segunda-feira, 24 de agosto de 2009

POLÍTICA FERVE EM ABAETÉ, MAS ELEIÇÕES SÓ ANO QUE VEM.

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A Política “ferve” no Brasil no governo Federal, ferve no Pará no governo Estadual e porque seria diferente aqui no governo Municipal? Em Abaetetuba, está fervilhando! Do Rio Maúba à ponta da Ilha do Capim, passando pelo Arienga e seguindo rumo ao Itanimbuca a politicagem “pulula” na terra do brinquedo de miriti. E olha que Abaeté é grande! Mas como mencionaria meu amigo Clóvis Cardoso: “Deixa eu ir tomar meu caribé, pra vê se pego uma ‘sustância’...” pra mais tarde entrar no assunto (...).

BREVE HISTÓRIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS BRASILEIROS

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Antecipando o Resultado da Enquete, vamos à Política (Enquete Parte I)
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As primeiras agremiações políticas brasileiras surgiram em 1822, após a Independência.
As duas existentes na época do Império, os partidos Liberal e Conservador, tinham uma estrutura muito diferente da dos dias de hoje. Naquela época, os partidos tinham uma existência bastante informal, já que não havia uma legislação que regulamentava seu funcionamento nem a necessidade de registro da agremiação. As próprias candidaturas não dependiam de partidos para serem lançadas. Somente depois de empossado, o eleito escolhia o grupo parlamentar ao qual iria pertencer. Os dois partidos dominaram o Parlamento até por volta da década de 80 do século passado, quando entram em cena os grupos republicanos, que defendiam o fim da monarquia.
Esses grupos, mesmo após a proclamação da República, não conseguiram se fundir em um partido único, de caráter nacional. Daí o surgimento de vários partidos republicanos estaduais, por todo o Brasil. As decisões de caráter nacional se davam através de acordos regionais, que acabaram gerando a política do café-com-leite, através da qual Minas e São Paulo se revezavam na indicação dos presidentes da República, até 1930, quando foi interrompida pela Revolução dos Tenentes.
Os anos de 30 a 37 foram marcados pelo esvaziamento dos partidos republicanos e pelo surgimento de propostas alternativas, como a Ação Integralista, de extrema direita, liderada por Plínio Salgado, que chegou a ter cerca de 200 mil filiados, especialmente entre pessoas da classe média.
Em 1937, o presidente Getúlio Vargas fecha o Congresso e extingue todos os partidos políticos, situação que perdurou até 1945, com a redemocratização. Nessa época surgiram partidos como a UDN, o PSD e o PTB, de alcance nacional.
Ao lado dessas legendas, o quadro partidário brasileiro comportava outras de menor porte, como o PSP, que tinha base forte em São Paulo, o PR, o PRP, o Partido Libertador e o PSB, entre outros. Ao longo dos anos, ocorreu o enfraquecimento da UDN e do PSD e o fortalecimento do PTB, que começou em uma posição bastante inferiorizada em relação aos dois outros partidos e, por pouco, não chegou a ter o mesmo número de deputados que eles. Suas bases, inicialmente restritas praticamente ao Rio Grande do Sul e ao Rio de Janeiro, estavam espalhadas por todo o País em 1965, quando o Ato Institucional número 2 (AI-2) extinguiu os partidos políticos e criou em seu lugar a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
O fim do bipartidarismo, em 1980, abriu caminho para o retorno do País ao pluripartidarismo. A Arena se transformou no PDS, que em 1984 gerou o PFL. O restante do PDS se dividiu entre o PP e o PPR, que em 1995 voltaram a se agrupar, desta vez no PPB. Em 1987, o segmento mais à esquerda do PMDB abandonou o partido e fundou o PSDB. Da mesma forma, os dois partidos comunistas, o PCB e o PC do B, passaram ter vida própria fora da legenda do PMDB.
Do espólio do trabalhismo de Vargas, surgiram, na década de 80, dois partidos: o PDT e o PTB. A grande novidade nesse período de pluripartidarismo foi a fundação do PT, que teve como berço os sindicatos de trabalhadores do ABC paulista e, ainda hoje, é tido como a principal força de esquerda, embora o PSB seja uma legenda em ascensão que, em muito casos, disputa o mesmo eleitorado do PT. De dissidentes do PT, com um discurso tido como mais “radical” voltado ao socialismo, surgiu o (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados) PSTU, que em seguida passou a compor a legenda PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). Outros partidos com PR (Partido da Republica), PSC (Partido Social Cristão), PPS (Partido Popular Socialista), PV (Partido Verde), são siglas de origem recente que se encontram em pleno processo de expansão.

