser apresentada futuramente à presidente Dilma Rousseff e ao governador Simão Jatene.

A intenção da Famep é qualificar ainda mais os debates com ambos os governos e apresentar sugestões de obras e serviços que os prefeitos gostariam de ver implantados, seja para beneficiar os municípios que governam ou a Região em que se encontram.

Para se ter idéia da importância e amplitude do evento, no seminário da RMB, os prefeitos priorizaram o lixo e o transporte urbanos como questões fundamentais a serem resolvidas em busca do desenvolvimento sustentável da Região.

Já os prefeitos do Caeté, reunidos em Bragança na última sexta-feira, enfatizaram as áreas de saúde e de infraestrutura como prioridades para a Região. Outra preocupação desses gestores diz respeito ao destino dos R$ 366 milhões emprestados pelo governo Ana Júlia do BNDES. Todos ratificaram que os municípios do Caeté ainda não receberam o que lhes cabia dentro deste montante.

No seminário do Guamá, que conta com o apoio do prefeito de Castanhal, Hélio Leite, estarão presentes os prefeitos de Colares, Curuçá, Igarapé-Açu, Magalhães Barata, Marapanim, Santa Maria do Pará, Santo Antônio do Tauá, São Domingos do Capim, São Caetano de Odivelas, Maracanã, São Miguel do Guamá, São João da Ponta e São Francisco do Pará.

Em Abaetetuba, onde o evento conta com o apoio da prefeita do município, Francineti Carvalho, são esperados os prefeitos do Acará, Baião, Barcarena, Bujaru, Cametá, Concórdia do Pará, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Moju, Mocajuba, Oeiras do Pará, Tailândia e Tomé-Açu. Os próximos seminários acontecem na Região Capim, em Paragominas, no dia 11 de fevereiro e, no dia seguinte, 12, na Região de Carajás, em Marabá.

FONTE: ASCOM/FAMEP

domingo, 30 de janeiro de 2011

Rei da cocaína na cadeia

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Manoel de Lima Rego, de 37 anos, apontado pela Polícia Civil como o maior distribuidor de cocaína do Pará nos últimos 10 anos, foi preso ontem em Belém, durante mais uma etapa da operação Mosaico, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Manoel chefiava uma rede de distribuição de drogas com participação de traficantes que estão presos no Complexo Penitenciário de Americano, em Santa Isabel, e com ramificações nos maiores polos produtores de cocaína em países da América Latina - incluindo os grandes produtores Peru e Colômbia.

O megatraficante, conhecido entre os subalternos como 'Patron', esperava em Belém pelo carregamento de mais de 100 kg de cocaína apreendidos na segunda-feira por uma equipe da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Pará em Santarém. Na casa dele, no bairro da Sacramenta, a Polícia apreendeu R$ 19 mil em dinheiro, um carro, duas motos e uma lancha de passeio.

A droga fora adquirida no Peru por um consórcio de traficantes, entrou no país pela cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, e viajaria de barco até Belém, onde seria recebida e distribuída por Patron. O carregamento, segundo a Polícia Civil, abasteceria as redes de comercialização de cocaína na capital e Região Metropolitana. Beneficiada, a droga apreendida renderia nas ruas o equivalente a R$ 1,5 milhão.

Do consórcio para a compra da cocaína também faziam parte o traficante Raimundo Íris Nunes Penha, conhecido por 'Índio' ou 'Raimundo Nira', amazonense que responde a cinco processos na Justiça por tráfico e associação ao tráfico, com atuação em pelo menos três estados; Elson Conceição Mangabeira, o 'Velho', que responde na Justiça do Amapá a sete processos por tráfico e já recebeu condenação em três deles; Samuel Rodrigues Ramirez, o 'Santiago', responsável por acompanhar de perto o carregamento até Belém; e Adriano Melo Penha, filho de Raimundo Penha, responsável por dar suporte à operação de transferência da droga. Todos eles foram presos na segunda-feira juntamente com a droga apreendida.

Também foram presos em Santarém, na última segunda-feira, Vilsomar Oliveira Lameira, o 'Somar', e João Maria Ramos, o 'Jango' - prático enviado de avião a Santarém por Manoel Patron para guiar o barco com a droga até um porto na capital paraense, conforme apurou a investigação da Polícia Civil. Participaram da operação em Santarém policiais da Superintendência da Região do Baixo Amazonas e agentes da Polícia Federal.

