segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Entrevista com o novo presidente da Cáritas brasileira

Por Luiz Fernandes

Com muitos trabalhos desenvolvidos no lado social, o bispo de Abaetetuba, Dom Flávio Giovenale, foi eleito no dia 11 de novembro o novo presidente da Cáritas brasileira. Sacerdote, católico da ordem dos salesianos, originário da cidade de Murello, Itália, Dom Flávio nasceu no dia 6 de maio de 1954 e chegou à Amazônia em 1974. Como Bispo exerceu o cargo de Secretário Executivo nos anos de 1999 a 2003 e foi Presidente de 2004 e 2007 do Regional Norte 2 da CNBB. Este ano, Dom Flávio foi eleito também a assumir, pela segunda vez, o cargo de Secretário Executivo da CNBB Norte 2.

SITE: O que essa nomeação representa para o senhor?

DOM FLÁVIO: Representa um compromisso maior com as cidades que possuem a Cáritas.

SITE: A que o senhor atribui esse resultado?

DOM FLÁVIO: Eu tive 63% dos votos e atribuo o resultado disso ao reconhecimento em nível nacional da Cáritas de Belém. Depois do crescimento da Cáritas daqui o nome do Pará começou a ser cogitado. Além disso, eu já possuía contato com os membros da instituição. Acredito que tenha sido escolhido, também, pela minha presença lá.

SITE: O senhor já era envolvido com atividades sociais na Diocese de Abaetetuba?

DOM FLÁVIO: Elas são muitas, mas eu destaco os atendimentos médicos para a população das ilhas e as escolas públicas que são administradas e construídas pela Diocese.

SITE: Como foi essa disputa?

DOM FLÁVIO: No total, 117 delegados participaram do processo de eleição. Eu recebi 74 votos e Dom Guilherme Werlang, da Diocese de Ipameri (GO), ficou com 43. Cada regional apresentou 2 candidatos. Aqui, indicaram o Dom Bernardo, da Diocese de Óbidos, e eu. No final, éramos três disputado em nível nacional, e, eu venci.

SITE: Há alguma exigência para ser um presidente da Cáritas?

DOM FLÁVIO: A exigência para ser um presidente é a de que o cargo seja ocupado por um bispo.

SITE: E como ficarão suas atividades na Diocese de Abaetetuba?

DOM FLÁVIO: Eu vou ter de conciliar as atividades da Diocese de Abaetetuba com os trabalhos na presidência, mas acredito que conseguiremos trabalhar bem, pois dividiremos o trabalho. Há, além de mim, uma vice-presidente e diversos outros companheiros. Eu continuarei morando em Abaetetuba e me deslocarei esporadicamente aos outros estados para resolver alguns assuntos.

SITE: E o seu cargo de secretário executivo da CNBB Norte 2?

DOM FLÁVIO: O novo cargo não me atrapalhará nesse cargo. Acredito que eu vou conseguir conciliar tudo.

SITE: Como e quando iniciou o seu interesse pela Cáritas?

DOM FLÁVIO: O meu interesse pela Cáritas começou logo quando eu fui nomeado bispo. Eu já trabalhei com a Pastoral Vocacional, mas sempre gostei do lado social.

SITE: Qual será o diferencial desse novo trabalho?

DOM FLÁVIO: O diferencial será, em relação aos outros, a dimensão nacional.

SITE: Qual será o seu foco como presidente?

DOM FLÁVIO: Meu foco e minhas metas na nova missão serão o cumprimento da diretriz estabelecida na última Assembleia Nacional, que ocorreu no período de 9 a 12 de novembro. Essa diretriz diz exatamente assim: ‘compromisso com a construção do desenvolvimento solidário sustentável e territorial, na perspectiva de um projeto popular de sociedade democrática’.

http://www.arquidiocesedebelem.org.br/interno/preview_abrir_noticia.php?noticiaid=420&linkid=68&categoriaid=3


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dom Flávio Giovenale - Eleito novo presidente da Cáritas Brasileira

Dom Flávio Giovenale, da Diocese de Abaetetuba, no estado do Pará, foi eleito com 63% dos votos para ocupar o cargo de presidente da entidade nos próximo quatro anos. No total, 117 delegados participaram deste processo. Dom Flávio recebeu 74 votos e dom Guilherme Antônio Werlang, da diocese de Ipameri (GO), ficou com 43.

O processo eleitoral foi realizado durante o IV Congresso e XVIII Assembleia Nacional da Cáritas Brasileira realizado em Passo Fundo (RS).

Anadete Gonçalves Reis foi reeleita para a vice-presidência da entidade com 99% dos votos.

Perfil

O Bispo de Abaetetuba é sacerdote católico da ordem dos salesianos, originário da cidade de Murello, Itália, nascido no dia 06 de maio de 1954.

Estudou Filosofia no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia em Lorena, São Paulo entre os anos de 1975 e 1976 e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, também em São Paulo, entre 1978 e 1981. Pós graduou-se na Universitá Pontificia Salesiana (Fac. Spiritualitá) em Roma (1984-1985).

Declarou seus votos religiosos em 8 de setembro de 1971 e sua ordenação Presbiteral ocorreu em 20 de dezembro de 1981 em Murello (Itália). Foi ordenado Bispo em 8 de dezembro de 1997 assumindo a Diocese de Abaetetuba.

Antes de ser nomeado Bispo, Dom Flávio Giovenale trabalhou na Pastoral Vocacional no Estado do Pará de 1982 a 1983, foi Reitor do Seminário Menor em Manaus (AM) entre os anos de 1986 a 1989, retornando novamente ao cargo de Reitor do Seminário Maior em Manaus durante um ano (1990-1991); foi Ecônomo da Província de 1992 a 1997 e Procurador Missionário para o Brasil nos anos de 1994 a 1997.

Como Bispo exerceu o cargo de Secretário Executivo nos anos de 1999 a 2003 e Presidente de 2004 e 2007 do Regional Norte 2 da CNBB. Este ano Dom Flávio foi eleito a assumir, pela segunda vez, o cargo de Secretário Executivo da CNBB Norte 2 .

Equipe de Comunicação Cáritas Brasileira

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quem Dera Ter Esses Exemplos....

Na igreja evangélica......

Bispos ameaçados

Por lutarem contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, religiosos do interior do Pará viraram alvo de quadrilhas que aliciam as meninas

(Francisco Alves Filho)

Nos últimos anos, as denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil têm se multiplicado. Como resposta, o poder público, as organizações não governamentais e os religiosos se uniram em campanhas contra as quadrilhas. Esse embate, no entanto, não é fácil e em pelo menos um recanto do País enfrentar o problema representa sério risco de vida: o interior do Pará. Ali, em pequenas cidades onde a pobreza torna mais fácil o trabalho dos aliciadores de menores e os matadores de aluguel cedem sua mão de obra por poucos reais, os principais porta-vozes da luta contra as quadrilhas são bispos católicos. Instalados há décadas na região, os religiosos sabem muito bem que quem atravessa no caminho dos criminosos vira alvo. No episódio mais recente, há quatro meses, o bispo de Marajó, dom José Luiz Ascona, 71 anos, foi avisado pela Polícia Federal que bandidos articulavam uma ação contra ele. Apesar disso, dispensa a segurança que os agentes lhe oferecem. “Que direito eu tenho de colocar em risco um pai de família?”, questiona o bispo. “Diante da morte, que pode chegar a qualquer momento, Deus me dá coragem.” Além de Ascona, também os bispos de Abaetetuba, dom Flávio Giovenale, e Altamira, dom Erwin Krautler, lutam contra a exploração sexual e sofrem ameaças por isso.