domingo, 23 de agosto de 2009

PARÁ DISPUTA O PRÊMIO ITAÚ/UNICEF

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Vinte e seis projetos paraenses estão na disputa do Prêmio Itaú-Unicef, programa da Fundação Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Em sua oitava edição, a premiação recebeu inscrições de todo o País totalizando 1.917 projetos, 26 deles do Pará.
O prêmio é realizado a cada dois anos com o objetivo de reconhecer e estimular o trabalho de organizações sociais sem fins lucrativos que contribuem, em articulação com a escola pública e outras políticas, para a educação integral de crianças e adolescentes.
Com o tema Tempos e Espaços para Aprender, o prêmio estimula a reflexão sobre a diversidade de locais que ampliam as possibilidades para além do espaço escolar. A expectativa é a de que o resultado seja divulgado no mês de novembro, na capital paulista. O processo de análise e seleção dos inscritos já começou e tem o prazo de oito meses, contados a partir de 6 de abril de 2009, para divulgação dos vencedores. De acordo com a coordenação do prêmio, cada uma das organizações responsáveis por até quatro projetos vencedores nacionais receberá R$ 70 mil. Também será escolhido um grande vencedor, ao qual será entregue o valor de R$ 150 mil.
A inovação deste ano foi a abertura de inscrições em duas categorias: ONGs e Alianças. A categoria ONG é voltada para organizações não governamentais que desenvolvem projetos socioeducativos de atendimento direto a crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, que foram iniciados antes de 25 de maio de 2008. Já na categoria alianças foi criada para organizações da sociedade civil, movimentos, grupos comunitários, escolas, órgãos públicos, iniciativa privada e outros que tenham como meta comum a educação integral de crianças e adolescentes. Em 2007 foram inscritos 1574 projetos, sendo 33 finalistas, dos quais 5 foram vencedores nacionais.
Estado aparece entre os semifinalistas
Na última edição do Prêmio Itaú o Pará conseguiu ficar entre os semifinalistas com projetos dos municípios de Belém, Abaetetuba, Barcarena, Ananindeua e Parauapebas. O projeto 'Ler o Mundo, Reescrever a Vida - Letramento', desenvolvido pela Associação Paraense de Apoio as Comunidades Carentes (APACC), foi um dos semifinalistas na categoria Grande Porte. O projeto foi criado em 2005 com o objetivo de contribuir para o enfrentamento das dificuldades de leitura e escrita de crianças moradoras do bairro do Tapanã, vinculadas às escolas públicas do bairro. Nestes anos mais de 400 crianças já foram atendidas. Todas com dificuldade de aprendizado, principalmente em ler e escrever. Os pequenos são encaminhados pelas escolas públicas do bairro e participam de oficinas de estímulo à leitura e escrita, 85% das crianças tem avanços no domínio da leitura e escrita, 90% melhoram seu desempenho escolar e 80% melhoram sua comunicabilidade e sociabilidade, por meio de ações de teatro, canto, música e dança. A Apacc surgiu em 1994, com o objetivo de enfrentar os problemas socioeconômicos dos bairros periféricos da cidade. De acordo com o coordenador executivo da Apacc, Daltron Paiva, a intenção não é apenas ensinar as crianças a ler e escrever, mas também mostrar como eles podem compreender a sociedade.
Dos 1.574 projetos inscritos na edição anterior, 175 foram selecionados como semifinalistas. Na 5ª etapa da seleção foram indicados 33 projetos finalistas, considerados premiados regionais. Destes 33 projetos, foram destacados os vencedores nacionais, escolhidos pela Comissão Julgadora constituída por representantes da Fundação Itaú Social, Unicef, Cenpec e instituições sociais. O grande vencedor nacional foi o 'Projeto Escola e Comunidade: Um diálogo Necessário', do Centro de Referência Integral de Adolescentes (Cria) de Salvador. Desde a edição de 2003, o processo seletivo, de abrangência nacional, ocorre em regionais que agrupam os Estados, de modo a considerar os diversos contextos do território brasileiro. O projetos vencedores regionais recebem, cada um, R$ 8.000,00, além de um computador e uma impressora.
A seleção é feita em fases, sendo que na primeira ocorre a distribuição dos projetos pelas nove regionais e a validação pelos critérios de acesso à premiação. Na fase seguinte, as ONGs são classificadas de acordo com o porte orçamentário (micro, pequeno, médio e grande porte), com o objetivo de assegurar que as ONGs concorram, nas fases regionais, com outras organizações que tenham perfil orçamentário semelhante. Na 3ª fase da seleção, os projetos são pontuados segundo os indicadores de Gestão para a Sustentabilidade. Ao final da 4ª fase, são selecionados até vinte projetos semifinalistas por regional. Na 5ª etapa, os projetos semifinalistas são avaliados pelo Comitê Técnico que indica os finalistas. Os projetos indicados recebem visitas de técnicos, concretizando a sexta etapa.
Associação assistencial espírita Lar de Maria terá visita técnica
Um dos projetos finalistas deste ano vem da associação assistencial espírita Lar de Maria, que recém completou 62 anos. O Projeto Educação para a Vida foi um dos selecionados entre outros 1.917 concorrentes na oitava edição do Prêmio. A entidade receberá uma visita técnica para, então, poder configurar entre os vencedores regionais.
No Projeto Educação para a Vida são atendidas crianças de 4 a 12 anos incompletos, em situação de vulnerabilidade social. São oferecidos jogos educativos para a socialização, interação, amizade e respeito mútuo, assim como habilidades motoras, valorizando o próprio desempenho em situações competitivas desvinculadas dos resultados, por meio do ato de brincar em grupo. Há também oficinas de dança, teatro, reforço escolar, esporte e 'papo cabeça'. Neste último, as crianças são levadas a refletir sobre temas relacionados à sua vivência de direitos e deveres sócio-políticos, como forma de prepará-las para o exercício da cidadania.
Desde sua fundação, há mais de seis décadas, a associação tem o foco sobre a família. Hoje, a instituição sustenta atividades educativas - como uma espécie de creche - para 108 crianças de até seis anos; há um espaço de convivência para 80 idosos, que recebem oficinas, ioga e cursos; apoio a grupos de Alcoólicos Anônimos; além das programações regulares para a família, dentre elas, os eventos doutrinários sobre o espiritismo.