QUARTEL GENERAL

Em Belém, foram presos Manoel de Lima Rego e a companheira dele, Myrys Luana Rodrigues Farias, de apenas 21 anos, apontada pela polícia como articuladora do grupo e responsável por monitorar o carregamento de 'Patron' por telefone. Os dois tiveram a prisão, decretada na última sexta-feira por uma juíza da comarca de Santa Izabel, cumprida na manhã de ontem. Eles foram presos na casa em que moram, na passagem São Sebastião, bairro da Sacramenta, o quartel general de 'Patron'.

Alguns dos familiares do traficante também estão envolvidos no esquema de distribuição de droga em Belém. A ex-mulher de Manoel, Simone Oliveira Moraes, foi presa no segundo semestre de 2008 durante a operação Bajara, da DRE. Antônio Carlos de Lima Rego, um dos irmãos do traficante, também está preso, apontado por participação na morte de dois peruanos em Belém em setembro de 2008, em um provável acerto de contas. Os corpos foram desovados na mata da Ceasa. Também foram presos Edivaldo Sarmento e o peruano Medardo López Montalvan.

Operação policial identifica traficantes que agiam dentro de presídio

A operação Mosaico, que em sua terceira etapa desmantelou a quadrilha de Manoel Patron, foi iniciada em outubro de 2008, após o encerramento das operações Leão da Terra e Bajara, da DRE/DRCO. A primeira, de acordo com o delegado João Bosco Rodrigues, diretor da DRCO, revelou a participação de traficantes presos no complexo de Americano, em Santa Isabel, na compra e distribuição de drogas no Pará. Entre eles, está o peruano Miguel Florez Arevalo, tido como articulador das ações, que usava celulares dentro da cadeia para negociar a compra da droga; Carlos Alberto Lindoso Duarte, preso em maio de 2008 pela Leão da Terra, e Ronaldo da Conceição Silva, o Camaleão, articulador do tráfico de maconha no Estado.

O delegado João Bosco afirma que com a prisão de Manoel Patron, a Polícia colocou atrás das grades o maior distribuidor de cocaína do Pará nos últimos dez anos. Um empresário do tráfico que sem utilizar armas controlava um esquema sofisticado e milionário de distribuição de cocaína. A droga traficada por Patron e pelo esquema familiar dele, segundo a Polícia, abastece principalmente os bairros da Sacramenta, Pedreira e Telégrafo.

Ainda segundo o delegado João Bosco Rodrigues, a operação Mosaico continua. 'A medida em que se adiantam as investigações, surgem outros nomes e outras ramificações da quadrilha', explica. O delegado fala ainda da utilização dos rios para o escoamento da cocaína produzida no Peru e na Colômbia, pela já conhecida rota de Tabatinga (AM)/ Letícia (Colômbia), e pelo Acre, na cidade de Cruzeiro do Sul. As duas rotas utilizam as cidade próximas a Santarém como bases logísticas. O delegado também fala da rota Suriname/Abaetetuba, que já figura com destaque no mapa da distribuição de entorpecentes no Pará.

A apreensão da última segunda-feira foi a mais volumosa feita pela Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE) em 2009, sob o comando do delegado Henison Jacob Azevedo. A Polícia Civil do Pará aposta na intensificação do combate ao tráfico de drogas para a redução dos índices de criminalidade, considerados 'alarmantes' entre o final de 2008 e o início de 2009. A prisão de traficantes e a desarticulação das redes de tráfico, de acordo com o delegado geral Raimundo Benassuly, são os principais responsáveis pela queda no número de ocorrências de roubos e furtos.