Como se não bastasse o crime, a faixa etária das crianças que sofrem abusos ou se prostituem tem baixado cada vez mais. Em um dos últimos episódios, descobriu-se uma menina de 8 anos que sofria violência sexual. Algumas vezes, as crianças e adolescentes trocam dinheiro por sexo com a aprovação das próprias famílias, que geralmente sofrem com a pobreza. “Há pais que sabem e outros que fingem não saber, pois se beneficiam da renda que as adolescentes levam para casa”, conta dom Flávio Giovenale, 57 anos, bispo de Abaetetuba, que fica a 60 quilômetros de Belém. Na cidade, formada por várias ilhas fluviais, o tráfego descontrolado de barcos favorece o tráfico de pessoas. Muitas jovens são levadas para o Amapá e depois cruzam a fronteira para o Suriname e para a Guiana, onde são submetidas à prostituição e ao trabalho escravo. Dom Giovenale não tem dúvida quanto à periculosidade das quadrilhas. “Aqueles que promovem a exploração sexual e o tráfico de pessoas são os mesmos que traficam drogas e armas”, diz. Apesar disso, segue o padrão de seu colega de Marajó e, mesmo denunciando constantemente a ação desses criminosos, não lança mão de segurança. “Não gostaria de morrer, mas não acho que seja o caso de andar cercado de agentes”, argumenta. A última ameaça clara contra ele aconteceu no ano passado.

Dos três, o bispo de Altamira é o único que recorre a policiais para manter longe os bandidos. Isso acontece porque dom Erwin Krautler, 72 anos, sempre fez questão de marcar sua posição em várias questões candentes. Ele denunciou conflitos agrários ao lado de Dorothy Stang, foi um dos primeiros a se posicionar contra a construção da usina de Belo Monte e fez, há alguns anos, a acusação de que crianças e adolescentes eram vítimas de exploração sexual por parte de políticos importantes da região. Isso lhe rendeu ameaças de todos os tipos que continuam até hoje e o obrigam a lançar mão de quatro policiais para garantir sua integridade. “Meus inimigos têm desejo de enriquecimento rápido e não duvido que não hesitariam em passar por cima do meu cadáver”, diz ele.

A luta dos bispos tem rendido frutos. Nos últimos anos, a ação da polícia se tornou mais frequente e vários setores da sociedade paraense estão se engajando no combate. Na última semana, os empresários do ramo hoteleiro do Estado criaram um código de conduta para evitar o chamado turismo sexual, prática que pode aumentar bastante durante a realização da Copa de 2014. Outra iniciativa importante vem do governo federal. A Secretaria de Direitos Humanos prepara um pacote de ações para prevenir a exploração sexual em áreas como Belo Monte, já que normalmente a migração intensa de operários em obras de grande porte resulta no aumento da prostituição. “Nossa atitude é totalmente preventiva, estamos planejando ações de fortalecimento dos conselhos tutelares e há uma operação já organizada para a região”, adiantou a ministra Maria do Rosário. A SDH é responsável pelo Disque 100, número que recebe reclamações de violações de direitos humanos e principalmente de exploração sexual. A ideia é boa, mas no Pará ainda não pegou. “É difícil fazer divulgação desse tipo de serviço aqui. Em muitos lugares do interior o telefone simplesmente não funciona”, explica dom Flávio Giovenale.

Como solução para o problema, os religiosos sugerem duas providências: prevenção e repressão. A primeira parte ficaria por conta das políticas de educação e criação de emprego e renda. A segunda, por conta da polícia. “De qualquer forma, notamos que as pessoas estão mais atentas ao problema. Antes muitos fingiam que não viam”, afirma dom Ascona. Para ele, esse é o primeiro estágio para a solução: “Sem conhecer a verdadeira dimensão do problema, não há como remediá-lo.”

http://www.istoe.com.br/reportagens/156702_BISPOS+AMEACADOS

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http://amadavi.blogspot.com/

"Perdoar é abrir mão da esperança de que o passado poderia ter sido diferente."

Por: Luciana em Seg Set 05, 2011

http://sola-scriptura.forumeiro.com/t634-quem-dera-ter-esses-exemplos

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Turismo e exploração sexual. Um problema social brasileiro. Entrevista especial com Dom Flávio Giovenale

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“A situação da miséria é tão intensa, que o fato de alguém da família se prostituir por um determinado período é uma situação considerada normal”, declara Dom Giovenale, bispo de Abaetetuba, que há anos denuncia crimes de turismo e exploração sexual na Amazônia. Segundo ele, a miséria é a principal causa que leva as pessoas a se prostituírem. “Aqueles que moram no interior dos estados da Amazônia não têm perspectiva de vida. As capitais dos estados concentram a força econômica, enquanto os municípios do interior vivem do funcionalismo público, das aposentadorias e do Bolsa Família”, relata em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

Além da prostituição local, D. Giovenale diz que cresce o índice de vítimas do turismo sexual organizado por agências da região. Segundo ele, os jovens são levados à Guiana Francesa e ao Suriname, onde vivem como escravos em garimpos e bordéis. “Depois de migrarem para esses países, é difícil retornar porque para isso é preciso dinheiro. (...) Poucas pessoas conseguem superar a condição de miséria dos garimpos, pois estes locais são extremamente controlados”.

D. Flávio Giovenale, SDB, é bispo de Abaetetuba, Pará. Ele é um dos bispos ameaçados de morte por denúnciar o tráfico humano. Ele sempre é acompanhado por agentes de segurança. Confira a entrevista:

Turismo e exploração sexual. Um problema social brasileiro. Entrevista especial com Dom Flávio Giovenale

IHU On-Line – Desde quando acontece turismo sexual no Brasil? Quais são as razões que favorecem essa prática?

Dom Flávio Giovenale – Há dezenas de anos. Mas, nos últimos 15 anos, o turismo sexual se intensificou nas regiões Norte e Nordeste. Antes, as vítimas eram mulheres, mas, agora tem se intensificado o turismo sexual infantil.

Na verdade, o turismo é um meio utilizado para praticar a prostituição. Os estrangeiros, especialmente americanos e europeus, que se envolvem nesse tipo de turismo querem satisfazer seus extintos com “pessoas exóticas”. Eles pensam que o Brasil é o país do sexo e do paraíso. Há alguns anos, a propangada federal brasileira contribuía para intensificar esse crime no país, pois apresentava o Brasil com imagens de mulheres e passava a ideia de que no país tinha “mulher fácil”. O nome Amazônia é algo mágico para os estrangeiros e eles gostam de dizer que fizeram sexo com uma pessoa da região.

Outra causa que facilita o ingresso de estrangeiros no país é a falta de controle policial. Portanto, passa-se a ideia de que no país é possível praticar um crime e ficar impune. Além disso, cresce, no mundo, uma propaganda em vista “do prazer custe o que custar” e algumas pessoas acabam priorizando o prazer.

IHU On-Line – Quais são os motivos que levam as pessoas a se prostituírem?

Dom Flávio Giovenale – Na Amazônia, a grande causa que leva as pessoas a se prostituírem é a miséria. Aqueles que moram no interior dos estados da Amazônia não têm perspectiva de vida. As capitais dos estados concentram a força econômica, enquanto os municípios do interior vivem do funcionalismo público, das aposentadorias e do Bolsa Família. Escutamos relatos que são inacreditáveis: pessoas trocam uma relação sexual por um cachorro-quente. É triste dizer isso, mas as pessoas se submetem a essa situação porque sentem fome.

Muitas meninas recebem propostas de morar na cidade para poder estudar e trabalhar em casas de família; mas, quando chegam ao local, se transformam em escravas sexuais. Elas são ingênuas e desconhecem a realidade. Por outro lado, alguns jovens pensam que a única perspectiva de vida é a prostituição. E, ao escolher entre ser prostituta do interior, passando fome, ou ser prostituta nos grandes centros, preferem migrar para as cidades com a esperança de não passar fome.

IHU On-Line – Na região também cresce o tráfico sexual entre a classe média?

Dom Flávio Giovenale – De vez em quando aparece alguma denúncia em relação à classe média. Porém, o tráfico sexual é muito forte em algumas regiões como a Ilha de Marajó – nesses locais há uma união entre miséria e organizações criminosas. Não sei dizer se aumentou o tráfico sexual ou se aumentaram as notícias e o interesse em investigar esses casos de prostituição.