DESTA VEZ, IMPUNIDADE É DESCARTADA

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A Superintendência do Sistema Penal (Susipe) afastou na última semana 39 plantonistas do Presídio Estadual Metropolitano (PEM I), localizado em Marituba. Na última sexta-feira, cinco funcionários do PEM 1 foram exonerados. As decisões vieram para corrigir a falha na segurança da penitenciária, que possibilitou que, no último final de semana, uma adolescente de apenas 14 anos pernoitasse com um detento, suposto namorado. Ele ocuparia uma cela com mais dois homens.

Investigação na Susipe concluída e previsão de aplicação das regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Mas a pergunta ficou: repetição do caso da garota de Abaetetuba? Ficaremos outra vez com a impunidade?

Foram 19 horas passadas dentro de um presídio dito como de segurança máxima, e a menor acabou dormindo em PEM I. O caso da garota de Marituba pode estar distante da realidade do escândalo da adolescente de Abaetetuba, mas merece discussões em muitos setores, também pelos desdobramentos tomados.

Até que a justiça do Estado tome as medidas necessárias e corretas para o caso, representantes de movimentos sociais e de importantes instituições opinam. Para irmã Henriqueta Cavalcante, da Comissão e Justiça da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o fato surpreendeu.

Henriqueta acreditava que, pelo episódio da adolescente de 15 anos ter ficado com 20 homens numa cela na delegacia da cidade de Abaetetuba, algo parecido não se repetiria. “Essa situação me pegou de surpresa, pois tinha a situação de Abaetetuba, pensamos que não iria se repetir no Estado do Pará”, destacou a missionária.