Jornal Oliberal:

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Empresa Arapari pode ser interditada

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A empresa hidroviária Arapari Navegação Ltda., que atua nos municípios de Moju, Barcarena, Igarapé-Miri, Abaetetuba e Cametá, entre outros, poderá ser interditada. A razão é o descumprimento de algumas cláusulas do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela empresa em outubro do ano passado com as promotorias de Defesa do Consumidor e da Pessoa com Deficiência e Idosa, que exigia ajustes na qualidade dos serviços prestados pela empresa.
De acordo com o laudo técnico realizado em 24 de agosto deste ano pelo Procon-Pará, a empresa não garantiu atendimento prioritário a gestantes, idosos e pessoas com deficiências físicas, como havia se comprometido no TAC. Além disso, também não cumpriu os critérios básicos exigidos para que pessoas com mobilidade reduzida (idosos e com deficiências físicas) tivessem acesso aos terminais dos portos das embarcações.
O laudo verifica ainda que não foram colocadas embarcações em boas condições físicas, assim como os equipamentos de segurança continuam em péssimas condições para o uso, colocando em risco a vida dos usuários.
A situação gerou uma reunião ontem entre o Ministério Público do Estado (MPE), Agência Reguladora do Consumidor (Arcon) - que é responsável pela regulação do serviço hidroviário, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o Procon, Corpo de Bombeiros (CBM), OAB-PA, (Ordem dos Advogados do Brasil) e ainda Cpaor (Capitania dos Portos da Amazônia Oriental), para discutir medidas urgentes em relação ao não cumprimento do TAC, quando foi levantada a possibilidade de interdição.
Segundo a promotora de justiça do Consumidor, Helena Maria de Oliveira Muniz, “O TAC será cumprido. A população precisa ser alertada dos riscos que está correndo ao usufruir de serviços que não visam a segurança do passageiro. Medidas urgentes serão tomadas”.O DIÁRIO tentou contato com a empresa Arapari, mas não conseguiu ouvir ninguém que pudesse responder aos questionamentos.

Fonte: Diário do Pará

terça-feira, 22 de junho de 2010

REGIÃO DO BAIXO TOCANTINS DEVERÁ RECEBER ASFALTO!

As estradas de Vila Maiauatá, Vila de Beja, Rotatória Alça/Trevo do Peteca, Porto São Francisco, Colônia Velha e PA-151 (Barcarena/Cafezal), nos Municípios de Igarapé-Miri, Abaetetuba e Barcarena na região de integração do Tocantins, deverão receber massa asfáltica e manutenção em geral, informa um Leitor do Blog, através do e-mail. Segundo o mesmo, já está publicado no Diário Oficial do Estado a abertura de licitação dos serviços mencionados.
Vamos aguardar.
Uma pequena análise do Folha de Abaetetuba: Quem dera que todo ano fosse ano político - o povo agradeceria - independente de Eleição e dos grupos partidários. Antes de suporem que já estou tomando "partido", digo que com certeza teríamos melhores serviços para a população. Percebam que, independente da governadora se eleger ou não, quem recebe os benefícios do asfalto é a população. Não? Até porque o último asfalto que Abaetetuba recebeu foi da governadora, e imaginem o cáos que seria hoje sem ele!
Acho que equilibrei! Boa Leitura e um grande abraço!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

UM ARTIGO A LA "DESCICLOPEDIA"!

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Brasil - Uma cidade para ver (e viver)

Por Lúcio Flávio Pinto *

Adital - (Escrevi, a pedido, o artigo que reproduzo a seguir, publicado na edição dominical do último dia 27 de L’Unità, um dos maiores jornais da Itália, criado em 1924 por Antônio Gramsci. O artigo teve chamada de capa e ocupou toda uma página interna, com apresentação de Maurizio Chierici, um dos mais respeitados jornalistas internacionais italianos, que encomendou o texto).

O que mais impressiona o visitante atento do Brasil é o contraste que o país exibe. Por qualquer ângulo que seja olhado, esse país enorme e diverso, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados e 180 milhões de habitantes, deixa à mostra paradoxos brutais. Tem o 12º maior PIB do planeta e a sétima pior distribuição de renda. Quarenta milhões de brasileiros saíram da faixa da pobreza absoluta não por partilhar os resultados da produção nacional, que é mandada em volumes crescentes para o exterior (a conta da exportação passou de 120 bilhões de dólares anuais), mas graças a um bônus do governo federal, o Bolsa Família, que nada tem a ver com produção, produtividade ou méritos pessoais (é uma espécie de indenização por ter filhos e mantê-los na escola).