IHU On-Line – Qual é o destino das vítimas do tráfico sexual? Existem rotas internacionais que favorecem a intensificação desse crime?

Dom Flávio Giovenale – Na região oriental da Amazônia, onde ficam os estados do Pará e Amapá, tem um destino que liga a Goiás, e de Goiás as pessoas são levadas para a Europa. A outra rota é por meio da Guiana Francesa e Suriname. Nesses dois países existem comunidades brasileiras clandestinas, que trabalham em garimpos. As vítimas do tráfico sexual são levadas a esses locais e trabalham em bordéis, garimpos, nas periferias das cidades e nas capitais.

IHU On-Line – Essas pessoas costumam retornar para o Brasil?

Dom Flávio Giovenale – Pouquíssimas. Voltam aquelas que são resgatadas pela polícia, mas, geralmente chegam ao país com pouca perspectiva de vida. Depois de migrarem para esses países, é difícil retornar porque para isso é preciso dinheiro. Algumas pessoas deixam de ser exploradas e passam a ser aliciadores, tornando-se subchefes do tráfico. Poucas pessoas conseguem superar a condição de miséria dos garimpos, pois estes locais são extremamente controlados. Nos bordéis, normalmente as mulheres são tratadas como escravas e são vigiadas.

IHU On-Line – O turismo sexual se configura como um problema social no Brasil? Em sua opinião, a sociedade e o Estado estão dando a devida atenção a esse problema?

Dom Flávio Giovenale – Nos últimos anos, aumentou a consciência de que o turismo sexual é um crime, tanto que a propaganda do Brasil no exterior foi alterada no sentido de mostrar as belezas naturais, sem apelo sexual. Também existe no país um desejo de mudança e um sentimento de revolta, porque os brasileiros não querem ser vistos como um “povo fácil”. Além disso, há um empenho positivo do governo contra o turismo sexual por meio de campanhas. Por isso lhe digo que não sei dizer se há um aumento do tráfico sexual ou se agora as autoridades estão descobrindo o que acontece. Em minha avaliação, a descoberta de casos de turismo e de exploração sexual demonstra que a luta contra os crimes está sendo eficaz.

IHU On-Line – Como a população reage diante do turismo sexual e da exploração sexual na região da Amazônia e do Pará? As pessoas costumam denunciar esses casos?

Dom Flávio Giovenale – A grande maioria da população reage com indignação. Mas a situação da miséria é tão intensa, que o fato de alguém da família se prostituir por um determinado período é uma situação considerada normal. É triste dizer isso, mas em algumas famílias todas as mulheres já se prostituíram. Geralmente, a história começa com a mãe; depois continua com a irmã mais velha, que ao completar 18 anos deixa de se prostituir porque chegou a vez da irmã mais nova, de 12 anos. Essas são situações localizadas, onde a venda do sexo para pessoas da região ou para turistas se torna uma atividade normal.

IHU On-Line – A construção de megaobras no Pará e na região tem favorecido a violência sexual?

Dom Flávio Giovenale – Todas as grandes construções implicam um deslocamento muito grande de pessoas. As fazendas da região também estão recebendo um aglomerado de homens, porque um projeto de biodiesel, coordenado pela Petrobras em 38 municípios do Pará, gera uma movimentação de milhares de pessoas na região, que migram para trabalhar nas plantações de dendê.

Nos dias de pagamento, as vilas dos agricultores enchem de prostitutas, que se prostituem de sexta a domingo. Muitos dos trabalhadores dessas grandes obras veem na prostituição uma diversão para final de semana. Essa á uma realidade que se repete em todos os grandes empreendimentos. Recentemente, li uma notícia de que o governo brasileiro está preocupado com os futuros eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas no sentido de evitar a prostituição.

IHU On-Line – Como vê a legislação e a fiscalização da exploração sexual e do turismo sexual no país?

Dom Flávio Giovenale – O Brasil está firmando vários acordos internacionais com países como Inglaterra, França, Itália para prevenir o tráfico sexual. Então, por exemplo, se um italiano abusar sexualmente de uma menina brasileira, o crime será julgado na Itália como se tivesse sido feito com uma menina italiana.

Há alguns anos, dois aviões fretados com turistas que tinham conotação sexual chegaram a um aeroporto brasileiro e, imediatamente, a polícia os mandou de volta para o país de origem. Penso que o Brasil não está fechando os olhos para o problema. Essa violência tem que ser tratada como um crime contra a humanidade.

IHU On-Line – Recentemente, jornais americanos repercutiram o envolvimento de empresas americanas com turismo sexual no Brasil. O senhor sabe dizer que empresas são essas?

Dom Flávio Giovenale – Li que a Polícia Federal está investigando uma agência americana de turismo, que tem base em Manaus. Essa empresa organizava um pacote turístico que incluía turismo sexual. Não vejo essa notícia como algo estranho porque o turismo sexual não se organiza sozinho; tem o apoio de agências. Alegro-me quando esses casos são descobertos e espero que os aliciadores sejam punidos.

IHU On-Line – O senhor continua sendo ameaçado de morte em função das denúncias que fez sobre o turismo sexual na Amazônia?

Dom Flávio Giovenale – Há dois anos e meio não recebo mais ameaças. Depois da divulgação de que eu estava sendo ameaçado, parei de receber mensagens. Recebo bastante apoio do povo e das autoridades que moram na região. Sinto-me bem trabalhando na comunidade e espero continuar meu trabalho com serenidade.

Créditos: http://lucimarbueno.blogspot.com/

Blog da Lucia

Lucimar Moreira Bueno - E-mail: Barbimuzenza@yahoo.com.br

MISS ABAETETUBA!

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A linda jovem é Pahola Moraes, representante de Abaetetuba no MISS PARÁ UNIVERSO!

Candidatas revelaram muitas habilidades na noite de ontem

Na prova de ontem, a miss Abaetetuba, Pahola Moraes, recitou um poema, e a miss Ananindeua, Dayana Alves, dançou como madrinha da bateria. A miss Barcarena, Ziana Farias, fez dança contemporânea, e a miss Benevides, Aline Reis, desfilou como Rainha das Rainhas. A miss Bragança, Eliane de Oliveira, foi miss caipira, e a miss Capanema, Jéssica Silva, dançou carimbó. A miss Castanhal, Fabiana Cerbino, mostrou a dança country, e a miss Lizandra Corrêa, de Icoaraci, cantou a canção "Quando a chuva parar". Já a miss Itupiranga, Kettlen Marques, dançou tecnobrega. A miss Marabá, Priscila Diniz, tocou um berrante, e a miss Marapanim, Jady Costa, dançou carimbó. A miss Marituba, Grazielle Leão, também dançou carimbó. Andreia Girard, miss Ourém, apresentou-se como Rainha das Rainhas, e a miss Parauapebas, Priscila Winnie, fez um desenho no palco. A miss Salinas, Rayane Miranda, cantou a canção "Sonda-me". A miss São Miguel do Guamá, Thays Sousa, apresentou um número humorístico interpretando a pesonagem Mary Help, uma empregada doméstica desbocada. Com formação em teatro, Thays foi muito aplaudida. A miss Soure, Loiane Rodrigues, dançou o carimbó, encerrando a programação.