A representante da CNBB não acredita em impunidade para os envolvidos no caso. “Acho que não vai ficar no esquecimento, tenho visto empenho muito grande do superintendente da Susipe. Que não aconteça mais um escândalo para o Estado”, enfatizou irmã Henriqueta. Ela, contudo, lamenta a decisão da justiça no caso da adolescente de Abaetetuba, que absolveu de responsabilidade muita gente, e diz que a resistência das entidades é importante na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Mary Cohen também não acredita em impunidade. “Espero que não acabe em impunidade, pelo que acompanho nas notícias não vai, não”, diz Cohen. Para ela, se tivesse tido punição exemplar no caso da garota de Abaetetuba, outras situações de violência contra menores seriam desestimuladas.

DESESTRUTURAÇÃO

Por trás de mais um possível crime contra adolescentes, está a relação familiar e as ramificações desestruturadas entre pais e filhos. O que pensar de uma dinâmica de parentes, onde um integrante, ainda que consciente, passe uma noite dentro de um presídio? A primeira resposta poderá ser irresponsabilidade dos pais, mas a análise do caso é necessária. A psicóloga Niamey Granhen, especialista em desenvolvimento humano, e atuando a duas décadas

na terapia de famílias, mostra alguns caminhos para analisar o caso.

“A adolescência é um evento cultural, eles querem enfrentar a autoridade, é para autoafirmar. Cada história é uma história específica”, explica Niamey. Ela segue analisando, que para se evitar questões como a da menor não se pode perder de vista a relação pai-filho e os aspectos autoridade e acolhimento, que devem caminhar juntos. “Os pais têm que impor limite e regras, e assumir a função parental. Tem que testar o limite. A menina dormiu no presídio, mas poderia estar em qualquer lugar”, analisa.

Atualmente, os pais teriam perdido o “eixo de equilíbrio”, e não estariam dando conta dos aspectos pedagógico, biológico. Muitas relações familiares eram autoritárias. Contudo, hoje, assim como no caso da família da adolescente que aguarda a decisão da justiça para saber se fica com os pais ou não, precisam ser ressignificadas.
Créditos: Diário do Pará

BLOG "FOLHA DE ABAETETUBA" É SUCESSO DE PÚBLICO!!!

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O Blog “Folha de Abaetetuba” orgulha-se em ser hoje em dia o veículo de informação mais acessado na Internet abaetetubense. A partir de março deste ano fomos indexados pelo Google (www.google.com.br), e já nos encontramos entre os primeiros lugares de pesquisa na Internet. Nesse período de alguns meses, estamos prestes a comemorar a marca de 10 mil acessos, o que corrobora a importância e credibilidade junto à população de internautas abaetetubense. Agradecemos a todos os usuários (anônimos e registrados) a confiança, assiduidade e participação que fazem do “Folha de Abaetetuba” o Blog da população abaetetubense.
Seguimos firmes na independência de opinião e no modelo democrático e participativo em postar aquilo que o leitor sugere!

Um abraço a todos!

ABAETETUBA ESTÁ ENTRE AS CIDADES COM MAIOR ÍNDICE DE RADIAÇÃO SOLAR

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Clique na Imagem para Ampliar.
Creditos: Jornal "O Liberal"

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

BOM HUMOR... DIZEM QUE ACONTECEU AQUI EM ABAETETUBA. ALGUÉM CONFIRMA?

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Diz a estoria que...
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Na cidade havia um senhor cujo apelido era Cabeçudo. Parece que o primeiro nome dele era Anderson. Nascera com uma cabeça grande, dessas cuja boina dá pra botar dentro, fácil, fácil, uma dúzia de Laranjas. Mas fora isso, era um cara pacato, bonachão e paciente. Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, lhe dava um tapa na cabeça e perguntava:- 'Tudo bom, Cabeçudo'?
O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele. Um dia, depois do milésimo tapão na sua cabeça, o Cabeçudo meteu a faca no zombeteiro e matou-o na hora. A família da vítima era rica; a do Cabeçudo, pobre. Não houve jeito de encontrar um advogado para defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas. Depois de apelarem para advogados de Belém, São Paulo e do Rio, sem sucesso algum, resolveram procurar um tal de 'Zé Caneado', advogado que há muito tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre. Pois não é que o 'Zé Caneado' aceitou o caso?
Passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca! Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua peroração assim:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:
- Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.
Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
E o promotor:
- A defesa está tentando ridicularizar esta corte!
O juiz:
- Advirto ao advogado de defesa que se não apresentar imediatamente os seus argumentos...
Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
O juiz não agüentou:
- Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo.
Foi então que o Zé Caneado disse:
- Senhoras e Senhores jurados, esta Corte chegou ao ponto em que eu queria chegar... Vejam que: se apenas por repetir algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são dignos, todos perdem a paciência, consideram-se ofendidos e me ameaçam de prisão... pensem então na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias da sua vida, foi chamado de Cabeçudo!
Cabeçudo foi absolvido e o Zé voltou a tomar suas cachaças em Paz.
Mais vale um 'Bêbado Inteligente' do que um 'Alcoólatra Anônimo'!