Esse fundo, de 15 bilhões de reais, é que garantiu a reeleição do presidente Lula e mantém sua popularidade, a despeito das explosões de tensão social, principalmente na sua forma de violência e criminalidade. O ex-líder operário não eliminou os contrastes (ao contrário da retórica, até os aprofundou), mas conseguiu se apossar do título de "pai dos pobres", galardão desejado pela maioria dos políticos, conquistado meio século atrás pelo maior dos líderes populistas do Brasil, Getúlio Vargas. Uma versão depravada de Robin Hood, a cobrar uma taxa de serviço dos ricos para mantê-los protegidos dos pobres.

Belém do Pará, escolhida para sediar a nova versão do Fórum Social Mundial em 2009, é também um exemplo acabado desse padrão de contrastes. Os visitantes desembarcarão num aeroporto novo, que guarda alguma - ainda que vaga - semelhança com o terminal aéreo de Barcelona, mas para chegarem aos seus hotéis atravessarão enormes manchas de áreas sujas, precárias, insalubres, pobres.

São as "baixadas", terras situadas abaixo da cota de quatro metros do nível do mar, constantemente sujeitas a inundações pela ação da chuva (que cai quase o ano inteiro) e da maré (que pode variar até seis metros). O sítio pantanoso e plano fez da drenagem o problema físico principal e a maior fonte de incompreensões dessa cidade de 2 milhões de habitantes no seu perímetro metropolitano, capital de um Estado que tem o tamanho da conturbada Colômbia (1,2 milhão de km2, ou 15% do território brasileiro) e 7 milhões de habitantes. Ela era a incontestável "metrópole da Amazônia", próxima de completar 400 anos de fundação, até dividir a liderança na última década com Manaus, hoje a capital da metade ocidental da região.

No século 18 um técnico estrangeiro chegou a conceber um plano para adequar a cidade a esse terreno deprimido e permitir que os cursos d’água cruzassem-na, como uma Veneza tropical. Mas logo partiu de cima a ordem: era preciso aterrar o mais que se pudesse. Seus moradores queriam se livrar dos efeitos da insalubridade e do estigma de atraso associado à paisagem natural, de trópicos condenados ao subdesenvolvimento. Desde então, o aterro tem sido a moeda de troca nas relações entre os poderosos e os seus clientes. Os primeiros promovem a substituição das "baixadas" e os segundos lhes devolvem a gentileza na forma de votos, recolhidos em autênticos "currais", dominados por "cabos eleitorais", espécie de feitores da política.

Mas a incorporação de novas áreas à textura urbana tem sido à custa da expulsão do ocupante antigo, enxotado para a periferia, que incha como um tecido canceroso. Os participantes do Fórum Mundial verão os arranha-céus em competição pela altura e a bloquear os ventos oceânicos, que antes faziam o ajuste da temperatura, soprando sobre todo o cenário e minorando os efeitos da umidade combinada com o calor. Prédios surgem às dezenas em terrenos antes deprimidos - fisicamente e socialmente. Duas dessas torres de concreto e vidro chegaram agora aos 40 andares, recorde no Norte e Nordeste. Quem pode pagar por um dos metros quadrados mais caros do Brasil, injustificadamente caros, parece procurar o topo para se isolar da miséria circundante.

Não sem motivo. Belém ostenta a maior favela horizontal do país, com quase 100 mil habitantes. Os subúrbios são formados por linhas de passagem impropriamente batizadas de ruas, que dão acesso a casas precárias, sem serviços básicos, sem lazer e sem trabalho. Alto consumo alcoólico, drogas, ócio e selvageria tornam sangrento o cotidiano, principalmente nos fins-de-semana, de que dão mostras 18 páginas diárias de cobertura policial sem qualquer pudor nos três jornais diários, outro recorde indesejado da cidade.

Quem circular por lugares como Cidade Nova, Bengüí ou Jaderlândia poderá fazer associação de imagens com Bagdá ou Calcutá, em estado de guerra, aberta ou não-declarada. De cada três habitantes em idade de trabalhar em Belém, apenas um tem emprego. Os outros vivem de serviços ocasionais ou na economia clandestina. A clandestinidade pode significar que ele é um vendedor ambulante, a transgredir suavemente as leis para exercer a sua função, ou atua diretamente no crime, até mesmo como pistoleiro de aluguel em ações de extermínio já tornadas rotineiras.