"Eu estou na expectativa para amanhã (hoje), mas Deus vai fazer a parte dele, e cada uma de nós vai dar o melhor de si, e a melhor será a vencedora", afirmou a miss Marabá, Priscila Diniz, sobre a grande final do Miss Mundo Pará e Miss Mundo Ilha do Marajó. "Foi uma prova muito descontraída e que revelou talentos, como a da miss São Miguel do Guamá, que tem muito talento para teatro", afirmou o ator Cláudio Barros.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Espaço do Leitor

O Repórter do Planalto escreve ao Folha:


Edu e demais Leitores do Folha de Abaetetuba, a Paz em Cristo,

Nestes tempos difíceis que vivemos, cresce a sede de milagres: Gostaríamos que Deus viesse resolver, de forma imediata, fácil e indolor os nossos problemas e os problemas daqueles que nos cercam. Esquecemo-nos facilmente que Jesus continua a fazer milagres, mas faz através de nós. Jesus continua a multiplicar os pães e a saciar a fome, mas faz através da nossa partilha e atenção aos outros. O milagre da multiplicação dos pães é o milagre que acontece sempre que, como Jesus, nos enchemos de compaixão e nos dispomos a partilhar, a ajudar, em vez de nos limitarmos a despedir os que, a nosso lado, sofrem com seco arranja-te.
Edu, quando entrei no site da Folha de Abaetetuba, foi por amor, a nossa querida cidade. Poderia ficar quieto, viver a minha vida em paz como está acontecendo, sem problemas financeiros, sou um homem feliz ao lado dos meus filhos, todos bem sucedidos nas suas vidas como marido e mulher e, sobretudo, na vida profissional. Casei novamente, depois de 11 anos de solidão e clausura e me sinto muito a vontade com a mulher que se comprometeu a viver o resto de sua vida ao meu lado. Tenho tudo: amigos, solidariedade, quando dela preciso, sou um homem profundamente religioso, não faltando os compromissos dominicais assistindo as missas e recebendo o corpo de Deus. Fico feliz quando recebo alguém de Abaetetuba. Faço com o mesmo comportamento de Jesus, que soube acolher os seus discípulos. Sempre tenho um filho da terra hospedado na minha casa em busca de ajuda para a saúde ou até mesmo para assuntos particulares. Faço Edu, com amor, determinação e coragem. As vezes fico triste quando recebo uma crítica maldosa e sem fundamento, como aconteceu neste blog. A pessoa que fez a ironia deve ser um fraco ou um frustrado, que não conseguiu o que eu consegui nos meus 71 anos de idade, dos quais 55 dedicados à paz e amor as pessoas. Um jornal, uma noticia de Abaetetuba, me trás alegria. Um fato de mortes, violência, prostituição ou tráfico de drogas me deixa triste e abalado, pois Abaetetuba sempre foi uma cidade pacata e hoje vive a síndrome do medo e do terror. Todos os dias farei a leitura deste blog, inclusive no mural para saber como estão as coisas na nossa abençoada cidade, que tem as benção da Virgem da Conceição, nossa Padroeira.

Com um abraço do Luiz Solano, O Repórter do Planalto.


sábado, 25 de junho de 2011

Estudante abaetetubense participará da maior feira de ciências do mundo

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No próximo mês de maio, o paraense Rafael Carmo da Costa, aluno da Escola Estadual Professora Benvinda de Araújo Pontes, localizada no município de Abaetetuba, nordeste do Pará, vai mudar sua rotina graças ao interesse pela pesquisa científica. Ele seguirá para Los Angeles, na Califórnia (EUA), onde participará da maior feira de ciências do planeta, a Intel Isef (International Science and Engineering Fair), que chega a sua 62ª edição.

A participação de Rafael Carmo da Costa no evento internacional foi garantida com a apresentação do trabalho "Pesquisando a Ação Larvicida do Melão de São Caetano", que conquistou o primeiro lugar na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), na categoria de Ciências da Saúde.

De 8 a 13 de maio, ele integrará a delegação da Febrace, que será formada por 15 estudantes e nove professores igualmente premiados, representando os Estados do Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Pará (Fapespa), por meio do Programa de Iniciação Científica Pibic Jr., o projeto "Pesquisando a Ação Larvicida do Melão de São Caetano" ficou ainda em segundo lugar, na categoria Inovação.

O projeto tem orientação da professora Maria Gorete da Paz, do Clube de Ciências de Abaetetuba, um dos municípios polos do Pibic Jr. no Pará, onde atualmente há 150 bolsistas do projeto, todos alunos de escolas públicas, desenvolvendo trabalhos de iniciação científica sob orientação dos professores vinculados ao Clube de Ciências de Abaetetuba.

Rafael é membro do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica e do Clube de Ciências de Abaetetuba, instituições que também respondem pelo projeto.

Combate à dengue - O melão de São Caetano prolifera com rapidez em ruas e quintais de Abaetetuba, como erva daninha. Antes da pesquisa de Rafael, só era utilizado na produção de chás. O pesquisador observou que a planta poderia ser um larvicida contra o mosquito transmissor da dengue, já que é eficaz contra piolhos.

Ele resolveu testar nas larvas do Aedes aegypti. A pesquisa confirmou as diversas propriedades terapêuticas atribuídas à planta. Rafael iniciou a avaliação também das sementes e usou o extrato líquido e seco da folha fresca, o pó da folha desidratada, a semente e o bagaço resultante da extração do sumo da casca e das flores.

"Confirmamos a ação larvicida da planta, além de sua eficiência quando utilizada na forma de pastilhas, produzidas a partir das folhas frescas, em aparelhos elétricos. No entanto, a continuação da pesquisa é necessária para que se possa isolar e identificar as substâncias bioativas", explicou Rafael.

Febrace - A 9ª Febrace aconteceu de 22 a 24 de março, e recebeu mais de 300 projetos finalistas de todo o Brasil, selecionados entre os 1.480 inscritos. Os finalistas, entre os quais seis paraenses, foram contemplados após avaliação de profissionais de mercado e pesquisadores mestres e doutores da Universidade de São Paulo (USP) e universidades parceiras, totalizando 280 avaliadores voluntários.

Os seis projetos de Abaetetuba, os únicos representantes do Pará no evento, foram inscritos pelos professores Gilberto Luís Sousa da Silva, Maria Gorete Paz, Clelivaldo Santos da Silva, Benedita Antonia, Rodrigues Vieira e Fátima Vasconcelos.

Além do projeto de Rafael Costa, se destacou na Febrace o projeto "Matapi Ecológico - Uma Solução para a Captura e Comercialização do Camarão no rio Tauerá de Beja, no Município de Abaetetuba-PA", da aluna Regiane Araújo da Silva, com orientação do professor Gilberto Luís.

Mostra - O projeto ganhou o primeiro lugar na categoria de Ciências Agrárias e participará da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que acontecerá em outubro, no Rio Grande do Sul, e o segundo lugar em Relevância Social.

"Tivemos apoio de alguns empresários, das Secretarias de Educação Municipal de Abaetetuba e Igarapé-Miri, Seduc (Secretaria de Estado de Educação) e Fapespa, a qual faz um trabalho fundamental na vida de alunos e professores, pois com o programa Pibic-Jr muitos contemplados têm suas vidas mudadas, de uma forma positiva", afirmou o professor Gilberto Luís.

Segundo ele, a iniciação científica é uma das ferramentas mais importantes para o aumento da qualidade de vida e o desenvolvimento social do país. "Quem ganha também com isso é a família, que se orgulha de ver o filho progredindo. Oportunidades como essas têm que ser dadas a mais jovem e professores. Com isso podemos mudar o rumo da sociedade, buscando o engajamento de jovens nos estudos e na pesquisa", concluiu.

Também foram premiados na Febrace os projetos "Forno Solar: uma proposta para desinfecção de águas ribeirinhas" e "Abaetetuba, a outrora Terra da Cachaça".

Ascom/Fapespa
http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=75346


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Educação diferenciada para a juventude de Abaetetuba

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(Foto: aula da turma de pedagogia das águas em uma das ilhas de Abaetetuba)

Educação diferenciada para a juventude do e no campo

Logo mais às 15h35 estreia na tela do Canal Futura o episódio sobre educação, do Diz Ai, que nesta terceira edição destaca a juventude rural.
Na TV duas experiências que tem mudado a vida de comunidades no Norte e Centro Oeste do país.

De Abaetetuba, uma cidade/ilha que fica próxima a capital paraense Belém, vem a experiência do Curso de Pedagogia da Águas, da Universidade Federal do Pará.

O objetivo geral da formação é a Licenciatura Plena de Pedagogia que visa proporcionar uma educação que valoriza o significado de ser Ribeirinho (camponês) e prepare os jovens e adultos como futuros educadores populares de nível superior nas áreas de assentamentos nas ilhas a fim de serem agentes do desenvolvimento sócio-economicamente sustentável da área de campo.