BUFALO É REI E GARANTE SUSTENTO DE FAMÍLIAS EM ABAETETUBA

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Seu Raimundo sai de casa todos os dias com os filhos, em busca de lenha
para a comunidade /M.CRUZ
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Animal vence atoleiros, substitui eqüinos entre pequenos agricultores e quilombolas e vai puxar mandioca

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ALTO ITACURUÇÁ, PA – Calmamente, seu Raimundo Sena Gomes, 57 anos, conduz o carro de boi cheio de lenha, puxado por "Negão", um búfalo com mais de meia tonelada de peso. O animal segue pela estrada de chão, indiferente aos pesquisadores da Embrapa e extensionistas da Emater que visitarão mandiocais em Alto Itacuruçá e Igarapé Miri, a 80 quilômetros de Belém.
Com nove filhos e dez netos, esse morador da Vila Nossa Senhora de Nazaré carrega feixes de cumatê e lacre, riqueza madeireira da região nordeste do Pará. Abastece a si próprio e aos seus irmãos quilombolas do município de Abaetetuba. Alguns filhos dele "viajam" com a lenha levada por esse primitivo meio de transporte, resistente ao progresso. Motocicletas começam a cruzar as estradas rurais do nordeste do Pará, a exemplo do nordeste, onde "aposentaram" os jegues.
Animal resistente, com capacidade de transformar alimentos pobres e inferiores em muita carne e muito leite, o búfalo parece ter aposentado os eqüinos, pelo menos nesse lugar. "Ele é uma fortaleza, moço, porque puxa carga até no meio da várzea", comenta Egídio dos Santos Gomes, 53, o "Zica", conhecido nas terras quilombolas e nos arredores.
Fecularia quer usar animal
Há décadas morador perto do rio Arapupuzinho, Egídio aprecia o trabalho do amigo Raimundo e é um dos participantes do projeto da roça sem fogo de mandioca. Seu Raimundo pouco conversa, mas o amigo e compadre é desses que servem de guia para os visitantes dos campos demonstrativos dos projetos da Embrapa.
– Tudo bem, seu "Zica"? - cumprimentam-lhe numa só voz extensionistas da Emater.
– Com a graça de Deus – ele responde sorrindo, se enturmando com os plantadores de mandioca. E conta tudo sobre plantas nativas, fala do calor e da luta dos quilombolas para que o Instituto de Terras do Pará (Iterpa) ponha fim a antigos litígios, meça os lotes de uma vez, corte as terras da Associação dos Remanescentes de Quilombos das Ilhas de Abaetetuba e as legalize com urgência.
O pesquisador Eduardo Jorge Maklouf de Carvalho e o extensionista Celso da Penha Gibson riem depois que a caminhonete da Emater atolou, 20 minutos antes, no meio de uma vala barrenta, por onde "Negão" passou soberbo, a menos de 5 Km por hora, fazendo seu dono exercitar a dose diária de paciência.
Os filhos do lenhador estudam numa escola rural. O mais velho tem 32 anos, o mais novo 18. Com certeza, não serão os futuros condutores do carroção. E quem será? Seu Raimundo não pestaneja:
- Pelo menos um neto vai ter que cuidar dos bichos. Aqui, o búfalo vai reinar por mais um bom tempo.
Alguém duvida? Durante almoço com os pesquisadores e extensionistas, Pedro Calil, 57, sócio-proprietário da única fecularia de mandioca da Amazônia, em Moju, elogiou o desempenho dos bubalinos do nordeste paraense. Se depender de Calil, a empresa incentivará as prefeituras e os pequenos agricultores a utilizar o animal para retirar cargas de mandioca de áreas isoladas. "É preciso levá-lo aonde não entram o caminhão e o trator", propõe.