Ao lado de Belém, um município de 120 mil habitantes, Abaetetuba, é considerado a Cali da Amazônia, por ser um ponto de referência importante na rota do tráfico de drogas, inclusive internacional. No ano passado, Abaetetuba foi notícia no mundo inteiro: em sua cadeia pública, uma jovem de 15 anos foi presa (por tentativa de furto) e obrigada a dividir a cela com 20 homens, durante um mês. Nesse período, foi estuprada e seviciada várias vezes. Nenhuma autoridade se apercebeu do fato até ele ser revelado por cidadãos comuns. Quando o escândalo estourou, providências foram anunciadas, mas ainda tardam. A vítima recebeu auxílio financeiro para se esconder.

A cidade parece estar passando por um estado generalizado de insensibilização. Nada mais choca. Nem há esperança de que a situação possa mudar em substância. Nunca mais foi apresentado um plano de mudança consistente e ousado, como o da Veneza tropical (que Recife, a capital do Nordeste, incorporou ao menos parcialmente, com seus canais e pontes espalhados por toda cidade). A ocupação do poder tem sido pendular: quando um grupo sobe, o outro desce. A polarização bloqueia o diálogo e a troca de idéias: as elites se desgastam combatendo-se mutuamente com ferocidade, enquanto a participação popular é apenas um instrumento para essa recomposição do mando entre os mesmos grupos. O resultado é a falta de continuidade, o desperdício de recursos, o descompasso entre o tempo histórico real e a concepção que dele têm os que realmente manipulam os cordões decisórios.

Despejada do terceiro lugar que ocupava no ranking das metrópoles brasileiras com a crise da borracha amazônica (desbancada da hegemonia mundial pelo produto asiático muito mais barato e abundante), na segunda década do século passado, Belém tentou um futuro na industrialização. Mas quando estradas foram abertas para finalmente integrar a Amazônia ao Brasil, quatro décadas depois o parque fabril belenense foi à bancarrota: sustentadas no isolamento físico do Estado em relação ao restante do país, distância que funcionava como autêntica barreira alfandegária, as indústrias locais não tiveram condições de competir com os produtos que chegavam do sul por via rodoviária. A ilusão de uma cidade industrial chegou ao fim. O que era um distrito industrial se transformou em cemitério de indústrias, que nunca mais renasceram.

Mais de dois terços da economia urbana dependem de serviços e do governo. Barcarena, vizinho a Abaetetuba, é hoje o município com maior PIB per capita do Estado, muito superior ao da capital. Seu distrito industrial abriga a maior fábrica de alumina do mundo, duas das maiores usinas de alumina e a oitava maior metalúrgica de alumínio. Estão em curso projetos desse porte, numa associação da Companhia Vale do Rio Doce (segunda mineradora mundial) com grupos estrangeiros, todos voltados para a exportação. Com um rico subsolo, o Pará é um minerador em escala planetária, principalmente de ferro, bauxita, alumina e alumínio - e, logo, também de cobre e níquel. Tem a quarta maior hidrelétrica do mundo, a de Tucuruí, que o tornou o terceiro maior exportador de energia bruta do país. É o sexto maior exportador e o terceiro em saldo de divisas. De cada 10 dólares líquidos que o Brasil recebe por suas exportações, 1 dólar sai do Pará.

Belém recolhe as migalhas dessas riquezas, a atividade que restou a um Estado impedido de cobrar imposto das empresas que exportam matérias primas e insumos básicos extraídos do seu território. Sendo o segundo em território e o nono em população, é o 16º em IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e o 23º em PIB per capita, só à frente dos quatro Estados nordestinos mais pobres do Brasil. Essa imposição colonial obriga a elite mais sofisticada da cidade a tapar o nariz à chegada ao porto de grandes navios, que embarcam milhares de bois em pé com destino à Venezuela e ao Líbano. Desse boi só fica o grito e o mau cheiro: o chifre e o couro, além da carne, serão beneficiados pelo comprador. Mas Belém já não exerce o controle administrativo do Estado. Perdeu os mecanismos de ação, o que estimula movimentos separatistas a oeste e ao sul, de municípios que querem se agrupar para formar dos novos Estados, exigindo do atual Pará que acomode 60% da sua população em 20% da sua área, e justamente a com menos riquezas remanescentes e mais desmatamento.