A formatura da primeira turma de Pedagogia das Águas, será no dia 15 abril, um dia após a história do curso ter ser mostrada a todo Brasil pelo Canal Futura. O episódio também será exibido durante a solenidade de formatura, na cidade de Abaetetuba, com a participação do Canal Futura.

Já em Goiás Velho, o Diz Ai mostra a Escola Família Agrícola, que tem ajudado na formação de jovens, filhos e filhas de agricultares familiares da região, introduzindo técnicas agroecológicas na produção e garantindo a diversificação da produção e aumento da renda. O destaque é sistema de alternância, que também é utilizado pelas Casas Familiares Rurais (CFR) em todo país.

Fique de olho e assista ao programa Diz Ai toda quinta, às 15h35, com reprises aos sábados, 15h50 e domingos, às 8h20.

Fonte: http://dizaijuventude.blogspot.com/2011/04/educacao-diferenciada-para-juventude-do.html

terça-feira, 26 de abril de 2011

Alunos de Abaetetuba premiados chegam a Belém

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Chegaram a Belém no início da tarde desta sexta-feira (18), os dois alunos da escola São Francisco Xavier, conveniada com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e localizada no município de Abaetetuba (Região de Integração Tocantins), que receberam em Brasília o 3º Prêmio Ciência do Ensino Médio, promovido pelo Ministério da Educação.


A escola foi a única do Pará a ser contemplada com o Prêmio, no valor de R$ 40 mil, na categoria Região Norte, pela realização do Projeto Biogás, desenvolvido pelos alunos José Ribeiro Filho e Malaliel Costa, sob a coordenação do professor Gilberto Luís Silva.


Além dos autores e do coordenador do projeto, o município foi representado na premiação pelo prefeito Luiz Lopes, pelo secretário Municipal de Educação, Adelino Ferranti, pela diretora da escola, Miguelina Bittencourt, e pelas professoras Barbára Cardoso, Maria de Fátima Vasconcelos e Ana Célia Araújo.


Ineditismo - O projeto do Biogás consiste na decomposição de material orgânico (fezes de animais e de humanos) para a produção de gás metano, a ser usado como fonte de energia. A idéia é recolher os resíduos, que seriam despejados nos rios da cidade, e com o uso de um biodigestor obter gás metano, para ser engarrafado e convertido em gás de cozinha.


O ineditismo e a sustentabilidade do projeto são as principais características que o credenciaram a vencer diversas seleções para participar de feiras e mostras no Brasil e no exterior. “Além de pensar numa saída para evitar a poluição dos rios, o produto final, o gás de cozinha, visa eliminar o uso do carvão à lenha, e a matéria orgânica ainda se torna adubo”, destacou o professor Luís Silva.


O projeto já foi exposto na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia 4 e 5, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; na Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), da Fundação Liberato da Cunha, em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, e na Feira de Ciência de Educação Básica (Fenaceb), em Belo Horizonte, Minas Gerais. A participação na Mostratec levou o projeto a ser exibido na Milsete, uma feira científica e tecnológica realizada na cidade de Durban, na África do Sul.


Texto: Ascom/Seduc

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aluno de Abaetetuba irá para feira de ciências nos EUA

' No próximo mês, o paraense Rafael Carmo da Costa, 17 anos, aluno da Escola Estadual Professora Benvinda de Araújo Pontes, localizada no município de Abaetetuba, nordeste do Pará, vai mudar sua rotina graças ao interesse pela pesquisa científica. Ele seguirá para Los Angeles, na Califórnia (EUA), onde participará da maior feira de ciências do planeta, a Intel Isef (International Science and Engineering Fair), que chega à 62ª edição.


A participação do primeiro estudante paraense no evento internacional foi garantida com a apresentação do trabalho 'Pesquisando a Ação Larvicida do Melão de São Caetano (Mormodica charantia)', que conquistou o primeiro lugar na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), na categoria de Ciências da Saúde, e o segundo lugar, na categoria Inovação.


No período de 8 a 13 de maio, ele integrará a delegação da Febrace, que será formada por 15 estudantes e nove professores igualmente premiados, representando os Estados do Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Pará (Fapespa), por meio do Programa de Iniciação Científica Pibic Jr., o projeto tem orientação da professora Maria Gorete da Paz, do Clube de Ciências de Abaetetuba, um dos municípios polos do Pibic Jr. no Pará, onde atualmente há 150 bolsistas do projeto, todos alunos de escolas públicas, desenvolvendo trabalhos de iniciação científica sob orientação dos professores vinculados ao Clube de Ciências de Abaetetuba.


O pesquisador observou que o melão de São Caetano poderia ser um larvicida contra o mosquito transmissor da dengue, já que é eficaz contra piolhos, e resolveu testar nas larvas do Aedes aegypti. A pesquisa confirmou as diversas propriedades terapêuticas atribuídas à planta. 'Nós conseguimos fabricar a partir de uma planta um método natural para combater a larva do mosquito da dengue, não só para o Pará, mas para o Brasil inteiro', afirma Rafael.



terça-feira, 12 de abril de 2011

Estudante Abaetetubense participará da maior feira de ciências do mundo

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No próximo mês de maio, o paraense Rafael Carmo da Costa, aluno da Escola Estadual Professora Benvinda de Araújo Pontes, localizada no município de Abaetetuba, nordeste do Pará, vai mudar sua rotina graças ao interesse pela pesquisa científica. Ele seguirá para Los Angeles, na Califórnia (EUA), onde participará da maior feira de ciências do planeta, a Intel Isef (International Science and Engineering Fair), que chega a sua 62ª edição.

A participação de Rafael Carmo da Costa no evento internacional foi garantida com a apresentação do trabalho "Pesquisando a Ação Larvicida do Melão de São Caetano", que conquistou o primeiro lugar na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), na categoria de Ciências da Saúde.De 8 a 13 de maio, ele integrará a delegação da Febrace, que será formada por 15 estudantes e nove professores igualmente premiados, representando os Estados do Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.


Apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Pará (Fapespa), por meio do Programa de Iniciação Científica Pibic Jr., o projeto "Pesquisando a Ação Larvicida do Melão de São Caetano" ficou ainda em segundo lugar, na categoria Inovação.


O projeto tem orientação da professora Maria Gorete da Paz, do Clube de Ciências de Abaetetuba, um dos municípios polos do Pibic Jr. no Pará, onde atualmente há 150 bolsistas do projeto, todos alunos de escolas públicas, desenvolvendo trabalhos de iniciação científica sob orientação dos professores vinculados ao Clube de Ciências de Abaetetuba.


Rafael é membro do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica e do Clube de Ciências de Abaetetuba, instituições que também respondem pelo projeto.Combate à dengue - O melão de São Caetano prolifera com rapidez em ruas e quintais de Abaetetuba, como erva daninha. Antes da pesquisa de Rafael, só era utilizado na produção de chás. O pesquisador observou que a planta poderia ser um larvicida contra o mosquito transmissor da dengue, já que é eficaz contra piolhos.


Ele resolveu testar nas larvas do em. A pesquisa confirmou as diversas propriedades terapêuticas atribuídas à planta. Rafael iniciou a avaliação também das sementes e usou o extrato líquido e seco da folha fresca, o pó da folha desidratada, a semente e o bagaço resultante da extração do sumo da casca e das flores."Confirmamos a ação larvicida da planta, além de sua eficiência quando utilizada na forma de pastilhas, produzidas a partir das folhas frescas, em aparelhos elétricos. No entanto, a continuação da pesquisa é necessária para que se possa isolar e identificar as substâncias bioativas", explicou Rafael.


Febrace A 9ª Febrace aconteceu de 22 a 24 de março, e recebeu mais de 300 projetos finalistas de todo o Brasil, selecionados entre os 1.480 inscritos. Os finalistas, entre os quais seis paraenses, foram contemplados após avaliação de profissionais de mercado e pesquisadores mestres e doutores da Universidade de São Paulo (USP) e universidades parceiras, totalizando 280 avaliadores voluntários.Os seis projetos de Abaetetuba, os únicos representantes do Pará no evento, foram inscritos pelos professores Gilberto Luís Sousa da Silva, Maria Gorete Paz, Clelivaldo Santos da Silva, Benedita Antonia, Rodrigues Vieira e Fátima Vasconcelos.