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COMUNIDADE RIBEIRINHA DE ABAETETUBA GANHA NOVA ESCOLA

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A comunidade ribeirinha Rio Guajarazinho, distante 30 minutos de barco da sede do município de Abaetetuba, ganhará um novo prédio para funcionamento da escola municipal de ensino fundamental São João Batista. A inauguração acontecerá neste domingo (23).
A escola foi totalmente construída em alvenaria com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE), destinados por emenda parlamentar do deputado estadual Miriquinho Batista, no total de R$ 270 mil, e mais contrapartida de R$ 30 mil da prefeitura de Abaetetuba.
Iniciada em 2008, a obra está totalmente concluída e pronta para ser entregue à população. A nova escola, que funcionava em duas casas de madeira de propriedade da prefeitura de Abaetetuba, possui quatro salas de aula, uma sala de informática, biblioteca, sala de professores e cantina/cozinha.
O prédio está mais adequado às necessidades dos alunos e professores. "Esse espaço agora é definitivo", garantiu Miriquinho Batista. O estabelecimento de ensino funcionará em dois turnos, manhã e tarde.

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Creditos: SECOM

Agencia Pará

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INVESTIGAÇÕES RESULTAM EM PRISÕES DE TRAFICANTES DE DROGAS

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EQUIPE POLICIAL PRENDEU FORNECEDOR DE DROGAS E CASAL QUE COMERCIALIZAVA COCAÍNA EM "BOCA-DE-FUMO" NA CIDADE
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Policiais civis da Superintendência Regional do Baixo-Tocantins prenderam em flagrante, nos últimos dias três acusados de tráfico de drogas em Abaetetuba, nordeste paraense. Os presos são Raimundo Vilhena Pureza, de apelido “Toca”, e o casal Augusto Rodrigues, conhecido por “Guto” e Débora Rodrigues de Sousa. Com os presos, drogas foram apreendidas. As ações resultaram da intensificação do combate ao tráfico de drogas no município coordenadas pela delegada Andrezza Franco, titular da Superintendência. Raimundo Pureza foi preso durante uma investigação no bairro Santa Clara. Os policiais viram o momento em que, em via pública, dois homens caminhavam em atitude suspeita. A dupla foi abordada e revistada pelos policiais que encontraram dentro do guidom da bicicleta de um dos suspeitos um objeto plástico com cocaína em formato de pedra de “óxi”. Os dois foram detidos e conduzidos à unidade policial. Interrogados sobre a pessoa responsável pela compra da droga, os suspeitos afirmaram que a compraram de Raimundo Vilhena Pureza.
Com a informação, a equipe policial foi à casa do suposto traficante. No local, os agentes avistaram o acusado que estava em companhia de cerca de oito pessoas, em uma festa de aniversário. Ao avistar a viatura policial, Raimundo tentou jogar fora uma sacola com uma quantidade de cocaína em formato de pedra de “óxi”, mas os policiais perceberam a intensão dele e o prenderam em flagrante. Em continuidade às investigações sobre a atuação de vendedores de drogas ilegais, a equipe policial prendeu Débora e o companheiro dela, Augusto Rodrigues. As prisões resultaram de semanas de investigações. Os policiais civis flagraram o casal na casa deles, localizada na Travessa Padre Pimentel, em Abaetetuba. No imóvel, usado como “boca-de-fumo”, os dois comercializavam drogas, tipo "cocaína". Durante a busca domiciliar, os policiais encontraram dentro do local um objeto plástico com 27 papelotes de cocaína. Os presos foram autuados em flagrante por tráfico de entorpecentes pelo delegado Manoel Luís de Matos. As prisões foram realizadas pela equipe formada pelos investigadores Ronaldo, chefe de operações; Israel, Marialvo, Nonato e Pantoja.
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Creditos: Assessoria de Comunicação da Polícia Cívil.
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