Não surpreende que quantitativos grandiosos convivam com qualitativos trágicos num espaço tão concentrado. Os contrastes são visíveis a olho nu e Belém não os desconhece, mas parece se sentir impotente para mudar um destino que está escrito nas estrelas, tendo que apenas ouvi-las, como dizia um grande poeta brasileiro, muito dado às grandezas quantitativas. O que a ainda bela e característica capital dos paraenses pode esperar dos milhares de visitantes que para ela serão atraídos no próximo ano pelo Fórum Social Mundial é que não sejam tão apressados, nem tão superficiais nas suas observações. E se disponham a partilhar o seu saber (e o querer fazer) com a cidade.


* Jornalista paraense. Publica o Jornal Pessoal (JP)

Fonte: Texto reproduzido na íntegra de http://www.adital.com.br/SITE/noticia.asp?lang=PT&cod=31549


Deixem seus comentários! O meu seria da mesma forma como disse o rei Juan Carlos de Espanha ao presidente venezuelano Hugo Chávez (...)!

NO GOVERNO DO PARÁ, A CRISE CONTINUA

Dez entre dez analistas econômicos preveem que o Brasil crescerá mais de 6% em 2010. É visível que a crise ficou para trás e que o país todo voltou a trabalhar a pleno vapor. Ou melhor, quase todo. No governo do Pará, uma parte do funcionalismo mantém um "sacrifício" iniciado em maio do ano passado para enfrentar os tempos de escassez. Departamentos inteiros das secretarias de Esporte, Cultura, Governo e Saúde Pública cumprem um expediente que termina às 14 horas - apelidado pelos servidores de "horário da crise". A medida foi decretada pela governadora petista Ana Júlia Carepa para reduzir gastos com energia, combustível, telefonia e material de consumo. Deveria vigorar por 90 dias, mas já foi prorrogada três vezes e agora deve valer até o final de 2010. Detalhe: a jornada mais curta não significou corte de salários. Ou seja, há mais de um ano, uma parcela dos 90 000 funcionários públicos do Pará trabalha menos, mas continua com o mesmo contracheque. Segundo a Secretaria Estadual de Planejamento e Finanças, só os serviços não essenciais estão operando parcialmente. A economia mensal estimada é de 20 milhões de reais. Pergunta: se há um ano o trabalho desse pessoal não faz tanta falta, será que a economia não poderia ser maior?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

POLÍTICA PRA "INGRÊS" VER NA PÉROLA DO TOCANTINS!

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Na última sexta-feira (28/05), Abaetetuba recebeu um belo palco montado durante todo o dia na praça matriz de Nossa Senhora da Conceição, bem no centro da cidade. Bem ali, logo mais a noite ocorreria a “festa” de entrega de maquinários (uma caçamba, uma pá carregadeira e um trator de pneu) e serviços (inauguração de espaço no Hospital de Santa Rosa) pela governadora do Estado, Ana Júlia Carepa, ao município.
Friso aqui, com justiça, que não seria a primeira, nem a segunda vez que Ana Júlia viria visitar Abaetetuba, com a entrega de obras e serviços, em seu governo. Mas “papo furado de lado”, vamos ao que interessa.
Neste dia, a governadora visitaria respectivamente três municípios: Mocajuba (pela manhã), Igarapé Miri (pela tarde) e Abaetetuba (pela noite). De fato, visitou os dois primeiros municípios. Sendo que, segundo sua assessoria de imprensa, a governadora passou mal e não pode vir a Abaetetuba, seguindo então de Igarapé-Miri direto para Belém.
De qualquer forma o “evento” em Abaetetuba iria ocorrer, e ocorreu! Porém, acabara de ganhar neste momento elementos digamos “interessantes” e “bem peculiares”.
O que deveria ser mais um evento normal com a participação popular, tornou-se uma demonstração de imaturidade política de ambos os lados, devido a velhas "picuinhas políticas" pouco proveitosas. Isto demonstra que as eleições desse ano vão ter um “tempero extra bem característico (ou desagradável)” (quem sabe uma mistura de urucum com vinho de miriti!).