Além do projeto de Rafael Costa, se destacou na Febrace o projeto "Matapi Ecológico - Uma Solução para a Captura e Comercialização do Camarão no rio Tauerá de Beja, no Município de Abaetetuba-PA", da aluna Regiane Araújo da Silva, com orientação do professor Gilberto Luís.Mostra - O projeto ganhou o primeiro lugar na categoria de Ciências Agrárias e participará da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que acontecerá em outubro, no Rio Grande do Sul, e o segundo lugar em Relevância Social.


"Tivemos apoio de alguns empresários, das Secretarias de Educação Municipal de Abaetetuba e Igarapé- Miri, Seduc (Secretaria de Estado de Educação) e Fapespa, a qual faz um trabalho fundamental na vida de alunos e professores, pois com o programa Pibic-Jr muitos contemplados têm suas vidas mudadas, de uma forma positiva", afirmou o professor Gilberto Luís.


Segundo ele, a iniciação científica é uma das ferramentas mais importantes para o aumento da qualidade de vida e o desenvolvimento social do país. "Quem ganha também com isso é a família, que se orgulha de ver o filho progredindo. Oportunidades como essas têm que ser dadas a mais jovem e professores. Com isso podemos mudar o rumo da sociedade, buscando o engajamento de jovens nos estudos e na pesquisa", concluiu.Também foram premiados na Febrace os projetos "Forno Solar: uma proposta para desinfecção de águas ribeirinhas" e "Abaetetuba, a outrora Terra da Cachaça".

A participação de Rafael Carmo da Costa no evento internacional foi garantida com a apresentação do trabalho "Pesquisando a Ação Larvicida do Melão de São Caetano", que conquistou o primeiro lugar na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), na categoria de Ciências da Saúde.


Na foto, estudantes paraenses que participaram da 9a edição da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace).



domingo, 3 de abril de 2011

COFRUTA



Quem chega a Abaetetuba, município a 56km de Belém (PA), logo vê, no porto da cidade, uma movimentação intensa de barcos, homens, algumas mulheres e paneiros lotados de açaí. Pela manhã, as voadeiras (pequenos barcos rápidos) e as embarcações maiores descarregam os frutos que serão consumidos pelas casas de comércio locais. À tarde, é a vez das empresas maiores chegarem com seus caminhões para retirar o açaí que é beneficiado e vai, normalmente em forma de polpa, para o restante do país e mesmo para o exterior.

História

Tem sido assim desde meados da década de 1990, quando a produção de cana-de-açúcar entrou em colapso e o fruto do açaizal começou a ganhar mais destaque do que a exploração do palmito. A mudança econômica foi positiva, já que as queimadas para a plantação de cana não eram mais necessárias e nem mesmo a derrubada dos açaizeiros nativos. Com a colheita do açaí, a mata pode ser preservada.

No final dos anos 90, o mercado de açaí tomou proporções muito maiores, transformando-se na principal fonte de renda para a maior parte da população. Nesse momento, alguns agricultores que já se organizavam por meio de uma associação, sem caráter comercial, sentiram a necessidade de formar uma cooperativa que pudesse garantir preço justo para seus produtos. Era também uma maneira de evitar a dependência de atravessadores, comerciantes informais que compravam o açaí das comunidades fornecedoras por um preço muito baixo para revendê-lo, sem ter qualquer comprometimento com os agricultores.

Em 2002, nascia a Cofruta (Cooperativa de Fruticultores de Abaetetuba), que possui, hoje, 140 cooperados, sendo 98 homens e 42 mulheres.


Clique para assistir a reportagem: http://vimeo.com/20714199




SuperMulher! - As muitas faces de Dira Paes


Beleza não falta para Dira Paes aos 41 anos. Seja no papel da recatada Marta Moura, de Ti-Ti-Ti, ou interpretando a extravagante e exagerada Norminha, de Caminho das Índias, a atriz, paraense de Abaetetuba, encanta pelos fortes traços – que emanam, quase sempre, uma meiguice sem tamanho – e o sorriso largo em seu rosto. Longe das telas, o que se vê é ainda mais bonito. Dira é elegante, gosta de falar com suavidade sobre assuntos importantes e, principalmente, de contar as últimas peripécias de Inácio, seu filho de 3 anos com o cineasta Pablo Baião, 33. E mantém ideias firmes quando o assunto é meio ambiente e exploração do ser humano. “Como cidadã, não posso me omitir. Ao longo dos anos o Pará vem sofrendo com a exploração de suas riquezas naturais e o que tem me preocupado éa degradação humana no interior, onde existe tráfico de pessoas, de crianças”, afirma ela, que sempre volta a seu estado natal para militar na ONG Movimentos Humanos Direitos. Sem esquecer a ternura que a fez ser a atriz Dira Paes.A luta pela preservação da natureza e dos povos que vivem pela e da floresta não são apenas palavras ao vento. Falo a partir de pesquisas prontas da Comissão Pastoral da Terra, que vai a esses lugares denunciar o que acontece. E os próprios envolvidos nessa luta são ameaçados de morte, afirma ela, que diz contar com a ajuda de diversos amigos do meio artístico. Nossa intenção é lançar luz para causas urgentes da sociedade brasileira. Não somos donos da verdade, mas queremos ajudar de alguma forma.Ao abrir mão da Engenharia Civil para seguir a carreira de atriz, Dira não deixou de lado o sonho de projetar sua casa ideal. Sustentável, logicamente! O recanto da família fica na Ilha da Gigoia, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, onde se chega ou sai apenas a bordo de uma chalana. A casa inteligente foi criada pela atriz há cerca de dez anos. Tentei usar em todas as aberturas, portas e janelas, madeira de demolição. Temos captação da água de chuva para a horta, o lixo é reciclado e faço aproveitamento da energia solar. É uma tentativa de utilizar ao máximo o que já existe, explica. Mas, mesmo assim, se fosse começar tudo de novo, seria diferente e ainda mais sustentável. Hoje eu usaria materiais recicláveis para fazer paredes, tijolos e cimento. É um absurdo a gente usar água limpa para dar descarga e que não haja uma legislação brasileira sobre o assunto, afirma Dira.


Uma mãe apaixonada


Com a mesma paixão – ou ainda mais – com que entra em cena e defende a natureza, a atriz vive seu papel com a família. Ela mesmo se define como Dira Mães, em uma brincadeira com seu sobrenome, e revela o desejo de dar a Inácio um irmãozinho. Tenho muitos irmãos e acho que ele gostaria de ter. Vou ver o que acontece, pois não tenho mais muito tempo, afirma a atriz referindo-se à idade. E é na leveza da vida que leva, que Dira espera a resposta da mãe natureza para isso. Certas coisas não são planejadas. Quanta gente que não queria engravidar e engravida e viceversa? Estou deixando acontecer, a vida decide por mim.”


Estilo Dira Paes


Longe de fazer a linha panfletária, Dira gosta sempre de frisar que leva uma vida normal, sem o glamour que muitas estrelas da TV aparentam viver. Adora cuidar da casa, preparar alguns pratos especiais na cozinha e brincar com o filho. Mas a vaidade não fica de lado. Os vestidos e as calças de tecidos ocupam maior parte do seu armário, que também conta com algumas poucas peças de jeans. Tecido sintético é proibido. Usei muito quando interpretava a Solineusa, em A Diarista, enjoei, ressalta. Com personalidade, a atriz diz não seguir os padrões ditados pelo mundo fashion. Eu tenho a minha moda, ela independe da nova coleção inverno ou verão. Tenho sempre o detalhezinho que dá o meu toque ao visual”, diz sorrindo.

Hora de posar nua?


Durante os dois anos que amamentou o filho, Dira não se preocupou com dietas e malhação. Quando começou a interpretar a fogosa Norminha, diz que ainda estava com quilinhos extras. Naquela época eu estava numa ótima forma de chester (risos)! Pensou naquele bumbum daqueletamanho? Combinou com o papel, mas para mim não, conta a atriz, que até os 13 anos praticou atletismo e credita à genética a estrutura muscular. “Pareço ter 52 quilos, mas peso 57.Sobre os convites que recebeu para posar nua, Dira acha que não é o momento. É preciso que você tenha disponibilidade, autoconfiança. O cachê é maravilhoso e você eterniza a sua beleza, só que se eu posasse nua na época da Norminha seria óbvio demais. Quando a novela terminou eu queria me livrar daquele corpo de mulher fatal, não queria dar continuidade àquilo.Hoje, em plena forma, a atriz não descarta um novo convite. Se um dia posar, vou fazer da melhor forma possível, mas todas as minhas decisões eu penso primeiro na minha família. Pablo confia em mim, deixa muito na minha mão, não tem ciúme. Ele admira o meu trabalho.


Mulher Batalhadora


Após sete anos de trabalho intenso – duas novelas, a série A Diarista, a peça Caderno de Memórias, e inúmeros filmes –, intercalado com a gravidez, Dira nem pensa em parar. Foi um período produtivo. Ficava no máximo três dias longe de Inácio, que é o que consigo. Mas se pensar queterei um filme para o resto de minha vida, compensa.Neste ano estão previstas as estreias dos longas Amazônia Caruana, Estamos Juntos, À Beira do Caminho e Sudoeste. Em junho, a atriz volta ao set para filmar Vende-se ou Aluga-se. Isso, sem deixar de lado os papéis de mãe apaixonada e brasileira batalhadora. Se a mãe não tiver cuidado, fica com sentimento de culpa. Eu assumo a culpa e não acho mais complicado do que se fosse uma operária brasileira. A mulher contemporânea divide tudo com o marido, inclusivea criação. Deixo Inácio com meu marido e fico tranquila.

Fonte: http://www.vipsemfoco.com.br/noticias_det.asp?cod=1159

quarta-feira, 16 de março de 2011

Representante de Abaetetuba no Miss Pará

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A bela jovem em destaque é Juliana Barros (19 anos). Representante de nosso município de Abaetetuba no Miss Pará 2011. O Miss Pará 2011 será na próxima quinta-feira (17), a partir das 21h, na sede campestre da Assembléia Paraense. Com transmissão ao vivo pela RBA (canal 13).Vamos torcer!

Clique aqui e saiba mais sobre o concurso!
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Nossa Cidade de Abaetetuba terá duas lindas representantes no Concurso "Rainha das Rainhas"

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Falando de coisas boas, Abaetetuba estará representada como nunca esteve no Concurso "Rainha das Rainhas" do Carnaval 2011. Pelo Cassazum, desfilará Natália Dias Rodrigues. E pela Asalp desfilará Érika Negrão Andrade. São as garotas mais lindas do concurso. Confiram:
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Cassazum apresenta sua candidata ao Rainha das Rainhas
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Mais uma noite de charme e beleza contagiou os paraenses convidados à conhecer a candidata do Cassazum (Centro Social dos Sub-oficiais e Sargentos do Primeiro Comando Aéreo) ao Rainha das Rainhas 2011. A capricorniana Natália Dias Rodrigues, de apenas 16 anos, foi a escolhida para representar o Clube no próximo dia 25 de fevereiro, quando será coroada a nova Rainha do Carnaval paraense.

Com um longo vestido vermelho, Natália desfilou e exibiu charme, beleza, sensualidade e elegância. Com 1,63 metros e 55 quilos, a abaetetubense aposta em seu preparo físico, sua desenvoltura e, principalmente em seu carisma, para vencer o concurso.

E seu sucesso na internet ela atribui tanto a conquista do título de terceira princesa do Festival do Abacaxi, realizado em Barcarena, quanto a ajuda de sua equipe de produtores, coreógrafos e estilistas. ‘Somo uma verdadeira família, estão sempre do meu lado e me ajudam em tudo! Tenho certeza que terei uma das maiores torcidas no dia do concurso’, disse.

Mas o que mais chama atenção em Natália é sua força de vontade para vencer ‘barreiras’. ‘Sou uma pessoa simples, carismática, humilde e que, acima de tudo confia em Deus. Fiz muito esforço para estar aqui onde estou hoje’, conta. Além estudar para tentar uma vaga no curso de enfermagem, a jovem divide seu tempo com o trabalho em uma venda de doces’, amo fazer doces e são eles que, de alguma forma estão me ajudando a construir meus sonhos’, finalizou.
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Asalp apresenta sua candidata ao Rainha das Rainhas
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Asalp – 'Sou uma caixinha de surpresa', essa foi a primeira coisa que a candidata ao título do Rainha das Rainhas do Carnaval 2011, representando a Asalp (Associação dos Servidores da Assembleia Legislativa do Pará) , Érika Negrão Andrade disse ao Portal ORM.

A morena de olhos verdes tem uma maratona incansável entre Abaetetuba (local onde mora), Vila dos Cabanos (onde trabalha) e Belém (onde faz Faculdade). Só de imaginar dá aquele cansaço, exceto para Érika, que depois de dois anos de preparo somente para o concurso, aposta na vitória.
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Com 21 anos, 59 kg, 69 cm de cintura e 101 cm de quadril, a geminiana conta que após recusar dois convites do Clube para participar de edições passadas do concurso, este ano, ela está determinada a vencer e trazer o título para a Asalp.
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Após uma Lipo Escultura e horas na academia, a candidata afirma que vai com tudo no dia do desfile. 'Este ano eu me preparei bastante, estou muito segura, vou fazer de tudo, vou dar tudo de mim no dia da apresentação' afirma.
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Érika conta que sempre lembra uma frase que sua mãe diz: 'Faz a tua parte que Deus te ajuda', e isso a estimula cada vez mais para buscar esta vitória.
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A participante vem com a coreografia de Duda Nereidy, e com a fantasia do estilista Humberto Larosso, responsável por apresentar a candidata ao Clube.

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Me digam se as duas não são as mais lindas do concurso? Agora é só torcer pelas duas!
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O Rainha das Rainhas 2011 acontece no dia 25 de fevereiro, no Hangar - Centro de Convenções da Amazônia.

Fontes:

http://www.orm.com.br/projetos/rainhas/2011/bastidores_interna.asp?id=513990

domingo, 25 de julho de 2010

Nick Rao




A Academia Nick Rao, de Abaetetuba, tem uma grande tradição de revelar excelentes nadadores. Por isso, a Tuna e a Nick Rao estabeleceram uma parceria para trabalharem juntas visando a revelação de novos talentos para a natação paraense. Esta parceria é muito importante para garantir que os atletas revelados pela Nick Rao possam ser federados pela Tuna e assim disputarem competições regionais e nacionais. Os técnicos das duas instituições vão trabalhar integrados para desenvolverem uma estratégia em comum que vai desde o intercâmbio de experiências até a realização de oficinas e torneios. O primeiro passo desta parceria já foi dado, pois cinco atletas que competiram pela Nike Rao no Troféu Mônica Rezende já disputarão o Campeonato Paraense de Piscina Curta que será realizado a partir de quinta-feira pela Tuna Luso Brasileira. Mais notícias podem ser encontradas em http://www.natacaodatuna.com/.


Do Folha: Demorou só um pouquinho, mas saiu!

terça-feira, 18 de maio de 2010

PROFESSOR DO SOME EXALTA CATEGORIA!