O EVENTO:

“Circo” (ou seja, Palanque) montado, a turma da militância fez sua parte: Do lado petista, vários ônibus trouxeram grande contingente populacional para aplaudir a governadora. Do lado psdbista, não ocorreu grande articulação, o que demonstra que os “cientistas políticos” do governo municipal psdbista não são tão “cientistas” assim. A praça, então, “avermelhou”!
Fala daqui, toma grande vaia: HUUUUUUUU!
Fala dali, e toma mais vaia: HUUUUUUUU!
Fala açula toma pequena vaia! HUUUUUUUUU!
E mais vaia... HUUUUUUUUU!

RESUMO:

A governadora não veio. A festa não foi festa. Só compareceram ao evento militantes de ambos os lados que precisam amadurecer politicamente. A população ficou em suas casas assistindo TV. Os representantes de ambos os governos, municipal e estadual, foram vaiados uns pelos outros(alguns falaram muita bobagem e até mereceram, registre-se!). Abaetetuba mostrou uma imagem que precisa acabar!

E você, o que achou? Mande seu comentário... HUUUUUUUUUU! Rsrsrs!)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

AS EMPRESAS ALBRAS, ALUNORTE E CAP FORAM VENDIDAS PARA NORUEGA!


Foto: Ricardo Borges Goncalves

A Vale surpreendeu o mercado, ontem, com a decisão de se desfazer de toda a sua área de alumínio, cuja cadeia produtiva completa está hoje concentrada no Estado do Pará. Através de release distribuído à imprensa, pela administração central no Rio de Janeiro, a mineradora anunciou a assinatura de um acordo através do qual transfere para a multinacional Norsk Hydro todas as suas participações na Albrás, na Alunorte e na Companhia de Alumina do Pará (CAP), a nova refinaria de alumina em fase de implantação no município de Barcarena.
A transferência se dá, conforme anunciou a mineradora, em conjunto também com seus respectivos direitos de exclusividade e contratos comerciais em vigor, por US$ 405 milhões em dinheiro e uma quantidade não especificada de ações ordinárias da Hydro. “Após oferta de ações a ser realizada futuramente pela Hydro, essa quantidade de ações deverá representar 22% do capital da Hydro. Além disso, a Hydro assumirá uma dívida líquida de US$ 700 milhões”, acrescentou a nota distribuída pela Vale.
Como parte dessa transação, a Vale criará uma nova empresa, denominada “Bauxite JV”, para a qual transferirá a mina de bauxita de Paragominas e todos os seus demais direitos minerários de bauxita no Brasil. Quando concluída a transação, a Vale venderá 60% da “Bauxite JV” para a Hydro, por US$ 600 milhões, em dinheiro. A parcela remanescente de 40% será vendida em duas parcelas iguais de 20% em 2013 e 2015. Cada parcela tem valor desde já fixado em US$ 200 milhões.
Pelos termos do acordo, uma vez finalizado, a Vale transferirá para a Hydro 51% do capital total da Albrás, 57% do capital total da Alunorte e 61% do capital total da CAP, bem como venderá 60% do capital total da “Bauxite JV”. Uma vez concluída a transação, a Vale deterá 40% de participação na “Bauxite JV”, que será integralmente vendida até 2015.

Fonte: www.diariodopara.com.br

Do Folha de Abaetetuba: Êta "negócio da China" pro povo paraense. Façam seus comentários.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

PROJETO ALVORADA - IRREGULARIDADES SURGEM SOMENTE APÓS 8 ANOS

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IMPROBIDADE FOI DETECTADA EM OBRAS DE SANEAMENTO DO PROJETO ALVORADA

O ex-titular da secretaria estadual de Desenvolvimento Urbano e Regional (Sedurb) do Pará Paulo Elcídio Chaves Nogueira, um integrante da comissão de licitação da secretaria, Heraldo Berthollet Aguiar Grana, e 15 construtoras foram acusados pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) de improbidade administrativa na contratação e acompanhamento de obras de saneamento básico que causaram prejuízo de R$ 41,8 milhões aos cofres públicos. As sete ações foram encaminhadas à Justiça Federal nesta segunda-feira, 26 de abril.

As ações judiciais referem-se a irregularidades em obras do projeto Alvorada, lançado pelo governo federal há dez anos. Baseando-se em operações de fiscalização feita pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Auditoria Geral do Estado (AGE) e pela própria Sedurb, o procurador da República Bruno Araújo Soares Valente elenca uma série de deficiências na contratação e execução de obras que deveriam ter beneficiado 50 municípios.

Os contratos entre os governos federal e estadual foram assinados em 2002. Em 2005, uma equipe da Funasa e Sedurb constatou que as obras estavam paralisadas havia cerca de dois anos. Devido às inúmeras denúncias de irregularidades, a então promotora de Justiça em Mãe do Rio, Myrna Gouveia dos Santos, pediu providências ao TCU, que confirmou as irregularidades detectadas pela fiscalização da Funasa e Sedurb e detectou outras (veja abaixo a relação dos principais problemas encontrados nos contratos e na execução das obras).

Em 2007 houve outra investigação, dessa vez pela AGE, que novamente confirmou a existência de uma série de deficiências. Caso condenados, os acusados podem ter seus direitos políticos suspensos por até dez anos, podem ser obrigados a reparar integralmente o dano e a pagar multa equivalente ao triplo do valor desviado.

Municípios que deveriam ter sido beneficiados:
1. Abaetetuba
2. Acará, 3. Afuá, 4. Anajás, 5. Augusto Corrêa, 6. Aurora do Pará, 7. Bagre, 8. Bragança, 9. Breves, 10. Cachoeira do Ararí, 11. Cachoeira do Piriá, 12. Cametá, 13. Capanema, 14. Capitão Poço, 15. Chaves, 16. Concórdia do Pará, 17. Curralinho, 18. Curuçá, 19. Garrafão do Norte, 20. Ipixuna do Pará, 21. Limoeiro do Ajuru, 22. Magalhães Barata, 23. Marapanim, 24. Mocajuba, 25. Moju, 26. Muaná, 27. Mãe do Rio, 28. Nova Esperança do Piriá, 29. Nova Timboteua, 30. Oeiras do Pará, 31. Ourém, 32. Peixe-Boi, 33. Ponta de Pedras, 34. Portel, 35. Prainha, 36. Quatipuru, 37. Salinópolis, 38. Salvaterra, 39. Santa Cruz do Arari, 40. Santa Luzia do Pará, 41. Santa Maria do Pará, 42. Soure, 43. São Caetano de Odivelas, 44. São Francisco do Pará, 45. São Sebastião da Boa Vista, 46. Tailândia, 47. Terra Alta, 48. Tomé-Açú, 49. Tracuateua, 50. Viseu,

segunda-feira, 26 de abril de 2010

EM IGARAPÉ-MIRI MOTOTAXISTAS FECHAM A PA-151

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A manifestação foi motivada pela morte de um trabalhador em uma suposta tentativa de assalto.
Moradores do município de Igarapé-Miri fecharam a rodovia PA-151, que liga as cidades de Mocajuba, Baião e aquele município, em protesto pela morte de um moto-taxista, em um crime ocorrido na madrugada do último sábado. Ainda na manhã de ontem, cerca de 150 moradores e trabalhadores de mototáxi protestaram em frente à Prefeitura e ameaçaram invadir o local.
A confusão começou após o assassinato de um moto-taxista, conhecido como “Neco”, em uma suposta tentativa de assalto. “Neco” foi morto com tiros de espingarda quando se preparava para entrar na garagem de casa. Segundo informações preliminares, ele teria desobedecido um toque de recolher instituído na cidade, a mando de traficantes, para não deixar que mototaxistas transitem pela madrugada.
As pessoas iniciaram uma caçada aos assassinos e houve novo tiroteio, com um elemento armado. Outro mototaxista foi baleado e transferido para Belém no início da tarde. De acordo com informações da Polícia Militar, foi enviado reforço de policiais de Barcarena, Abaetetuba e Belém para evitar novos conflitos.

Fonte: Jornal “O Diário do Pará”