Segundo Bráulio Uchoa, Professor do Sistema Modular de Ensino (SOME) em Abaetetuba, através de seu Blog, os professores do SOME de Abaetetuba deram exemplo de como se faz democracia, através da Discussão que ocorreu no ultimo dia 17 sobre as propostas do Plano de Cargos Carreiras e Remuneração da Categoria da Educação junto ao SINTEPP e SEDUC. Ao final, segundo ele, os professores criaram um documento que será oportunamente apresentado tanto para a sub-sede do SINTEPP em Abaetetuba, como para a Coordenação Estadual do SOME para seja avaliado pelo setor jurídico.
O professor também afirma que os educadores do SOME em Abaetetuba e vários municípios, em suas falas, mostraram que de fato e de direito quem os representa é o SINTEPP, mesmo com a desqualificação feita pelos “mensageiros do apocalipse”, apimenta. “O certo é que o desespero está batendo naqueles que pensavam ser os donos da alma, da luta, da coragem dos professores do Some e até as pautas de nossas reuniões estão sendo clonadas. Isso mesmo. Aquele grupo que se negava a discutir educação no campo com medo de perder a gratificação resolveram do nada discutir”.
Uchoa parabeniza os professores do SOME que, segundo ele: “Começaram a visualizar que a luta é coletiva, que não é excluindo, dando golpes que conseguiremos alguma coisa”. Ele também afirma que “Os conchavos são bons quando beneficiam a maioria e não a um determinado grupo que inclusive perseguem aqueles que realmente lutam pela maioria”.

Fonte: http://brauliosintepp.blogspot.com/2010/05/abaetetuba-dando-exemplo.html

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Justa Homenagem ao "HISTÓRIA NA ILHA DO MIRITI"

"HISTÓRIA NA ILHA DO MIRITI" é o Blog da Professora Leila Pinheiro Araújo, que leciona nas Escolas Pedro Teixeira e Leonardo Negrão. Recentemente, seu Blog foi condecorado com o Prêmio Dardos, pela relavância junto ao tema que aborda na rede mundial.
Um grande abraço à Professora Leila Pinheiro que é Leitora acídua do Folha de Abaetetuba.
Pra quem quiser dar uma passadinha o Blog da Professora Leila Pinheiro. O endereço eletrônico é: http://www.historianailhadomiriti.blogspot.com/.
Aqui vocês sabe: O Leitor é quem manda! Um abraço e boa leitura.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

GIOVANNI: O “CRAQUE” DE NOSSA TERRA!

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Ídolo Giovanni conta que Deus já havia revelado a ele que o Santos seria campeão paulista

Escrito por Milton Alves
Qua, 05 de Maio de 2010 12:53

SANTOS (São Paulo ) - Giovanni acordou num sobressalto. Era madrugada de sábado, mas, naquela noite, ele dormira mal. Grogue pela hora precoce, foi ao banheiro. Lá, ouviu uma voz "audível", segundo ele: "Lucas, 14:17". Não acreditou no que ouvira. A voz, então, repetiu: "Lucas, 14:17". Ressabiado, porém religioso - é evangélico -, procurou a passagem na Bíblia mais próxima. Ficou surpreso: "E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que tudo já está preparado." Um arrepio percorreu-lhe o corpo. Ele deveria voltar. Era chegada a hora de ser campeão pelo Santos, pensou.

Aquele sábado, no entanto, não era um qualquer. Era 5 de dezembro de 2009. A cerca de três mil quilômetros, os sócios do Santos votariam na eleição presidencial. Tratava-se do início das mudanças de comando dentro do clube praiano, após quase dez anos sob a gestão de Marcelo Teixeira.

"Deus, quando fala, não mente. Seremos campeões, é a profecia de Deus", disse.

Dispensado no início de 2006, nem o mais fanático santista, ou até mesmo uma de suas "testemunhas", cogitaria o retorno do antigo ídolo. Mas, como um messias, ele voltou... Ressuscitou. Era a hora de cumprir a profecia, anunciada para os adoradores dele no dia da apresentação oficial, realizada em 13 de janeiro de 2010.

"Vocês, torcedores, podem ter certeza de que meu fim de carreira aqui no Santos será com um título", disse, à época, o ídolo.

Hoje, a mensagem profética é carregada por Giovanni no celular para todos os lugares.

Simples, o camisa 10 chegou para a entrevista como um mero mortal, não como o messias perto de fazer história pelo clube.

Pouco antes de descartá-lo, em 2006, Luxemburgo questionou: "Como pode ser ídolo sem ter nenhum título?" Giovanni jamais respondeu. Mas a profecia se cumpriu contrariando Luxemburgo, Santos é campeão e Giovanni conquistou um título!

Giovanni Silva de Oliveira, conhecido simplesmente como Giovanni, nasceu em Abaetetuba, Pará, em 4 de fevereiro de 1972.

terça-feira, 27 de abril de 2010

DIRA PAES: ESTRELA DA SÉTIMA ARTE

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Rosto típico paraense, traços caboclos e cabelo liso. Ecleidira Maria Fonseca Paes nasceu em Abaetetuba para conquistar o Brasil inteiro com um artifício que sabe muito bem fazer: a sétima arte. Seja na interpretação, direção e até mesmo na idealização de festivais, Dira atualmente é paixão nacional por seus papéis marcantes na TV e pelo brilhantismo no seu jeito de fazer cinema. E o melhor, sem se esquecer da sua terra natal. Depois que ela entrou em cena, o Pará ganhou um papel muito mais importante e deixou de ser coadjuvante no mundo dos audiovisuais.

Atriz de teatro, TV e cinema. Neste último, tem uma ampla participação, mas curiosamente estreou em uma produção norte-americana, A Floresta de Esmeraldas (1985), de John Boorman. De lá para cá foram mais de 25 filmes, com destaque para “Ele, o Boto”, de Walter Lima Jr, motivo pelo qual ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Natal em 1986, “Corisco e Dadá”, de Rosemberg Cariry, que a fez colecionar prêmios de melhor atriz nos Festivais de Brasília, Cuiabá e Florianópolis em 1997, “Anahy de las Missiones”, de Sérgio Silva, que a fez levar pra casa prêmios de melhor atriz coadjuvante no Festival de Brasília e da Associação Paulista de Críticos de Arte também em 1997, assim como tantos outros.

Entre seus trabalhos no Teatro estão “Capitães da Areia”, do diretor Roberto Bomtempo, “O Capataz de Salema”, de Sérgio Mamberti, “O Avarento”, de Amir Haddad e “Meu Destino é Pecar”, dirigido por Gilberto Gawronski. Na TV, Dira Paes já participou de papéis importantes em diversas novelas, seriados e minisséries. Ainda por cima é idealizadora e diretora-executiva, juntamente com o produtor Emanuel Freitas, do Festival de Belém do Cinema Brasileiro, realizado desde 2004 na capital paraense, durante o mês de junho.

Com trabalhos em 28 produções no cinema, recebeu em agosto do ano passado uma homenagem do Festival de Gramado (RS) pelo "conjunto da obra" - uma placa no cinema Embaixador, na cidade gaúcha. “Dira é uma atriz-militante do cinema brasileiro. Seu engajamento em cada filme que participa, demonstra um compromisso que vai além de um trabalho profissional bem feito. Não é por acaso que é uma das atrizes que mais filmes tem feito no cinema brasileiro contemporâneo. E não é só a quantidade que é relevante, mas o número expressivo de prêmios conquistados comprova a qualidade do trabalho que realiza. Além disso, ela se posiciona de maneira clara quanto à sua militância cultural no cinema. É, finalmente, é uma mulher culta, sem dúvida”, ressaltou o presidente da Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas no Pará, Januário Guedes.

Para ele, só quem não acompanhou antes a sua trajetória no cinema pode se surpreender com a relevância da carreira de Dira, agora realçada pela televisão. “O sucesso dessa carreira na televisão é uma conseqüência quase natural, tendo em vista o caminho percorrido no cinema com seu talento. Lembro de uma resposta sua para uma jovem em Abaetetuba, sua terra, há uns três anos, durante um debate do circuito de cinema do qual ela é co-realizadora, quando foi perguntada sobre como era trabalhar em uma grande emissora de TV. Ela disse, em suma, que nunca teve como meta principal de sua carreira trabalhar na TV, mas que o fazia agora certa de que isto, sem dúvida, traria um relevo muito maior para o seu trabalho do ponto de vista de reconhecimento pelo público”, contou.
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